Moro junto com meu namorado e já não acontece a primeira vez, de nós agredir! Mas nós amamos muito e

Moro junto com meu namorado e já não acontece a primeira vez, de nós agredir! Mas nós amamos muito e tirando a agressão se damos muito bem! O problema é que eu cresci em um lar assim, e ele também! E eu não consigo parar de gritar e quero bater nele por ele já ter me batido. Mas queria muito que eu e ele se decemos bem. Tem alguma chance de mudança? E de dar certo?

47 respostas


Olá, Pelo seu relato, parece que você mesma percebe nas agressões conteúdos relacionados ao seu passado, a sua história. Alguns sentimentos são confusos, misturam raiva, amor, decepção e tristeza. Esses sentimentos provocam angústia, confusão e dor.. Seu caso é sim indicado para escuta psicológica, para que esses sentimentos se organizem e você consiga ver o cenário de modo mais assertivo. Estou atendendo no Rio de Janeiro, caso queira marcar uma primeira escuta. Att.

Karen Jones

Karen Jones

Psicólogo

Niterói

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Bom dia, quando a pessoa ama não machuca, se isso acontecer tem algo de errado e precisa ser revisitado, seja voçe como também teu namorado. Os dois precisam aprender a explicar seu ponto di vista sem agreções. Para fazer isso precisa se conhecer e compreender o que na historia de cada um tem que ser curado e isto pode ser feito atráves da ajuda de um psicologo/a ou psicoterapeuta; sem a ajuda de um profissional com uma visão mais objetiva voces não vão se entender. Do teu relato se percebe que cada um tem algo a ser resolvido individualmente, procurem ajuda não fiquem reféns da raiva que pode tomar conta durante as agressões. Espero ter ajudado.


Olá, parece que ao mesmo tempo que vocês se amam, acabam repetindo o padrão familiar. Pelo visto vocês dois aprenderam a se relacionar dessa forma, alternando afeto com agressividade e por não saber fazer diferente, acabam repetindo o modelo. Importante buscar ajuda profissional para romper com esse padrão, descobrir novas possibilidades para lidar com a agressividade e assim construírem juntos uma relação mais saudável. Há chance de mudança sim, só de você perceber que algum aspecto dessa relação pode ser melhorado, já é um primeiro passo para mudança. Abraços!


Olá, seria legal vocês fazer uma psicoterapia de casal, ja que estão desenvolvendo uma relação de conflito, seja de ordem de culturas diferente ou de questões que esteja relacionada ao historico agressivo, vivido na familia. A psicoterapia individual ou de casal vai te ajudar bastante. Boa sorte


Boa tarde! É importante que os dois consigan entender que essa não é uma forma saudável de se relacionar, a pesar de que se gostem, pois se estão machucando fisicamente e provavelmente psicologicamente também. Se quiserem estar juntos de forma mais saudável será importante que os dois iniciem um processo terapêutico, podendo ser juntos e/ou separadamente. Será importante trabalhar os pensamentos de cada um em relação às agressões, ao relacionamento e o histórico e vida de vocês, entre outras coisas. Espero ter ajudado. Atenciosamente


Olá, ter consciência dessa dinâmica permeada por agressões e gritos e querer mudar, já é um passo significativo e melhor ainda, se ele também tiver interesse em buscar ajuda para mudar. Pelo que você relata, ambos cresceram em um ambiente também permeado pela violência em suas diversas formas, e de algum modo vocês estão reproduzindo o modelo aprendido em suas relações familiares. Desta forma torna-se relevante um processo psicoterápico para dar novo significado a essas experiências e aprender a se relacionar de uma forma mais saudável.


Perceber é um primeiro passo, sem dúvida. É interessante ainda que você percebe uma ligação com os modelos das vivencias parentais. Você cita já terem ultrapassado o limite da agressão verbal p a física, o que é grave indicio que as palavras já não dão conta da intensidade emocional destes momentos. Precisa ver o que se repete nestas brigas, embora o q desencadeia pode parecer arbitrário o tema deve se repetir, digo o tema de fundo, o que tiram vocês do controle e fazem que do amor passem ao ódio em questão de segundos e parem de ouvir um ao outro. Indico avaliação por um psicologo que atue com atendimento individual e de casais. Abraços


