Quais são os prejuízos da camuflagem social para a saúde mental de autistas ?

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Quais são os prejuízos da camuflagem social para a saúde mental de autistas ?
A camuflagem social em autistas pode levar a sérios prejuízos à saúde mental, como exaustão, ansiedade, depressão e perda de identidade. O esforço constante para se encaixar socialmente gera estresse crônico e sentimento de inadequação, dificultando a autoestima e o bem-estar emocional.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante, porque a camuflagem social — ou masking — costuma ser uma das principais fontes silenciosas de sofrimento em pessoas autistas, especialmente em adultos que passaram anos tentando se adaptar. Esse processo consiste em esconder traços do próprio funcionamento para parecer mais “neurotípico”, imitando expressões, gestos ou modos de falar, mesmo quando isso exige um grande esforço interno.

Do ponto de vista da neurociência, esse esforço constante de monitorar e ajustar o comportamento mantém o sistema nervoso em estado de alerta prolongado. O cérebro libera mais cortisol, a respiração tende a ficar mais curta e o corpo passa a funcionar em modo de “defesa social”. A longo prazo, isso leva a exaustão, ansiedade, crises de pânico e episódios depressivos. É como viver interpretando um papel todos os dias — até que, em algum momento, o personagem se sobrepõe à pessoa.

Além do cansaço físico e emocional, a camuflagem pode corroer o senso de identidade. Quando a pessoa passa muito tempo tentando ser o que o ambiente espera, ela perde contato com quem realmente é. Isso gera uma solidão peculiar — não pela falta de companhia, mas pela sensação de não ser vista nem reconhecida em sua forma genuína. O resultado, muitas vezes, é um esgotamento profundo, conhecido como autistic burnout, que mistura colapso emocional, sensorial e cognitivo.

Talvez valha refletir: em quais situações você sente que precisa “atuar” para ser aceito? O que muda no seu corpo quando se permite relaxar e ser autêntico? E o que te impede, às vezes, de mostrar esse lado com mais naturalidade? Essas perguntas ajudam a reconectar o que foi escondido por necessidade de sobrevivência.

A terapia pode ser um espaço seguro para desmontar, pouco a pouco, essas camadas de camuflagem, reconstruindo uma relação mais leve com o próprio modo de ser. Quando o cérebro aprende que pode existir sem se defender o tempo todo, ele finalmente encontra descanso. Caso precise, estou à disposição.
A camuflagem social, ou o "masking", é algo que exige muito esforço da pessoa TEA, este esforço pode ser modulado em diferentes contextos (mais ou menos pessoas, ambientes mais aversivos, etc), em curto prazo isso provoca fadiga mental e por consequência períodos onde, em muitos casos, o TEA precisa ficar sozinho para se regular. A longo prazo a exposição a situações de stress podem acarretar em diversos prejuízos como: Aumento dos niveis de ansiedade, piora em algum quadro já existente, desenvolvimento de algum quadro novo. E especificamente para casos de Masking, a pessoa pode desenvolver a tendencia de evitar situações onde é necessário que ela use o masking, gerando prejuízos de cunho social e mental.

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