O que fazer em caso de depressão em pessoas que sofreram amputação de membros? Poder não andar mais

O que fazer em caso de depressão em pessoas que sofreram amputação de membros? Poder não andar mais após um acidente, por exemplo, gera traumas terríveis !?

9 respostas


A psicologia clínica também é indicada em casos de amputação de membros. Através da terapia pode-se elaborar a perda do membro e direcionar a carga emocional a outro foco da vida, podendo assim ser elaborado e o sujeito conviver sem prejuízos emocionais devido a amputação.

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A amputação traz um grande sofrimento, por se tratar de uma perda, e como tal necessita de tempo para elaboração (quem passa por uma perda entra na fase do luto, na qual a pessoa passa por períodos de recusa, sofrimento, compreensão e aceitação daquilo que perdeu -isso é o que chamamos de elaboração -) Com o passar dos dias, a tendência é que a pessoa consiga se recuperar do sofrimento que a perda trouxe e se adaptar de forma a saber lidar com as limitações que amputação trouxe. Porém, algumas pessoas de fato entram em depressão, por não conseguir elaborar essa perda sozinhas, e neste caso é preciso procurar ajuda profissional com psicólogo e/ou psiquiatra.


Com certeza a amputação de membros gera consequências, tanto objetivas quanto psíquicas, na vida desse indivíduo. Existem diferentes meios para lidar com essa situação e o acompanhamento profissional psicologico nesse momento se torna importantíssimo se essa pessoa enfrenta depressão.

Mayra Tsuji

Mayra Tsuji

Psicanalista

São Paulo

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Sem dúvidas, a amputação de membros acarreta consequências psíquicas muito importantes, neste momento o auxilio do psicólogo é benéfico, pois ele irá trabalhar os aspectos emocionais que este episódio traz na vida da pessoa


A amputação é um processo que envolve muito sofrimento. No aspecto físico trata-se de uma intervenção cirúrgica muito invasiva, que deixa uma ferida no corpo que requer cuidados muito doloridos. Psicologicamente afeta a pessoa de diversas maneiras já que modifica a imagem que a pessoa tem na sociedade, reduz severamente a sua autonomia e ainda mexe com o medo que a pessoa tem da morte, já que normalmente amputações são feitas em situações que envolvem esse risco. Tudo isso pode provocar níveis tão intensos de estresse que podem levar a pessoa a estados depressivos, podendo ser algo altamente traumático, já que o trauma ocorre quando a experiência é mais intensa do que a pessoa pode dar conta. Nesses casos recomendo o acompanhamento psicológico ainda no hospital antes da amputação, tendo continuidade depois, durante a reabilitação e até quando a pessoa julgar necessário.


Olá, a amputação com certeza é um trauma muito grande. Gera mudanças de vida inimagináveis. E lidar com essa nova realidade não é fácil e nem simples. São muitas mudanças e muitas coisas para elaborar de forma repentina. Este processo é complicado e doloroso. Muitas vezes é difícil passar por este processo sozinho. Um acompanhamento psicológico irá te ajudar a passar por este processo de forma mais tranquila, te ajudando a se fortalecer emocionalmente. Sugiro que busque ajuda de um psicólogo assim que possível, antes que a depressão se agrave. Pois a depressão, se não tratada tende aumentar. Quando a depressão é leve, só a psicoterapia consegue reverter o quadro, mas quando esta já está avançada, se faz necessário um tratamento multidisciplinar com psicólogo e psiquiatra. Um bom psicólogo saberá te encaminhar para o psiquiatra, caso seja necessário. Espero que tenha ajudado! Um abraço!

Raquel Sá

Raquel Sá

Psicólogo

Niterói

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A amputação é uma perda, mas não precisa causar traumas terríveis. Depende de como é vivenciada pela pessoa amputada. O acompanhamento psicológico e a participação em grupos de apoio ajudam muito a viver essa nova condição.

Mariana Milani

Mariana Milani

Psicólogo

São Paulo

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Se gera trauma ou não, é difícil saber, porém é um grande fator de risco. Se não cuidada pode gerar traumas psicológicos como os outros colegas informaram. A principal atitude é a prevenção, se ainda não ocorreu a amputação é necessário um acompanhamento psicológico para melhor aceitação do procedimento, porém se não houve essa possibilidade. A percepção familiar é muito importante, sejam acolhedores neste momento, não julguem, ou falarem o que poderia ser evitado. Todas esses comentários são normais de acontecer, mas acolher a dor do outro já pode ser um grande "remédio". Se perceberem que algo está errado com as emoções dessa pessoa, auxiliem a procurar tratamento medico e/ou psicólogo.


É muito importante um acompanhamento psicológico nesses casos, pois uma escuta qualificada ajuda a elaborar a perda de um membro. Trata-se, efetivamente, um processo de luto, bem conhecido e descrito na literatura. A pessoa precisa de tempo e de acolhimento para vivenciar essa experiência. Procure ajuda para que esse processo de perda e tristeza (esperadas nesse casos) não evolua para um quadro depressivo.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.