Olá! Parece que tanto você quanto seu namorado repetem os padrões de violência e abuso dos próprios pais. É possível mudar sim, mas com muita psicoterapia, reflexões, treino de assertividade e novos comportamentos. É muito comum que filhos repitam as formas de amor que obtiveram no núcleo familiar na vida adulta. O problema ocorre quando o exemplo que tiveram não foi bom e nem funcional. Seria interessante levantar questionamentos: de que forma o comportamento violento dos pais prejudicou eles próprios? de que forma prejudicou a família como um todo? de que forma te prejudicou? existiram mais pontos positivos ou negativos nessa forma de relacionar deles? O que você acha possível ajustar no seu relacionamento hoje? O que, especificamente, quer mudar? Existe diálogo? Você acha que amor está relacionado à violência? O que realmente te atrai nele? Vocês dois só ficarão bem quando ambos entenderem que não estão propagando amor, mas sim formas reativas inconsequentes de se relacionar que aprenderam em casa quando crianças e adolescentes. O primeiro passo você já deu: entender que do jeito que está, com violência e falta de respeito, não está legal. O próximo passo é buscar ajuda profissional de um psicólogo/a, e que seja antes que esse gostar se desgaste ou antes que acabem passando esse modelo desadaptativo para os filhos. Espero ter contribuído! Boa sorte!


Olá. É importante colocar que nenhuma relação saudável sobrevive com agressões, sobretudo físicas, de modo recorrente. Estabelecer e tentar sustentar algo que se da deste modo, pode ser muito letal para ambos os lados. Ainda que você tenha a clareza de que, existe algo comum na história de vocês (história de violência), este padrão ou modelo familiar de modo algum precisa vivido por vocês. Se o casal tem interesse de que isto cesse, será necessário que os DOIS busquem tratamento separadamente. Somente assim, há esperança de que alguma mudança possa acontecer e, com ambos. E se você se ama, em primeiro lugar, busque ajuda. Afinal, o seu bem estar precisa estar em primeiro plano. Ainda que tenha sentimentos pelo seu parceiro, não alimente uma relação tóxica que te traga danos físicos e também psíquicos. E lembre-se: o amor, nunca nos machuca. Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade, “o amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse...”.

Dra. Fernanda Barbosa

Dra. Fernanda Barbosa

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Ola! Você faz uma pergunta interessante. Tem alguma chance de mudança? E de dar certo? Claro que sim! Sugiro que os dois busquem ajuda profissional ou de casal ou individual para reconhecer as situações que os levam a se agredir. Fazendo isso e compreendendo, terão todas as chances de darem certo! Busquem por ajuda.


Olá! É interessante que você já traz uma primeira reflexão relacionada à repetição de padrão familiar, ou seja, estão se agredindo fisicamente, pois entenderam que os relacionamentos funcionam assim, contudo, esse padrão precisa ser modificado, pois um relacionamento saudável não envolve agressões físicas. E respondendo à sua pergunta, é possível sim mudar de vocês darem certo, para isso a mudança de padrão de relacionamento é fundamental. Não demorem a buscar ajuda de psicologa/o. Abraço. Esther Araújo


Olá! Todas as pessoas tem padrões de comportamentos, que se desenvolveram ao longo da vida da pessoa. Esses padrões podem ser mudados, completamente transformados. A questão está em o quão disposta cada pessoa está em fazer essa mudança e de procurar ajuda para fazê-la. Pelo que você está contando, essa situação está te incomodando muito. É recomendável que tanto ele como você procurem a ajuda de um psicólogo, para construírem novas formas de reagir as situações, sem envolver agressões. Abs!


Sim, sempre há chance de se modificar alguns processos repetitivos, nesse caso pelo que você trouxe no questionamento, a agressividade e a violência verbal. Recomendo que busquem a Terapia de Casal, claro se ambos concordarem, pois é o que sempre digo: o processo de Terapia de Casal só funciona quando os dois querem, quando ambos tem desejo de mudar, não precisa ser da mesma forma, mas é necessário que haja um engajamento de ambas as partes. Esse histórico do passado sem dúvida alguma tocou na relação de vocês de uma forma direta e pode corresponder a certos "fantasmas e gatilhos" do passado. Espero que a situação melhore. Só mais uma coisa, se o seu companheiro não concordar em iniciar uma Terapia de Casal, recomendo que você inicie uma Terapia individual para você, de qualquer forma é necessário que haja reflexão, conscientização e elaboração para que as coisas não andem mais dessa forma. Cuidem-se !


