O que é a hiperfixação no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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O que é a hiperfixação no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o termo “hiperfixação” pode ser usado para descrever uma intensidade emocional e relacional muito forte quando a pessoa direciona toda a atenção e energia a alguém, a uma ideia ou situação.
Essa fixação, porém, não é o mesmo que a hiperfocalização observada em condições como o TDAH ou o autismo, onde o foco costuma ser cognitivo e voltado para um interesse específico.
No TPB, essa hiperfixação está ligada à busca por estabilidade emocional e medo de rejeição. A pessoa pode se prender a alguém ou a algo como uma forma de tentar se sentir segura, compreendida ou validada.
É uma forma inconsciente de regulação afetiva, que alterna entre idealização e frustração, marcando o padrão de intensidade e instabilidade afetiva típico do transtorno.
Reconhecer esse movimento é o primeiro passo para desenvolver autoconsciência e estratégias de autorregulação, fortalecendo vínculos mais saudáveis e estáveis.
Dra. Cristiane Lorenzi Teixeira
Psicóloga | TCC & Desenvolvimento Emocional
Agende comigo: Doctoralia – Dra. Cristiane Teixeira
Essa fixação, porém, não é o mesmo que a hiperfocalização observada em condições como o TDAH ou o autismo, onde o foco costuma ser cognitivo e voltado para um interesse específico.
No TPB, essa hiperfixação está ligada à busca por estabilidade emocional e medo de rejeição. A pessoa pode se prender a alguém ou a algo como uma forma de tentar se sentir segura, compreendida ou validada.
É uma forma inconsciente de regulação afetiva, que alterna entre idealização e frustração, marcando o padrão de intensidade e instabilidade afetiva típico do transtorno.
Reconhecer esse movimento é o primeiro passo para desenvolver autoconsciência e estratégias de autorregulação, fortalecendo vínculos mais saudáveis e estáveis.
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante, porque a palavra “hiperfixação” acaba sendo usada com frequência quando alguém tenta descrever a intensidade emocional presente no TPB — mas, tecnicamente, esse termo não faz parte dos critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline. Ainda assim, a experiência subjetiva pode parecer muito com isso, e é aí que vale entender o que realmente acontece por dentro.
Quando falamos de hiperfixação no contexto do TPB, estamos nos referindo, de forma informal, a um padrão em que a pessoa direciona uma quantidade muito grande de energia emocional para alguém ou para uma relação específica. Esse movimento não nasce de um foco cognitivo profundo, como acontece no TEA ou TDAH, mas de uma combinação de sensibilidade emocional, medo de abandono e necessidade de segurança afetiva. É como se a mente dissesse: “se eu me conectar intensamente, talvez eu consiga evitar a dor que tanto temo”. Essa dinâmica cria uma sensação de “fixação”, mas o motor dela é emocional, não atencional.
Fico curioso sobre o que te levou a essa dúvida. Quando você pensa em “hiperfixação”, está se referindo a ficar muito envolvido(a) com alguém de forma rápida? Ou perceber que seus pensamentos giram em torno de uma pessoa quando você se sente inseguro(a)? E, quando isso acontece, a sensação que surge é mais de necessidade de proximidade ou de medo de perder o vínculo? Essas nuances ajudam muito a diferenciar o que é intensidade emocional e o que parece, mas não é, hiperfixação no sentido técnico.
Se essa vivência estiver trazendo sofrimento, a terapia pode ajudar bastante a entender essas intensidades, regular emoções e construir vínculos que não dependam desse estado de alerta afetiva constante. E, se você já estiver em acompanhamento psicológico, vale levar esse tema para quem te atende, porque ele consegue contextualizar isso dentro da sua história de vínculos e das suas necessidades emocionais.
Se quiser, podemos aprofundar esse ponto com mais calma. Caso precise, estou à disposição.
Quando falamos de hiperfixação no contexto do TPB, estamos nos referindo, de forma informal, a um padrão em que a pessoa direciona uma quantidade muito grande de energia emocional para alguém ou para uma relação específica. Esse movimento não nasce de um foco cognitivo profundo, como acontece no TEA ou TDAH, mas de uma combinação de sensibilidade emocional, medo de abandono e necessidade de segurança afetiva. É como se a mente dissesse: “se eu me conectar intensamente, talvez eu consiga evitar a dor que tanto temo”. Essa dinâmica cria uma sensação de “fixação”, mas o motor dela é emocional, não atencional.
Fico curioso sobre o que te levou a essa dúvida. Quando você pensa em “hiperfixação”, está se referindo a ficar muito envolvido(a) com alguém de forma rápida? Ou perceber que seus pensamentos giram em torno de uma pessoa quando você se sente inseguro(a)? E, quando isso acontece, a sensação que surge é mais de necessidade de proximidade ou de medo de perder o vínculo? Essas nuances ajudam muito a diferenciar o que é intensidade emocional e o que parece, mas não é, hiperfixação no sentido técnico.
Se essa vivência estiver trazendo sofrimento, a terapia pode ajudar bastante a entender essas intensidades, regular emoções e construir vínculos que não dependam desse estado de alerta afetiva constante. E, se você já estiver em acompanhamento psicológico, vale levar esse tema para quem te atende, porque ele consegue contextualizar isso dentro da sua história de vínculos e das suas necessidades emocionais.
Se quiser, podemos aprofundar esse ponto com mais calma. Caso precise, estou à disposição.
No contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, a hiperfixação se refere à atenção intensa e persistente direcionada a pessoas, vínculos ou situações emocionais, frequentemente associada à idealização, medo de abandono e instabilidade afetiva. Diferente de interesses estruturantes ou obsessões, essa fixação surge como tentativa de regular ansiedade e controlar sentimentos internos, podendo gerar sofrimento, oscilações emocionais e dificuldades nos relacionamentos. Compreender esse padrão é importante para orientar a intervenção terapêutica e promover maior equilíbrio emocional.
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