O que deve ser feito quando as crianças se comportam de maneira indesejada?
4
respostas
O que deve ser feito quando as crianças se comportam de maneira indesejada?
Quando as crianças se comportam de maneira indesejada, o ideal é conversar com elas para entender o que motivou aquele comportamento e, com calma, mostrar por que ele não é adequado. Em seguida, é importante apresentar outra forma de agir, ajudando a criança a compreender alternativas mais adequadas para lidar com a situação. Dessa forma, além de corrigir, os adultos ensinam, fortalecendo o aprendizado e o vínculo.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Quando a criança apresenta comportamentos indesejados, é importante entender o que está por trás deles, já que muitas vezes funcionam como forma de comunicação de sentimentos ou necessidades. Estabelecer limites claros, manter a rotina e oferecer alternativas de expressão mais adequadas costuma ajudar. A psicoterapia pode apoiar a família nesse processo, auxiliando na compreensão e no manejo das dificuldades. Caso os comportamentos se mantenham, é indicado procurar um psicólogo especializado.
Quando uma criança se comporta de maneira indesejada, é importante lembrar que esse comportamento quase sempre é uma forma de comunicação. A criança ainda não consegue organizar ou nomear tudo o que sente, e por isso acaba “falando” pelo corpo: birras, choros, agressividade, teimosias — tudo isso muitas vezes sinaliza cansaço, frustração, insegurança, ciúme ou a necessidade de ser vista. Antes de pensar em bronca, vale perguntar silenciosamente: “o que ela está tentando me mostrar?”. Quando essa pergunta aparece, o adulto deixa de ver apenas “malcriação” e passa a enxergar uma emoção difícil que a criança não sabe lidar sozinha.
Depois de compreender o que pode estar por trás do comportamento, um caminho fundamental é ajudar a criança a nomear o que está sentindo. Colocar em palavras aquilo que ela não consegue dizer por si mesma — algo como “eu vejo que você ficou muito bravo” ou “imagino que tenha sido difícil esperar” — já começa a organizar a emoção. Isso não significa concordar com o que ela fez, mas mostrar que o sentimento é legítimo e que não a assusta. Quando o adulto faz isso, ele se torna um ponto de apoio para a criança, alguém que a ajuda a transformar aquela confusão interna em algo mais entendível.
Ao mesmo tempo, acolher o sentimento não significa permitir qualquer comportamento. A criança precisa de limites claros para se sentir segura. É possível acolher e, junto disso, mostrar o que não pode ser feito: “eu entendo que você está com raiva, mas não pode bater”. Quando o limite é firme e dito com calma, a criança aprende que pode sentir o que sente, mas também aprende a lidar com a realidade e com o outro.
Outro ponto essencial é a postura emocional do adulto. Quando a criança se desorganiza e o adulto consegue permanecer mais estável, isso oferece um tipo de “sustentação” emocional. A criança se apoia nesse equilíbrio para, aos poucos, encontrar o próprio. Se o adulto se desorganiza junto dela, ninguém se regula. Mas se o adulto se mantém presente e tranquilo, ele ajuda a criança a recuperar o eixo.
Por fim, depois de acolher e limitar, é importante ensinar alternativas: ajudar a respirar, dizer o que sente, pedir ajuda, esperar um pouco, encontrar outra forma de resolver um conflito. E isso precisa ser repetido muitas vezes — é assim que a criança internaliza essas formas de lidar com as emoções. Mais do que corrigir o comportamento, esse processo ensina a criança a se conhecer, a confiar e a se sentir segura no mundo.
Depois de compreender o que pode estar por trás do comportamento, um caminho fundamental é ajudar a criança a nomear o que está sentindo. Colocar em palavras aquilo que ela não consegue dizer por si mesma — algo como “eu vejo que você ficou muito bravo” ou “imagino que tenha sido difícil esperar” — já começa a organizar a emoção. Isso não significa concordar com o que ela fez, mas mostrar que o sentimento é legítimo e que não a assusta. Quando o adulto faz isso, ele se torna um ponto de apoio para a criança, alguém que a ajuda a transformar aquela confusão interna em algo mais entendível.
Ao mesmo tempo, acolher o sentimento não significa permitir qualquer comportamento. A criança precisa de limites claros para se sentir segura. É possível acolher e, junto disso, mostrar o que não pode ser feito: “eu entendo que você está com raiva, mas não pode bater”. Quando o limite é firme e dito com calma, a criança aprende que pode sentir o que sente, mas também aprende a lidar com a realidade e com o outro.
Outro ponto essencial é a postura emocional do adulto. Quando a criança se desorganiza e o adulto consegue permanecer mais estável, isso oferece um tipo de “sustentação” emocional. A criança se apoia nesse equilíbrio para, aos poucos, encontrar o próprio. Se o adulto se desorganiza junto dela, ninguém se regula. Mas se o adulto se mantém presente e tranquilo, ele ajuda a criança a recuperar o eixo.
Por fim, depois de acolher e limitar, é importante ensinar alternativas: ajudar a respirar, dizer o que sente, pedir ajuda, esperar um pouco, encontrar outra forma de resolver um conflito. E isso precisa ser repetido muitas vezes — é assim que a criança internaliza essas formas de lidar com as emoções. Mais do que corrigir o comportamento, esse processo ensina a criança a se conhecer, a confiar e a se sentir segura no mundo.
Quando crianças se comportam de maneira considerada indesejada, é fundamental olhar para esse comportamento não apenas como algo a ser corrigido, mas como uma forma de comunicação. A criança pode estar expressando, por meio do agir, aquilo que ainda não consegue nomear em palavras.
Frente a isso, algumas atitudes são essenciais:
1- Manter a calma e oferecer contenção emocional: a regulação emocional da criança depende, inicialmente, do adulto. Gritos, punições excessivas ou humilhações tendem a intensificar o comportamento.
2- Nomear o comportamento e diferenciar da criança: mostrar que o comportamento não é adequado, sem rotular a criança como “má”, “difícil” ou “problemática”.
3- Estabelecer limites claros, firmes e coerentes: limites previsíveis dão segurança. Eles devem ser explicados de forma simples e aplicados com constância.
4- Ensinar alternativas de comportamento: a criança precisa aprender o que pode fazer no lugar do comportamento indesejado (pedir ajuda, se afastar, respirar, usar palavras).
Frente a isso, algumas atitudes são essenciais:
1- Manter a calma e oferecer contenção emocional: a regulação emocional da criança depende, inicialmente, do adulto. Gritos, punições excessivas ou humilhações tendem a intensificar o comportamento.
2- Nomear o comportamento e diferenciar da criança: mostrar que o comportamento não é adequado, sem rotular a criança como “má”, “difícil” ou “problemática”.
3- Estabelecer limites claros, firmes e coerentes: limites previsíveis dão segurança. Eles devem ser explicados de forma simples e aplicados com constância.
4- Ensinar alternativas de comportamento: a criança precisa aprender o que pode fazer no lugar do comportamento indesejado (pedir ajuda, se afastar, respirar, usar palavras).
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
- Qual a relação entre autocuidado e psicoterapia? .
- Como as emoções se relacionam com a análise existencial?
- O que é reabilitação psicossocial e quais seus benefícios?
- Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
- Quais responsabilidades temos com a nossa saúde mental?
- Em que a terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT) pode ajudar?
- Como a conexão entre mente e corpo afeta a saúde mental?
- Como lidar com a identificação projetiva? .
- Quais são as habilidades técnicas que auxiliam no aconselhamento psicológico?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 1003 perguntas sobre Saude Mental
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.