O que é a ansiedade existencial no contexto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?
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O que é a ansiedade existencial no contexto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?
Oi, tudo bem? A ansiedade existencial, no contexto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), costuma nascer do encontro entre a vulnerabilidade física e as grandes perguntas da vida. Diferente da ansiedade comum, que se liga a algo específico, a ansiedade existencial é difusa — vem da consciência de que o corpo é finito, de que nem tudo está sob controle e de que a vida pode mudar de rumo sem aviso. É um tipo de inquietação que toca o sentido de estar vivo.
Quando alguém convive com o LES, o cérebro aprende, de forma quase involuntária, a viver em estado de vigilância. A imprevisibilidade das crises, as dores físicas e a necessidade de monitorar o próprio corpo podem ativar o sistema de alerta com frequência. Do ponto de vista da neurociência, é como se o sistema límbico — responsável por detectar ameaças — estivesse sempre um passo à frente, tentando antecipar o que pode dar errado. Isso consome energia mental e emocional, gerando exaustão e dificuldade em relaxar.
Mas há algo importante aqui: essa ansiedade também fala de um desejo profundo de continuar vivendo, de permanecer conectada ao que faz sentido. Em vez de ser apenas um sinal de medo, ela pode ser um lembrete do quanto você quer continuar presente, mesmo diante da incerteza. É o cérebro dizendo: “Eu quero entender como seguir existindo dentro desse novo corpo.”
Talvez seja útil se perguntar: o que o diagnóstico mudou na forma como você enxerga a vida? Em quais momentos você sente que o medo toma o lugar da esperança? E o que, mesmo em meio à instabilidade, ainda te traz uma sensação de propósito? Essas reflexões ajudam a transformar a ansiedade em consciência e significado — algo essencial no processo de adaptação emocional ao LES.
A terapia pode te ajudar a dar um novo sentido a essa ansiedade, transformando o que hoje é medo em presença e cuidado com a própria história. Caso precise, estou à disposição.
Quando alguém convive com o LES, o cérebro aprende, de forma quase involuntária, a viver em estado de vigilância. A imprevisibilidade das crises, as dores físicas e a necessidade de monitorar o próprio corpo podem ativar o sistema de alerta com frequência. Do ponto de vista da neurociência, é como se o sistema límbico — responsável por detectar ameaças — estivesse sempre um passo à frente, tentando antecipar o que pode dar errado. Isso consome energia mental e emocional, gerando exaustão e dificuldade em relaxar.
Mas há algo importante aqui: essa ansiedade também fala de um desejo profundo de continuar vivendo, de permanecer conectada ao que faz sentido. Em vez de ser apenas um sinal de medo, ela pode ser um lembrete do quanto você quer continuar presente, mesmo diante da incerteza. É o cérebro dizendo: “Eu quero entender como seguir existindo dentro desse novo corpo.”
Talvez seja útil se perguntar: o que o diagnóstico mudou na forma como você enxerga a vida? Em quais momentos você sente que o medo toma o lugar da esperança? E o que, mesmo em meio à instabilidade, ainda te traz uma sensação de propósito? Essas reflexões ajudam a transformar a ansiedade em consciência e significado — algo essencial no processo de adaptação emocional ao LES.
A terapia pode te ajudar a dar um novo sentido a essa ansiedade, transformando o que hoje é medo em presença e cuidado com a própria história. Caso precise, estou à disposição.
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A ansiedade existencial no contexto do LES é aquele medo profundo ligado à imprevisibilidade da doença, incertezas sobre o corpo, o futuro e o sentido da vida. Como psicóloga humanista, entendo isso como um chamado para acolher vulnerabilidades, resgatar significado e buscar apoio que ajude a pessoa a se sentir acompanhada em vez de sozinha diante do desconhecido.
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