O que é looping no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
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O que é looping no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Na psicanálise, o “looping” no TEA é visto como uma repetição que ajuda o sujeito a se organizar diante do excesso do mundo. Mais do que um sintoma a eliminar, é um modo singular de estabilização que merece ser escutado em seu sentido próprio.
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Oi, tudo bem? A expressão “looping” no contexto do autismo é usada para descrever quando a mente fica “presa” em um pensamento, lembrança, sensação ou assunto, repetindo-o de forma intensa e contínua. Não é algo que a pessoa escolhe — é como se o cérebro encontrasse uma trilha e tivesse dificuldade de sair dela, mesmo quando gostaria. Esse processo está muito ligado ao modo como o sistema neurológico no TEA funciona, com foco elevado em padrões e previsibilidade.
Em termos neurocientíficos, o looping tem relação com o funcionamento das redes cerebrais de atenção e controle cognitivo. Quando há uma ativação prolongada, o cérebro tende a repetir o mesmo circuito de pensamento como forma de tentar compreender, organizar ou até aliviar a ansiedade diante de algo que não faz sentido. O problema é que, quanto mais o cérebro gira em torno da mesma ideia, mais difícil se torna “mudar de faixa”.
Esses ciclos podem surgir em diferentes formas — pensamentos ruminativos (“por que aquilo aconteceu?”), interesses intensos que tomam a atenção por longos períodos, ou repetições motoras que ajudam na autorregulação. Em todos os casos, o looping é uma tentativa de restabelecer controle e previsibilidade em um mundo que, para quem está no espectro, pode ser caótico e imprevisível.
Talvez valha refletir: em quais situações esses pensamentos costumam aparecer? Eles acontecem mais quando há ansiedade, mudança de rotina ou sensação de perda de controle? O que o corpo sente nesses momentos — tensão, agitação ou necessidade de repetir algo para se acalmar? Observar esses sinais é o primeiro passo para compreender o que o looping tenta comunicar.
A terapia pode ajudar a construir formas de autorregulação mais flexíveis, reduzindo o sofrimento sem invalidar a necessidade de segurança. Quando entendemos o que o cérebro está tentando fazer, fica mais fácil ensinar a ele caminhos novos para encontrar calma. Caso precise, estou à disposição.
Em termos neurocientíficos, o looping tem relação com o funcionamento das redes cerebrais de atenção e controle cognitivo. Quando há uma ativação prolongada, o cérebro tende a repetir o mesmo circuito de pensamento como forma de tentar compreender, organizar ou até aliviar a ansiedade diante de algo que não faz sentido. O problema é que, quanto mais o cérebro gira em torno da mesma ideia, mais difícil se torna “mudar de faixa”.
Esses ciclos podem surgir em diferentes formas — pensamentos ruminativos (“por que aquilo aconteceu?”), interesses intensos que tomam a atenção por longos períodos, ou repetições motoras que ajudam na autorregulação. Em todos os casos, o looping é uma tentativa de restabelecer controle e previsibilidade em um mundo que, para quem está no espectro, pode ser caótico e imprevisível.
Talvez valha refletir: em quais situações esses pensamentos costumam aparecer? Eles acontecem mais quando há ansiedade, mudança de rotina ou sensação de perda de controle? O que o corpo sente nesses momentos — tensão, agitação ou necessidade de repetir algo para se acalmar? Observar esses sinais é o primeiro passo para compreender o que o looping tenta comunicar.
A terapia pode ajudar a construir formas de autorregulação mais flexíveis, reduzindo o sofrimento sem invalidar a necessidade de segurança. Quando entendemos o que o cérebro está tentando fazer, fica mais fácil ensinar a ele caminhos novos para encontrar calma. Caso precise, estou à disposição.
No autismo, looping se refere a pensamentos, falas ou comportamentos que se repetem de forma persistente, como ficar ruminando a mesma ideia, repetir a mesma pergunta ou executar a mesma ação. Isso costuma estar ligado à rigidez cognitiva, à ansiedade e à dificuldade de mudar o foco mental, funcionando muitas vezes como uma tentativa de autorregulação e busca de previsibilidade.
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