De acordo com o seu relato, ambos parecem ter desenvolvido formas agressivas para lidar com problemas de relacionamento, que se justificam, em parte, por modelos familiares. Saiba que é possível modificar esse comportamento com a ajuda de profissionais da área da psicologia para trabalhar o reconhecimento de situações de abuso, regulação emocional, assertividade, habilidades sociais, etc. Quanto a possibilidade do relacionamento "dar certo", é necessário avaliar a extensão do dano e se ambos participarão ativamente na mudança dessa realidade.


Olá. Diante do seu relato, indico inicialmente que você converse com o seu namorado e verifique se ele está disposto a fazer terapia de casal. Caso seja a resposta sim, procurem ajuda profissional. Caso a resposta seja não, indico que faça você individualmente. No processo você ampliará o seu leque de alternativas para lidar com as circunstancias aos quais está vivenciando.

Silvana Bonomo Ramos

Silvana Bonomo Ramos

Psicólogo

São Gabriel Da Palha

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Essa forma de amar é patológica. Pelo jeito nem você e nem ele vieram de lares saudáveis. Mas como você já percebeu que isso é um problema, você não precisa continuar vivendo assim. Busque ajuda para seu relacionamento e você. Por mais que se amem, quando tem agressão a coisa fica séria e não dá para minimizar esses prejuízos. Boa sorte!


Agressões fazem parte de uma linha de passagem bem complexa da qual quem está envolvido dificilmente esquece. Interessante notar que você percebe um padrão familiar em ambos, contudo quer dar certo mesmo sabendo das “cicatrizes” que o relacionamento tem. Converse com seu parceiro sobre essa vontade de retirar a violência do convívio de vocês. Existem técnicas muito boas para vocês se sentirem mais conectados, mas a melhor é expor o que se sente. Compreender que ambos são prejudicados a cada agressão e que vocês podem criar uma nova história independente do passado de vocês é um caminho bacana. A terapia pode ajudar vocês a passar por esta etapa , desejo que melhorem a relação.


Acredito que seja necessário o acompanhamento psicológico/psiquiátrico para manter seu equilíbrio emocional. Podendo utilizar de técnicas para lidar com sua ansiedade.


Você mesma já identificou de onde vem esse padrão de repetição. Tanto você quanto seu namorado tem grandes chances de interromper esta dinâmica, porém, será necessário que realmente queiram mudar esta situação.


Olá! Pelo seu relato, os dois vieram de lares onde a questão da agressão era comum. Que bom que isso está te incomodando, pois agredir ou ser agredida não é comum. Existe sim grande chance de vocês continuarem juntos, sem que a agressão faça parte do cotidiano, mas para isso sugiro que façam terapia, primeiro com psicólogos separados para tratar as questões individuais e depois terapia de casal. Mas não se acostume com esse tipo de relacionamento! Dê o primeiro passo em busca de uma relação harmoniosa e sem sofrimento. Espero ter ajudado. Fique bem.

Ana Colli

Ana Colli

Psicólogo

São José do Rio Preto

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Olá! Pelo seu relato você percebe o quanto o passado de vocês influencia a dinâmica enquanto casal. Seria interessante procurar um psicólogo que atenda casais para que vocês desenvolver maneiras mais saudáveis para se relacionar. Boa sorte.


A mudança é uma constante na vida. A possibilidade de dar certo um relacionamento à dois depende de como ambos se percebem, percebem o outro e criam expectativas sobre o futuro e a relação, além de como reproduzem padrões familiares. Não há receita para ser nem agir e é importante um avaliação pra olhar as singularidades de vocês e indicar psicoterapia individual, terapia de casal ou grupo de casais. As situações de violência familiar precisam ser consideradas e olhar para situação numa perspectiva de gênero acolhendo o desejo de ambos e suas individualidades pode fazê-los se curtir mais e compreender os motivos desse modo próprio de se relacionar e sentir prazer. Caso precise de orientação para delinear uma proposta de cuidado efetiva procure um psicólogo online ou presencial com experiência em violência e terapia familiar. Boa jornada pra vcs,


Tem. Mas, como vocês dois já vêm de lares complicados, o que você pode conseguir é aprender a administrar a situação, a contornar os problemas para evitar que as coisas cheguem a estes extremos que você descreve. No filme "O casamento grego", a personagem Maria diz para a filha: "No casamento, o homem é a cabeça, mas quem mexe a cabeça é o pescoço. E nós somos o pescoço". Então, você pode. Só que vai precisar de uma ajuda de fora, de uma ajuda de um terapeuta, já que você não viu a sua mãe ser como o "pescoço" em casa. Procure na rede alguém que lhe pareça viável para ajudá-la, marque uma consulta, veja se gosta, se aquela pessoa pode orientá-la a encontrar alguma forma de ajuda terapêutica de acordo com este seu problema. Abraço.


