O que é um padrão repetitivo de comportamento no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

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O que é um padrão repetitivo de comportamento no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
São ações e/ou pensamentos que ocorrem de maneira previsível. No caso do TEA pode ter função de regulação emocional.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
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Quando falamos em padrões repetitivos de comportamento no Transtorno do Espectro Autista (TEA), estamos nos referindo a um conjunto de ações, interesses ou rotinas que se repetem com frequência e têm uma função importante para a pessoa. Esses comportamentos podem parecer “sem sentido” para quem observa de fora, mas, na verdade, costumam ser formas que o cérebro autista encontra para se autorregular, se acalmar ou dar sentido ao ambiente.

Eles podem se manifestar de várias maneiras: movimentos corporais (como balançar o corpo, bater as mãos, girar objetos), uso repetitivo da fala (como ecolalias ou frases fixas), fixação em temas de interesse específico, ou insistência em seguir rotinas rígidas. Do ponto de vista da neurociência, o cérebro autista tende a buscar previsibilidade para reduzir a sensação de sobrecarga sensorial e emocional. Assim, o comportamento repetitivo funciona como um “porto seguro” — uma tentativa de criar estabilidade em um mundo que pode parecer imprevisível e caótico.

Esses padrões só se tornam um problema quando interferem significativamente na vida cotidiana ou no bem-estar emocional. Na maioria das vezes, são expressões legítimas da forma de funcionamento da pessoa e podem até ser usados terapeuticamente, transformando o interesse repetitivo em ponte de aprendizado e comunicação.

Talvez valha refletir: o que esse comportamento está tentando comunicar? É uma forma de conforto, de foco, de prazer? Quando conseguimos enxergar o significado por trás do gesto, ele deixa de ser um sintoma e passa a ser uma linguagem.

Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre como compreender e acolher esses comportamentos sem apressar o processo de mudança — porque, no autismo, entender vem antes de intervir.

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