Por que o vínculo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como “dependente
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Por que o vínculo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como “dependente de regulação externa do afeto”?
A pessoa com TPB costuma ter uma sensibilidade aumentada para estímulos que desencadeiam respostas emocionais. Na prática, isso significa que tais pessoas são emocionalmente mais sensíveis a eventos externos que, de maneira geral, seriam bem tolerados; é como se estivessem "em carne viva", e um "mínimo toque", pode produzir muito desconforto. Considerando que isso aconteceu durante um longo período de suas vidas, entende-se que tais pessoas não tiveram oportunidade de desenvolver mecanismos de autorregulação emocional. Tornando-se, assim, altamente instáveis na expressão do humor. Deriva-se daí que as pessoas com TPB precisam de auxilio de outras pessoas para a regulação afetiva. Ou seja, é a pessoa com a qual se estabelece vínculo que auxiliará quem tem TPB a se regular, quer seja oferendo modelo (isso é, sendo um exemplo de como se age naquela situação), quer seja desenvolvendo confortamentos que auxiliam na autorregulação (por exemplo, atenção plena, relaxamento, automonitoramento, etc.).
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No TPB, o vínculo é descrito como “dependente de regulação externa do afeto” porque a pessoa tem dificuldade em regular as próprias emoções sozinha. Assim, precisa da presença, validação ou resposta do outro para recuperar estabilidade emocional. Essa dependência surge de experiências precoces de apego inseguro e faz com que relações atuais funcionem como um regulador emocional externo, tornando os vínculos intensos, instáveis e muito sensíveis a sinais de distância ou rejeição.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
No TPB, o vínculo é descrito como “dependente de regulação externa do afeto” porque a pessoa tem dificuldade em regular as próprias emoções sozinha. Assim, precisa da presença, validação ou resposta do outro para recuperar estabilidade emocional. Essa dependência surge de experiências precoces de apego inseguro e faz com que relações atuais funcionem como um regulador emocional externo, tornando os vínculos intensos, instáveis e muito sensíveis a sinais de distância ou rejeição.
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