Olá! Como vai? Os modelos dos primeiros relacionamentos geralmente tangenciam quem nos tornamos e como construímos nossas relações. Muito embora seja difícil e demorado, há sempre uma possibilidade de elaborarmos uma maneira mais criativa para lidarmos com nossas angústias e questões. Seria proveitoso que vocês fizessem terapia, assim fica possível que cada um a sua maneira lide com suas questões. At.te


Olá! Realmente é difícil se livrar de uma bagagem que estamos carregando há anos, não é mesmo? É difícil, mas não é impossível. Vocês dois precisam buscar uma terapia de casal para se livrarem dessa bagagem pesada e que está impedindo vocês dois de serem felizes! Busquem ajuda profissional, só assim vocês vão se livrar dessa pesada bagagem que são as agressões físicas no relacionamento amoroso. Espero ter ajudado!


Seriam interessante nesse caso que cada um fizesse Terapia para ajudar entender melhor porque se relacionam dessa forma e, assim, mudar esse comportamento que pelo que fala prejudica o seu relacionamento.


Olá! Seria interessante iniciar o processo de psicoterapia, justamente para desconstruir o padrão de comportamento e a ideia de relacionamento que você foi criando ao longo da sua trajetória de vida. Um abraço!

Letícia de Paulo

Letícia de Paulo

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Crescer em lares em que a agressão é normalizada com certeza gera diversas consequências para as relações na vida adulta. Em uma relação saudável, não deve haver espaço para violências - você já está ciente disso e buscando mudanças, o que é muito positivo. Acredito que nesse caso seria extremamente importante que vocês buscassem psicoterapia individual. A terapia de casal também pode ajudar bastante.

Gabrielle Borba

Gabrielle Borba

Psicólogo

Lauro de Freitas

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Olá, Pelo que tu descreve, me parece que vocês estão desenvolvendo uma relação de conflito, seja por diferentes motivos. Busque por ajuda, a psicoterapia individual ou de casal vai te ajudar bastante. Se cuide,


Olá! Existem outras maneiras de se comunicar em uma relação conjugal e que não envolve apelo físico. Um casal adulto tem capacidade e possibilidade de conversar, discutir e refletir juntos. Agressões físicas como forma de manifestar sua vontade ou conquistar o que se deseja do outro mostra que você se encontra em desespero e vive a sensação de que não está sendo ouvida, de que seu marido não está dando importância a suas dores e desejos. Interessante sua fala sobre a semelhança entre vocês no tocante ao olhar para as agressões físicas. Há uma espécie de aceitação mútua em continuar com essa relação tóxica que envolve inclusive tais agressões físicas. Ambos vem de lares com histórico de vivências de agressão, e ambos tem isso como "parte da vida". Sabem que não é certo, se chateiam e se machucam, mas há um senso de normalidade nisso. E portanto entendo que para vocês uma relação como essa pode não soar tão preocupante, mas se faz necessário aqui frisar a seriedade dessa maneira de se relacionarem, que pode até estar normalizado para vocês, mas que é um assunto muito delicado. Violência física é algo sério, e precisa de ajuda e acompanhamento profissional. Não quero de maneira alguma acusá-la de negligência ou maus-tratos, mas apenas lhe atentar para a seriedade de se viver em uma relação tóxica, pois as coisas sempre podem piorar. Procure ajuda!


Se vocês realmente quiserem ter uma relação saudável e madura, basta fazer psicoterapia, simples.


Sim, é possível mudar, mas é algo que exige o comprometimento de vocês dois e bastante trabalho emocional. A psicoterapia vai ajudar. Abraço.

Gisele Rodrigues

Gisele Rodrigues

Psicólogo

Florianópolis

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Bom dia, como vai? Percebo em sua fala que a forma que se relacionam alternando afeto com agressividade segue um padrão aprendido e hoje reproduzido. Para ambos terem uma relação diferente como deseja, sugiro que realizem um acompanhamento psicológico para quebrar crenças e padrões repetitivos. Um abraço @psiluanamarys


Olá, como tem passado? Em todos os casos sempre há chances de mudanças, porém não é possível dizer quais ou quando tais mudanças acontecerão e se acontecerão, creio que tudo é possível, inclusive nada. Pode ser o momento de procurar um psicólogo para poder falar sobre a violência que ambos cresceram como algo recorrente nas famílias e o que simbolizou em suas vidas para ser algo corriqueiro, do cotidiano, visto quase como algo "normal". Espero ter ajudado em algo, fico à disposição, até mais.

