O que alguém de fora deve fazer quando uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e
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O que alguém de fora deve fazer quando uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está em "visão de túnel"?
Quando a pessoa com TPB está em crise de "visão de túnel", ela perde o contato com a realidade externa. Sua intervenção deve visar o restabelecimento da Awareness (Conscientização) no presente.
A chave é o Contato Genuíno: Valide a dor dela ("Entendo que isso dói muito"), mas evite entrar no desespero. Use a sua própria calma para ser o fundo seguro. Recorra a técnicas simples de aterramento (grounding), como pedir para ela observar o que vê e sente agora. Por fim, defina limites claros, mostrando o que é aceitável na relação, mesmo durante a crise.
A chave é o Contato Genuíno: Valide a dor dela ("Entendo que isso dói muito"), mas evite entrar no desespero. Use a sua própria calma para ser o fundo seguro. Recorra a técnicas simples de aterramento (grounding), como pedir para ela observar o que vê e sente agora. Por fim, defina limites claros, mostrando o que é aceitável na relação, mesmo durante a crise.
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Oi, tudo bem?
Essa é uma pergunta muito sensível — e revela que você provavelmente está tentando compreender e cuidar de alguém de forma genuína. Quando uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) entra em “visão de túnel”, o que está acontecendo não é teimosia ou dramatização: é um estado de intenso sofrimento emocional em que o cérebro literalmente perde a capacidade de ver alternativas. Nesses momentos, o sistema de defesa está ativo e a pessoa sente como se estivesse lutando por sobrevivência emocional.
O mais importante é lembrar que tentar argumentar racionalmente costuma não funcionar — e às vezes até piora a situação. O que pode ajudar é oferecer presença e calma. Pequenas frases como “eu tô aqui” ou “podemos respirar juntos” têm mais efeito do que longas explicações. Quando o outro se sente compreendido, o corpo começa a desacelerar e o cérebro pode sair do modo de emergência. É como se a segurança emocional viesse antes da lógica.
Você já percebeu se essa pessoa reage melhor ao silêncio acolhedor ou a uma fala suave? Há algo que normalmente a ajuda a se acalmar — um toque, uma lembrança, uma rotina simples? E o que acontece com você quando tenta ajudar e sente que nada parece funcionar? Essas respostas dizem muito sobre o tipo de vínculo que pode ser mais regulador.
Com o tempo e a terapia, a pessoa aprende a reconhecer seus próprios gatilhos, mas o apoio de quem está por perto pode ser um grande amortecedor emocional. Estar presente, sem tentar “corrigir”, já é uma forma poderosa de cuidado.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta muito sensível — e revela que você provavelmente está tentando compreender e cuidar de alguém de forma genuína. Quando uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) entra em “visão de túnel”, o que está acontecendo não é teimosia ou dramatização: é um estado de intenso sofrimento emocional em que o cérebro literalmente perde a capacidade de ver alternativas. Nesses momentos, o sistema de defesa está ativo e a pessoa sente como se estivesse lutando por sobrevivência emocional.
O mais importante é lembrar que tentar argumentar racionalmente costuma não funcionar — e às vezes até piora a situação. O que pode ajudar é oferecer presença e calma. Pequenas frases como “eu tô aqui” ou “podemos respirar juntos” têm mais efeito do que longas explicações. Quando o outro se sente compreendido, o corpo começa a desacelerar e o cérebro pode sair do modo de emergência. É como se a segurança emocional viesse antes da lógica.
Você já percebeu se essa pessoa reage melhor ao silêncio acolhedor ou a uma fala suave? Há algo que normalmente a ajuda a se acalmar — um toque, uma lembrança, uma rotina simples? E o que acontece com você quando tenta ajudar e sente que nada parece funcionar? Essas respostas dizem muito sobre o tipo de vínculo que pode ser mais regulador.
Com o tempo e a terapia, a pessoa aprende a reconhecer seus próprios gatilhos, mas o apoio de quem está por perto pode ser um grande amortecedor emocional. Estar presente, sem tentar “corrigir”, já é uma forma poderosa de cuidado.
Caso precise, estou à disposição.
Olá, como vai? Em momentos de visão de túnel, o mais importante é não confrontar o sofrimento da pessoa com racionalizações ou críticas, pois isso tende a aumentar a angústia. Uma postura acolhedora, calma e empática ajuda muito mais do que tentar convencer do contrário. Frases como “eu estou aqui com você” ou “você não está sozinha nessa sensação” podem trazer um mínimo de estabilidade emocional.
Sob a perspectiva psicanalítica, esse acolhimento funciona como um continente emocional, oferecendo ao sujeito um espaço seguro para se reorganizar internamente. Após a crise, quando a intensidade diminuir, pode ser possível conversar com mais tranquilidade sobre o que aconteceu e, se houver abertura, estimular o cuidado terapêutico. O importante é ser um apoio, não um julgador. Espero ter ajudado, fico à disposição.
Sob a perspectiva psicanalítica, esse acolhimento funciona como um continente emocional, oferecendo ao sujeito um espaço seguro para se reorganizar internamente. Após a crise, quando a intensidade diminuir, pode ser possível conversar com mais tranquilidade sobre o que aconteceu e, se houver abertura, estimular o cuidado terapêutico. O importante é ser um apoio, não um julgador. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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