O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser "retirado"?

3 respostas
O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser "retirado"?
Se houve uma avaliação neuropsicológica e clínica séria e completa, não há como retirar, mas pode-se dizer que há remissão de sintomas, significa que a pessoa não apresenta mais os critérios para o diagnóstico por um período prolongado.
A remissão de sintomas é altamente alcançável desde que haja tratamento adequado e, em muitos casos, os indivíduos deixam de preencher os critérios diagnósticos formais ao longo do tempo.
Embora o diagnóstico não seja simplesmente "retirado" dos registros médicos (a menos que tenha sido um diagnóstico inicial incorreto), a recuperação significativa é um objetivo realista e comum.

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Sim. O diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode deixar de ser aplicado ao longo do tempo.

De forma objetiva:

O TPB é um diagnóstico descritivo e dimensional, não permanente.

Se a pessoa não preenche mais os critérios diagnósticos por período sustentado, o diagnóstico pode ser removido ou considerado em remissão.

Isso é comum com maturação emocional e tratamento adequado (ex.: psicoterapia).

Na prática clínica, costuma-se registrar como “TPB em remissão” ou “histórico de TPB”, refletindo melhora real do funcionamento.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito pertinente e que costuma gerar bastante confusão. Tecnicamente, o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline não é algo que se “retira” como se fosse um rótulo fixo, mas pode deixar de ser aplicável ao longo do tempo. O diagnóstico é baseado em padrões persistentes de funcionamento emocional, relacional e comportamental; quando esses padrões deixam de estar presentes de forma significativa e contínua, a pessoa pode simplesmente não preencher mais os critérios diagnósticos.

Na prática clínica, isso acontece com mais frequência do que se imagina. Muitas pessoas que em determinado momento da vida atendiam claramente aos critérios passam, com o tempo e com um trabalho terapêutico consistente, a apresentar maior estabilidade emocional, relações mais seguras e menos comportamentos impulsivos. Nesses casos, não faz sentido manter um diagnóstico que já não descreve mais a realidade atual daquela pessoa.

É importante diferenciar isso da ideia de “cura” no sentido simplista. O que costuma acontecer é uma reorganização profunda do funcionamento emocional. A sensibilidade pode continuar existindo, mas com mais consciência, recursos internos e capacidade de escolha. O foco deixa de ser o rótulo e passa a ser como a pessoa vive, sente e se relaciona no presente.

Se você recebeu esse diagnóstico em algum momento, o que hoje parece diferente em você? Quais padrões que antes dominavam sua vida já não têm o mesmo peso? O que mudou na forma como você lida com conflitos, frustrações ou medo de perder alguém importante? Essa pergunta vem de uma curiosidade clínica ou de uma vivência pessoal que ainda te inquieta?

Caso precise, estou à disposição.

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