Cirano Araújo

Cirano Araújo

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Parece, pelo seu relato, que você consegue perceber que essa dinâmica não está sendo saudável e positiva para nenhum de vocês dois dessa forma. Isso é muito importante. É possível sim mudar, porém ambos precisam estar muito comprometidos com essa necessidade, além de estarem dispostos a fazerem um trabalho de autoconhecimento e cuidado durante esse processo. Eu recomendaria que ambos fizessem psicoterapia individual e, se fizer sentido, também terem a terapia de casal como alternativa. Mas se já foi identificado que os dois tem um histórico delicado relacionado à violência, seria importante cuidar disso antes de mais nada.


Chance de mudança e de dar certo é possível sim, desde que ambos estejam 'abertos' e queiram isso. Em um relacionamento sadio pode haver discussões, mas a violência não é saudável. Procurem ajuda individual ou para o casal, a fim de melhorarem a relação de vocês.


Eu entendo que você esteja passando por um momento muito difícil, e sinto muito por você estar vivenciando esse tipo de situação. O fato de você estar se perguntando sobre a possibilidade de mudança e buscando um caminho para que a relação dê certo já é um sinal de que você quer melhorar e cuidar de si mesma e do seu relacionamento. Isso é um passo importante. Vou tentar te ajudar a refletir sobre o que está acontecendo e como você pode agir para transformar essa situação. Sobre a Violência no Relacionamento É fundamental reconhecer que nenhum relacionamento saudável deve envolver agressões, físicas ou emocionais. A violência, seja ela verbal, física ou psicológica, nunca é uma resposta aceitável para lidar com conflitos, e é uma questão que precisa ser tratada com seriedade. A violência não é uma consequência normal de amor; ela é um sintoma de outros problemas mais profundos, como traumas passados, falta de habilidades emocionais para lidar com frustrações e falta de limites adequados. Você mencionou que ambos cresceram em lares onde a violência foi presente, e isso pode, sim, influenciar a forma como você reage nas situações de conflito. Porém, isso não significa que você esteja condenada a repetir esse ciclo. É possível quebrar esse padrão, mas para isso é necessário um trabalho profundo, que envolve tanto o autoconhecimento quanto o compromisso em mudar. Possibilidade de Mudança Sim, existe a possibilidade de mudança. No entanto, a mudança não acontece de forma fácil ou rápida. Ela envolve esforços contínuos e conscientes, tanto de sua parte quanto do seu namorado, se ambos realmente desejam transformar o relacionamento. Aqui estão alguns passos que podem ser dados: Reconhecer a Violência e a Necessidade de Mudança: O primeiro passo, e muito importante, é reconhecer que as agressões (físicas ou verbais) não são normais e não devem ser toleradas. Essa auto-observação é o primeiro passo para interromper o ciclo de violência. Buscar Terapia de Casal e Terapia Individual: Se ambos estão dispostos a mudar, a terapia de casal pode ser um excelente caminho. Ela pode ajudar a explorar os padrões de comportamento e ensinar formas mais saudáveis de resolver conflitos. Além disso, a terapia individual também pode ser muito útil para lidar com traumas passados, problemas de autoestima, e outras questões que contribuem para essa dinâmica. Aprender a Lidar com a Raiva: Você mencionou que sente vontade de gritar e bater nele quando ele já fez isso com você. Isso é compreensível, considerando o ambiente em que você cresceu, mas é fundamental aprender formas saudáveis de lidar com essa raiva. Terapias, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), ajudam a entender as causas dessa raiva e ensinam estratégias para controlar os impulsos agressivos. Estabelecer Limites e Compromissos: Tanto você quanto seu namorado precisam entender que, em um relacionamento saudável, há limites que não devem ser cruzados. Ambos precisam estar cientes das consequências de agir de forma agressiva, seja verbalmente ou fisicamente. É importante que cada um de vocês se comprometa com a mudança e esteja disposto a trabalhar nisso. Interromper o Ciclo de Repetição: Se ambos cresceram em ambientes violentos, é possível que esse padrão de comportamento tenha se cristalizado em suas relações. Isso não significa que você esteja condenada a repetir o mesmo comportamento, mas exige trabalho e, muitas vezes, a necessidade de romper com os padrões familiares e aprender novas formas de se relacionar. Reflexões Finais Amar não é suficiente para garantir um relacionamento saudável: Amor, por si só, não garante que um relacionamento seja saudável. O respeito, a comunicação, a empatia e a segurança emocional são essenciais para que isso aconteça. Cuidado com o ciclo de violência: A violência geralmente segue um ciclo: uma briga (agressão), seguido de arrependimento e promessas de mudança, mas, com o tempo, o ciclo pode se repetir e até se intensificar. Se o padrão de agressão continuar, ele pode ter efeitos muito prejudiciais a longo prazo, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Você merece um relacionamento seguro e saudável: Você merece estar em um relacionamento onde se sinta respeitada, segura e amada, sem medo de agressões físicas ou emocionais. E você tem o poder de buscar isso, seja com o seu namorado ou em outro relacionamento no futuro. Se você sentir que o ambiente está se tornando inseguro ou insustentável, é muito importante buscar apoio, seja de uma terapeuta, amigos, ou até mesmo uma linha de apoio especializada em violência doméstica. Não hesite em pedir ajuda, especialmente se a violência continuar ou se você se sentir em risco. Eu sei que a situação é complexa, mas a boa notícia é que a mudança é possível. Isso exige esforço de ambos, mas, principalmente, a vontade de transformar a forma como vocês lidam com os conflitos. Se você precisar de mais conselhos ou quiser falar mais sobre isso, estou aqui para te ajudar.


