O que fazer diante de crenças disfuncionais no luto?
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O que fazer diante de crenças disfuncionais no luto?
Acolhendo a experiência da pessoa como ela é. O mais importante nesse momento é oferecer um espaço seguro, de aceitação incondicional, onde a pessoa possa nomear e explorar essas crenças. Ao sentir-se ouvida e respeitada, ela mesma vai encontrando formas mais autênticas e funcionais de lidar com a perda, no seu tempo e no seu ritmo.
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Diante de crenças disfuncionais no luto, é importante entrar em contato com elas e avaliá-las com cuidado, buscando compreender se correspondem à realidade ou se estão sustentadas por interpretações distorcidas. Esse processo permite ressignificar tais crenças, favorecendo uma elaboração mais saudável da perda e a possibilidade de seguir adiante de forma menos dolorosa.
Tomar consciência de quais são essas crenças, ou seja dar nomes à elas (pois variam de pessoa para pessoa); conhecer as fases do luto; trabalhar o autoconhecimento e a história do enlutado com a pessoa falecida e assim, junto com o psicoterapeuta, elaborar o processo de luto.
É fundamental que o luto seja validado, essa dor é legitima, por isso, essa emoção deve ser acolhida para a partir daí iniciar qualquer tipo de intervenção. Depois da validação identificar crenças disfuncionais como: " sem essa pessoa, minha vida perde o sentido", entender a função emocional dessa crença, realizar a reestruturação cognitiva, ressignificando o luto. A crença disfuncional perde lugar quando um significado mais saudável aparece.
Durante o luto, é comum que surjam crenças disfuncionais, geralmente marcadas por culpa, responsabilização excessiva, catastrofização ou ideias rígidas sobre como se deveria ter agido ou sentido. A psicoterapia oferece um espaço seguro para esse processo, favorecendo a ressignificação da experiência, a integração da ausência na história de vida e a retomada gradual do funcionamento emocional.
A primeira coisa é não brigar com elas. Quanto mais a gente tenta forçar um pensamento para fora, mais ele insiste em ficar.
O que ajuda é observar: "esse pensamento apareceu de novo." Sem concordar, sem catastrofizar, sem tentar resolver na hora. Só notar.
Depois, perguntar com curiosidade genuína: de onde vem isso? O que essa crença está carregando da minha história?
Na Gestalt-terapia, trabalhamos com presença, não com correção. Não é sobre substituir o pensamento ruim por um pensamento bom. É sobre desenvolver uma relação diferente com o que a mente produz nos momentos de dor.
O luto é um dos processos mais exigentes que existem. Ter apoio profissional nesse caminho não é fraqueza, é cuidado. Se você estiver nesse momento, considere buscar um espaço terapêutico para atravessar isso com mais suporte.
Espero ter te ajudado.
O que ajuda é observar: "esse pensamento apareceu de novo." Sem concordar, sem catastrofizar, sem tentar resolver na hora. Só notar.
Depois, perguntar com curiosidade genuína: de onde vem isso? O que essa crença está carregando da minha história?
Na Gestalt-terapia, trabalhamos com presença, não com correção. Não é sobre substituir o pensamento ruim por um pensamento bom. É sobre desenvolver uma relação diferente com o que a mente produz nos momentos de dor.
O luto é um dos processos mais exigentes que existem. Ter apoio profissional nesse caminho não é fraqueza, é cuidado. Se você estiver nesse momento, considere buscar um espaço terapêutico para atravessar isso com mais suporte.
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