O que é o ciclo de "idealização e desvalorização" (splitting)?
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O que é o ciclo de "idealização e desvalorização" (splitting)?
Olá, tudo bem?
O ciclo de idealização e desvalorização — também conhecido como splitting — é um fenômeno muito característico de quem vive com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas pode aparecer em outros contextos emocionais também. De forma simples, ele acontece quando a pessoa percebe o outro de maneira “tudo ou nada”: em um momento, o parceiro, amigo ou familiar é visto como alguém perfeito, confiável e essencial; no instante seguinte, basta uma pequena frustração para que essa imagem mude radicalmente, passando a ser vista como decepcionante, distante ou até ameaçadora.
Esse movimento não é manipulação consciente, mas uma forma do cérebro tentar lidar com a dor do medo de abandono e da instabilidade emocional. A neurociência mostra que, nesses momentos, o sistema de regulação emocional entra em sobrecarga — o cérebro reage como se estivesse em perigo real, e perde temporariamente a capacidade de integrar aspectos positivos e negativos da mesma pessoa ao mesmo tempo. É como se faltasse o “meio-termo” nas emoções.
Para quem convive com isso, o splitting pode ser confuso e doloroso, tanto para quem o manifesta quanto para quem está ao redor. Surge uma oscilação constante entre a busca por proximidade intensa e o impulso de afastamento, o que desgasta vínculos e reforça o medo original de ser rejeitado.
Uma boa reflexão pode ser: o que acontece dentro de mim quando sinto que alguém “deixou de ser quem eu idealizava”? O que essa oscilação emocional tenta me proteger de sentir? Essas perguntas podem abrir espaço para compreender a dor que está por trás da reação e não apenas o comportamento em si. Trabalhar isso em terapia costuma ser transformador, porque ajuda o cérebro a aprender a reconhecer nuances e a lidar com a ambiguidade com mais calma. Caso precise, estou à disposição.
O ciclo de idealização e desvalorização — também conhecido como splitting — é um fenômeno muito característico de quem vive com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas pode aparecer em outros contextos emocionais também. De forma simples, ele acontece quando a pessoa percebe o outro de maneira “tudo ou nada”: em um momento, o parceiro, amigo ou familiar é visto como alguém perfeito, confiável e essencial; no instante seguinte, basta uma pequena frustração para que essa imagem mude radicalmente, passando a ser vista como decepcionante, distante ou até ameaçadora.
Esse movimento não é manipulação consciente, mas uma forma do cérebro tentar lidar com a dor do medo de abandono e da instabilidade emocional. A neurociência mostra que, nesses momentos, o sistema de regulação emocional entra em sobrecarga — o cérebro reage como se estivesse em perigo real, e perde temporariamente a capacidade de integrar aspectos positivos e negativos da mesma pessoa ao mesmo tempo. É como se faltasse o “meio-termo” nas emoções.
Para quem convive com isso, o splitting pode ser confuso e doloroso, tanto para quem o manifesta quanto para quem está ao redor. Surge uma oscilação constante entre a busca por proximidade intensa e o impulso de afastamento, o que desgasta vínculos e reforça o medo original de ser rejeitado.
Uma boa reflexão pode ser: o que acontece dentro de mim quando sinto que alguém “deixou de ser quem eu idealizava”? O que essa oscilação emocional tenta me proteger de sentir? Essas perguntas podem abrir espaço para compreender a dor que está por trás da reação e não apenas o comportamento em si. Trabalhar isso em terapia costuma ser transformador, porque ajuda o cérebro a aprender a reconhecer nuances e a lidar com a ambiguidade com mais calma. Caso precise, estou à disposição.
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É um mecanismo de defesa que se traduz em instabilidade na forma como a pessoa com TPB percebe o parceiro, alternando entre dois extremos emocionais.
1. Idealização: fase da paixão. O parceiro é visto como perfeito, salvador, aquele que vai preencher o vazio e oferecer a segurança que a pessoa com TPB busca. A relação é intensa, com muitos elogios e dedicação.
2. Desvalorização: se o parceiro comete qualquer "erro", como não responder rapidamente, não dar atenção que ele(a) gostaria na agilidade que ele(a) quer, ou ainda, se tenta estabelecer limites, a pessoa com TPB, passa a ver seu parceiro como egoísta, ruim ou ameaçador, sentindo raiva intensa, passando a critica-lo(a) e a responder com hostilidade.
O ciclo se repete e faz com que o parceiro se sinta numa montanha-russa emocional, sem saber qual versão do parceiro com TPB aparecerá em seguida: a apaixonada ou a raivosa.
1. Idealização: fase da paixão. O parceiro é visto como perfeito, salvador, aquele que vai preencher o vazio e oferecer a segurança que a pessoa com TPB busca. A relação é intensa, com muitos elogios e dedicação.
2. Desvalorização: se o parceiro comete qualquer "erro", como não responder rapidamente, não dar atenção que ele(a) gostaria na agilidade que ele(a) quer, ou ainda, se tenta estabelecer limites, a pessoa com TPB, passa a ver seu parceiro como egoísta, ruim ou ameaçador, sentindo raiva intensa, passando a critica-lo(a) e a responder com hostilidade.
O ciclo se repete e faz com que o parceiro se sinta numa montanha-russa emocional, sem saber qual versão do parceiro com TPB aparecerá em seguida: a apaixonada ou a raivosa.
O ciclo de idealização e desvalorização, chamado de splitting, é um padrão comum no Transtorno de Personalidade Borderline em que a pessoa alterna rapidamente entre enxergar alguém de forma extremamente positiva (idealização) e extremamente negativa (desvalorização). Isso ocorre devido à dificuldade em integrar sentimentos ambivalentes e regular emoções intensas. A psicoterapia ajuda a compreender esse ciclo, desenvolver percepção mais equilibrada das pessoas e construir relações mais estáveis. No meu perfil você pode conhecer como a análise pode apoiar esse processo.
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