Essa situação é complexa e, de certa forma, reflete o ciclo de repetição de padrões inconscientes que muitas vezes herdamos de nossa infância. O fato de ambos terem crescido em um ambiente de violência pode estar influenciando diretamente as dinâmicas do relacionamento, tornando a agressão algo familiar, algo que, de algum modo, pode até ser confundido com afeto ou com a maneira "normal" de resolver os conflitos. A questão aqui não é apenas o desejo de parar de gritar ou bater, mas entender profundamente o que esses comportamentos representam para você e para ele. O que a agressão expressa, no fundo, sobre o medo, a raiva ou a sensação de impotência de ambos? Essas questões precisam ser exploradas com seriedade, porque, por mais que haja amor, o amor não justifica a violência. Sim, existe chance de mudança, mas a mudança verdadeira só ocorre quando ambos se comprometem a entender e transformar os padrões destrutivos que continuam a se repetir. Não é uma questão de "quebrar o ciclo" rapidamente, mas de, de fato, olhar para dentro e entender por que a agressão parece ser a resposta imediata ao conflito. O que está sendo dito por meio desses comportamentos? Essa é uma oportunidade para ambos questionarem profundamente o que realmente significa o relacionamento, além do apego ao que é conhecido, por mais doloroso que seja. Sem esse autoconhecimento e sem um compromisso genuíno com a transformação, a tendência é que o ciclo continue se repetindo. Para isso, o acompanhamento psicológico ou até mesmo a terapia de casal pode ser fundamental para ajudar a romper com essas dinâmicas destrutivas e abrir espaço para uma relação mais saudável e construtiva.

Pedro Chaves

Pedro Chaves

Psicólogo

Belo Horizonte

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A situação que você descreve é complexa e delicada. A violência em um relacionamento, mesmo quando há amor envolvido, é algo sério e que precisa ser abordado com muita atenção. O fato de você e seu namorado terem crescido em lares onde a agressão era presente pode influenciar a forma como vocês lidam com conflitos, mas isso não significa que a mudança não seja possível. O primeiro passo para transformar essa dinâmica é reconhecer que a violência não é uma forma aceitável de resolver problemas. Tanto você quanto seu namorado precisam estar dispostos a buscar ajuda profissional para entender as origens desse comportamento e aprender novas formas de comunicação e resolução de conflitos. A terapia de casal pode ser uma ferramenta valiosa para ajudá-los a identificar padrões de comportamento disfuncionais e desenvolver habilidades de comunicação mais saudáveis. Além disso, a terapia individual pode ser benéfica para trabalhar questões emocionais e traumas do passado que podem estar contribuindo para a agressividade. É importante ressaltar que a mudança leva tempo e requer esforço contínuo. Nem sempre é fácil quebrar ciclos de violência, mas com o apoio adequado e o comprometimento de ambos, é possível construir um relacionamento mais saudável e respeitoso. Se você está enfrentando esses desafios, disponibilizo-me para uma consulta, onde poderemos aprofundar suas preocupações e delinear um plano de tratamento individualizado.


Às vezes batemos no amor por ele não entregar o que gostaríamos que entregasse. A conta fica alta! Para sair de um ciclo de repetições das relações passadas - a dos pais - será necessário elaborar, compreender, organizar internamente o que estas relações causaram emociona vocês. Se possível buscando ajuda ou numa terapia individual ou de casal. Não tem uma receita só para as coisas darem certo!

