Não gosto de me abrir para outras pessoas e nem me interesso pelos problemas dos outros quando elas
Não gosto de me abrir para outras pessoas e nem me interesso pelos problemas dos outros quando elas contam para mim. Me incomoda saber de coisas que não perguntei. É normal?
11 respostas
Perguntar se é normal já demonstra, em si, algum grau de preocupação da sua parte, não acha? Bom começo pra uma terapia :)
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Olá, espero que você esteja bem. Sentir desconforto ao se abrir com outras pessoas ou ao ouvir sobre problemas que não foram solicitados pode acontecer em determinados momentos da vida. Muitas vezes, isso pode estar relacionado a uma necessidade de preservação emocional, ou seja, você pode estar tentando proteger a si mesma de se envolver emocionalmente de uma forma que te cause algum desconforto. A falta de interesse em se abrir ou ouvir sobre os problemas dos outros também pode refletir um momento da sua vida onde você sente que precisa de mais espaço para si mesma. Pode ser que, nesse momento, você não tenha recursos emocionais suficientes ou não sinta que o outro realmente compreende o que você está passando. Não há certo ou errado em como você se sente, mas se isso está te incomodando, pode ser interessante explorar, com acompanhamento psicológico, o que está por trás dessa dificuldade. Na terapia, podemos investigar como você se relaciona com as emoções e expectativas dos outros, além de te ajudar a encontrar formas de se proteger emocionalmente sem se fechar completamente. Se você sentir que seria importante trabalhar esses aspectos, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
Cada pessoa tem uma forma característica de ser e que é relacionada com a forma como fomos criados e com o nosso temperamento. Há pessoas mais reservadas e outras mais expansivas, por outro lado nem sempre nos interessa ouvir os problemas dos outros e também a tendencia é nos abrirmos apenas com pessoas em que tenhamos afinidade e confiança, pois ter nossa intimidade desprezada, levada ao conhecimento de outras pessoas, etc. pode nos causar muito constrangimento.
Olá, boa tarde. Questões como essa são comuns sim. Podem ou não ser indicativos de uma neurodivergência. A questão mais importante é se essa característica te incomoda. Se sim, recomendo que busque um psicólogo para ver essa questão. Se não, busque nutrir amizades em que isso não seja uma questão.
Deu para perceber pela pergunta curta que não gosta de se abrir. hehe! Porém, se você mesmo não gostando de se expor veio aqui fazer essa pergunta, é por que alguma coisa nisso lhe incomoda, o que seria? a cobrança dos outros? isso atrapalha nas relações? isso muda em diferentes ambientes? é normal termos ambientes, como locais de trabalho que não são saudáveis, e que muitos não queiram se abrir ou ouvir os outros, ou mesmo uma família que tenha um padrão disfuncional, mas se você tem isso com amigos e pessoas que você escolheu se relacionar é diferente. Neste caso, sugere que seja sua personalidade que é assim. Importante saber no que isso lhe atrapalha, se já teve situações ou relações que se deu mal por ser assim e gostaria de ter sido diferente. Normalmente isso acontece com pessoas que são muito práticas e que não tem muito investimento nas subjetividades. A psicoterapia ajuda a se entender melhor e saber usar os recursos para estas situações. Espero ter ajudado.
Sim. Nós como indivíduos temos nossas peculiaridades e características. Não temos a obrigação de se imrpotar como outras pessoas se importam. Isso é algo normal, pois principalmente em determinados momentos da nossa vida, podemos sim estar mais ansiosos e focados em nossas particularidades.
Nem todo mundo gosta de se abrir ou de ouvir a vida dos outros, e isso por si só não é um problema. Pode ser um traço de personalidade, uma forma de se proteger ou até cansaço emocional. Só vale observar se isso vem junto de isolamento, dificuldade de criar vínculos ou sensação de vazio. Aí não é “errado”, mas pode ser um sinal de algo que merece cuidado. Fora isso, você não é obrigada a se interessar por tudo nem a carregar histórias que não pediu.
Olá, talvez você seja apenas uma pessoa mais reservada. Sugiro que procure um psicólogo para lhe conhecer melhor e orientar sobre próximos passos.
Olá, como vai? Procure terapia! Pode te ajudar a entender esse traço de personalidade! Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A relutância em se abrir e a apatia/incômodo frente aos relatos alheios podem ocorrer em diferentes espectros da personalidade e não são necessariamente uma patologia, caso não causem prejuízo adaptativo. Podem refletir traços de introversão acentuada, estratégias de autoproteção emocional ou traços do espectro esquizóide de personalidade. Contudo, se essa falta de empatia e o desconforto interpessoal gerarem isolamento indesejado ou sofrimento, vale a pena investigar tais padrões em um processo de avaliação neuropsicológica e psicoterapêutica. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Ser uma pessoa mais reservada, não gostar de falar sobre a própria vida ou não ter interesse em ouvir determinados assuntos dos outros não significa, por si só, que exista algum problema psicológico. Algumas pessoas possuem maior necessidade de privacidade e menos interesse por conversas muito pessoais. Também existe uma diferença entre não querer ouvir sobre determinado assunto e não conseguir compreender ou se importar com outras pessoas. Eu teria curiosidade em entender melhor o que significa, para você, esse incômodo quando alguém conta algo que você não perguntou. Por exemplo: “Você sente que a pessoa está invadindo seu espaço?” “Fica entediado?” “Sente alguma obrigação de demonstrar interesse?” “Não sabe como reagir?” “Esse incômodo também aparece quando alguém importante para você precisa conversar sobre algo difícil?” Também observaria como isso aparece nas suas relações. Você consegue construir vínculos da maneira que gostaria? Pessoas próximas costumam reclamar que não se sentem ouvidas por você? Isso provoca conflitos ou afastamentos? Ou você simplesmente prefere relações com menos compartilhamento emocional e está confortável dessa maneira? Essas diferenças são importantes porque, na psicologia, não avaliamos uma característica isoladamente apenas perguntando se ela é “normal ou anormal”. Procuramos compreender sua intensidade, em quais situações aparece e se existe sofrimento ou prejuízo significativo para você ou para suas relações. E ter limites também é permitido. Você não precisa estar emocionalmente disponível para qualquer pessoa, a qualquer momento, apenas porque ela decidiu contar algo. É possível aprender a comunicar isso de maneira respeitosa, por exemplo: “Hoje não estou muito disponível para conversar sobre esse assunto”, sem precisar fingir interesse. Se, por outro lado, você percebe que esse padrão é muito rígido, aparece inclusive com pessoas com quem gostaria de ter intimidade e tem provocado conflitos, isolamento ou dificuldade para manter relações importantes, aí pode ser interessante investigá-lo em psicoterapia. Talvez a pergunta mais útil não seja apenas “isso é normal?”, mas: “esse meu jeito de me relacionar combina com a vida e com os vínculos que eu gostaria de construir ou está me impedindo de ter relações que são importantes para mim?”
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


