O que é necessário para que a confiança evolua de “reativa” para “integrada” no Transtorno de Person

4 respostas
O que é necessário para que a confiança evolua de “reativa” para “integrada” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
 Juliana Souza
Psicólogo
Montes Claros
A confiança deixa de ser reativa quando a pessoa aprende a lidar melhor com as emoções e a questionar interpretações impulsivas.
Na terapia, trabalhamos para trazer mais estabilidade emocional e uma percepção mais equilibrada das relações.

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 Marcelo Viana
Psicólogo
São José do Rio Preto
No Transtorno de Personalidade Borderline, a confiança “reativa” é aquela que oscila muito, dependendo do momento emocional: ora o outro é visto como totalmente confiável, ora como alguém que vai abandonar ou ferir. Para que essa confiança se torne mais “integrada”, é necessário um processo gradual de amadurecimento emocional e relacional.

Isso acontece quando a pessoa começa a desenvolver maior capacidade de reconhecer e regular suas emoções, sem agir impulsivamente a cada oscilação. Ao mesmo tempo, é fundamental construir experiências repetidas de vínculo estável — seja na terapia ou em relações seguras — onde ela possa perceber que o outro não muda de forma extrema a cada conflito ou frustração.

Com o tempo, a pessoa vai conseguindo sustentar uma visão mais realista e contínua do outro, tolerando falhas, ausências e diferenças sem interpretar tudo como abandono. Essa integração também depende do fortalecimento da identidade e da capacidade de refletir sobre os próprios estados internos e os do outro
Oi, é um prazer te ter por aqui.


A evolução da confiança de um estado “reativo” para um estado “integrado” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) depende do desenvolvimento de maior estabilidade emocional e da capacidade de questionar interpretações impulsivas. No processo terapêutico, trabalha se para ampliar a regulação emocional e construir percepções mais equilibradas das relações, reduzindo a influência das oscilações afetivas na forma como a pessoa interpreta o comportamento dos outros.
Quando essa transição se mostra difícil, é recomendável buscar acompanhamento com um profissional especializado em psicologia ou psicoterapia, que possa oferecer suporte técnico e um espaço seguro para esse desenvolvimento.


Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Quando falamos em evoluir de uma confiança “reativa” para uma confiança mais “integrada” no Transtorno de Personalidade Borderline, estamos descrevendo uma mudança importante na forma como a pessoa se relaciona com suas próprias emoções e com o outro. A confiança reativa depende muito do estado emocional do momento; já a integrada consegue se sustentar mesmo quando a emoção oscila.

Para que essa mudança aconteça, um ponto central é desenvolver a capacidade de manter uma percepção mais contínua do outro ao longo do tempo. Isso significa conseguir lembrar, não só de forma racional, mas emocional, que a relação tem aspectos positivos, mesmo quando surge uma frustração. É como construir um “fio interno” que conecta diferentes experiências, em vez de viver cada momento como se fosse isolado.

Outro aspecto essencial é o fortalecimento da mentalização. Quando a pessoa consegue refletir melhor sobre o que sente e sobre o que o outro pode estar pensando ou vivendo, abre-se um espaço entre a emoção e a conclusão. Esse espaço é o que permite que a confiança não seja rompida automaticamente a cada ativação emocional.

Também é importante aumentar a tolerância à ambivalência. A confiança integrada inclui a capacidade de aceitar que o outro pode falhar, frustrar ou se ausentar em alguns momentos, sem que isso signifique abandono ou desvalorização total. Isso não elimina a dor, mas muda a forma como ela é interpretada e vivida.

Ao longo do processo terapêutico, essa transformação costuma acontecer dentro da própria relação com o terapeuta. É ali que a pessoa começa a experimentar, repetidamente, um vínculo que permanece estável mesmo diante de oscilações emocionais, frustrações e conflitos. Com o tempo, essa experiência vai sendo internalizada.

Talvez faça sentido você refletir: quando algo te ativa emocionalmente em uma relação, você consegue acessar outras experiências positivas com essa pessoa ou tudo parece se resumir ao momento atual? Existe espaço para dúvida ou a interpretação vem como uma certeza imediata? E como você reage quando percebe alguma falha no outro?

A confiança integrada não surge de uma decisão, mas de um processo de construção interna que envolve repetição, reflexão e novas experiências emocionais. Quando isso começa a se consolidar, a relação deixa de depender apenas do estado do momento e passa a ter mais estabilidade ao longo do tempo. Caso precise, estou à disposição.

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