Rute Rodrigues

Rute Rodrigues

Psicólogo

Porto Alegre

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Sei que é difícil reconhecer que existe violência em uma relação onde há amor, mas é importante entender que agressões físicas e verbais nunca são normais — mesmo quando ambos cresceram em ambientes violentos. Esses padrões tendem a se repetir se não forem trabalhados com ajuda profissional. Há sim chance de mudança, mas ela começa quando cada um assume responsabilidade e busca ajuda psicológica individual, antes mesmo de pensar em terapia de casal. Isso é essencial para aprender a lidar com a raiva, com as marcas do passado e com o ciclo de violência. E se em algum momento houver risco físico, priorize sua segurança. Você pode ligar gratuitamente para o 180, que oferece apoio e orientação a mulheres. Com acompanhamento adequado, é possível romper esse padrão e construir relações mais seguras e respeitosas.

Maria Isabel Ornelas

Maria Isabel Ornelas

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá, tudo bem? O que você descreve é muito sério e, ao mesmo tempo, profundamente humano. Quando duas pessoas cresceram em ambientes onde a agressão era “a linguagem” dos conflitos, o corpo aprende a reagir antes mesmo que a mente consiga raciocinar. Isso não significa falta de amor — significa que, dentro de vocês, existem memórias emocionais que se ativam com uma velocidade enorme. Só que, mesmo entendendo a origem, isso não diminui o risco e nem torna a violência algo “normalizável”. É importante dizer com cuidado, mas com firmeza: quando há agressões físicas mútuas, o relacionamento entra numa zona que exige prioridade absoluta de segurança. O amor não impede que as coisas piorem; ele muitas vezes confunde, porque convivem afeto, medo, culpa e esperança ao mesmo tempo. Posso te perguntar: o que exatamente você sente nos segundos antes de partir para a agressão? É medo de ser magoada de novo? É uma sensação de que precisa se defender para não se sentir pequena? Ou é a raiva acumulada que explode quando você se sente ameaçada? Outra pergunta que talvez ajude: quando você imagina um futuro com ele sem agressões, o que precisaria mudar primeiro — o comportamento dele, o seu, a dinâmica entre vocês ou o espaço emocional de cada um? Às vezes, a resposta mostra que vocês não precisam apenas “tentar mais”, mas sim receber apoio certo para reorganizar algo que está muito desregulado. Existe chance de mudança? Sim — desde que duas condições sejam verdadeiras: ambos reconheçam com honestidade que há violência e que, assim, não dá para continuar; ambos estejam dispostos a buscar ajuda profissional especializada em violência conjugal, não apenas terapia individual comum. Essa é a parte ética da minha orientação: quando há agressão física, é necessário envolver profissionais especializados em segurança e, dependendo da gravidade, até serviços de proteção. Não posso incentivar que vocês “tentem sozinhos”, porque isso seria irresponsável. Mas posso te dizer algo importante: a violência que vocês repetem não começou em vocês — mas a interrupção desse ciclo só vocês podem fazer, com ajuda adequada e em um ambiente seguro, inclusive físico. Caso em algum momento você se sinta em risco, a prioridade não é o relacionamento, e sim a sua integridade. E, se o risco aumentar, busque imediatamente os serviços de emergência como a UPA, SAMU (192) ou a delegacia da mulher (onde você vive). Caso precise, estou à disposição.

Larissa Zani

Larissa Zani

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, a possiblidade de mudança sempre existe. Mas, é necessário que as partes queiram essa mudança. Como a sua relação já está marcada por agressões sugiro que busquem psicoterapia com urgência para que a situação não se agrave.


Estejam em terapia individual cada um de vocês como sugestão e se fazem mesmo questão em terapia de casal também. Ambos crescerem em lares com este comportamento nao é compreensivo levar certos padrões ate hoje, mas a decisão de parar na vida adulta é de vocês e nao mais dos seus pais, criar novos hábitos, limites e autocontrole.


Olá, o fato de vocês se amarem não faz a violência deixar de machucar ou se tornar menos séria. Quando a agressão entra na relação, geralmente ela não aparece do nada, mas ligada a histórias, formas de vínculo e modos de lidar com conflito que muitas vezes foram aprendidos dentro da própria família, como você mesma percebeu. Isso ajuda a entender, mas não justifica nem resolve sozinho. Existe possibilidade de mudança, sim, mas ela exige que os dois reconheçam a gravidade do que está acontecendo e busquem ajuda de verdade, porque só a promessa de que “vai ser diferente” normalmente não é suficiente para quebrar esse ciclo. E é importante olhar com cuidado para o fato de você já sentir vontade de revidar, porque isso mostra o quanto a relação está ficando marcada pela violência e pela tensão. Nenhum relacionamento consegue se sustentar de forma saudável quando o medo, os gritos e as agressões começam a ocupar espaço no vínculo. Um abraço, Vinicius.


Sim, existe possibilidade de mudança. Mas preciso dizer uma coisa com bastante clareza: agressão não é uma parte normal de um relacionamento, mesmo quando existe amor e mesmo quando vocês se dão muito bem na maior parte do tempo. O fato de vocês dois terem crescido em casas onde isso acontecia pode ajudar a entender por que esse padrão se tornou conhecido para vocês. Mas entender de onde veio não significa que vocês precisam continuar repetindo. E tem uma parte importante no que você contou: você diz que não consegue parar de gritar e sente vontade de bater nele porque ele já bateu em você. Isso mostra que vocês entraram em um ciclo em que a raiva, o medo e a agressão vão alimentando um ao outro. E esse ciclo pode ficar cada vez mais perigoso se nada mudar. Eu não recomendaria que vocês tentassem resolver isso simplesmente prometendo “nunca mais vamos fazer”. É preciso interromper o ciclo e trabalhar individualmente o que cada um aprendeu sobre briga, raiva, limites e violência. E, enquanto ainda existe agressão, eu teria bastante cuidado com a ideia de fazer terapia de casal como primeiro passo. A prioridade é a segurança de vocês. Cada um precisa assumir responsabilidade pela própria violência e buscar ajuda individual. Também é importante combinar uma regra muito clara: quando uma discussão começar a ficar agressiva, vocês precisam se afastar fisicamente e interromper a conversa. Não é hora de resolver quem está certo. Se houver risco de uma nova agressão, procure ajuda e vá para um lugar seguro. No Brasil, em uma emergência, o 190 pode ser acionado. Se você for mulher e estiver sofrendo violência, o Ligue 180 também oferece orientação e encaminhamento. E quero reforçar uma coisa: você não precisa aceitar ser agredida porque também grita, e ter sido agredida não dá permissão para você agredir de volta. Cada um é responsável pelo próprio comportamento. É possível aprender outra forma de se relacionar. O objetivo da terapia não seria simplesmente fazer vocês brigarem menos, mas ajudar a construir um relacionamento em que vocês não precisem machucar um ao outro para serem ouvidos. O amor pode existir. Mas, para esse relacionamento dar certo, a violência precisa parar.

Gleyce  Fidelis

Gleyce Fidelis

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Tem chance de mudança, sim, mas não porque vocês se amam muito. A mudança depende de os dois reconhecerem que agressão física não pode continuar fazendo parte da relação e assumirem responsabilidade real pelo próprio comportamento. Crescer em famílias onde gritos e agressões eram comuns pode fazer com que esse tipo de reação tenha sido aprendido como uma forma de lidar com conflito. Isso ajuda a entender o padrão, mas não justifica bater, ameaçar ou intimidar. No seu caso, eu trabalharia primeiro individualmente a sua parte desse ciclo. Você diz que começa a gritar e sente vontade de bater nele porque ele já te bateu. Essa raiva faz sentido dentro da história de vocês, mas agir em cima dela mantém a relação perigosa. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, eu trabalharia para você reconhecer muito antes o momento em que está passando do incômodo para a perda de controle, sair da discussão com segurança, reduzir pensamentos que alimentam a escalada e aprender formas mais firmes de colocar limites sem partir para agressão. Ele também precisa fazer o próprio trabalho e parar completamente com as agressões dele. Enquanto houver violência física acontecendo, eu não recomendaria começar simplesmente tentando “melhorar a comunicação do casal”, porque a prioridade é interromper a violência. Se em algum momento você tiver medo de ser machucada, houver ameaça, impedimento de sair de casa ou uma agressão estiver acontecendo, procure um lugar seguro. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento 24 horas por dia e, em situação de emergência ou risco imediato, o número é 190. O relacionamento pode ou não continuar no futuro. O que precisa mudar primeiro é a ideia de que amar muito um ao outro torna aceitável continuar se machucando.

Arthur Bicalho Lage

Arthur Bicalho Lage

Psicólogo

Belo Horizonte

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.