Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a

25 respostas
Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, há quanto tempo você está fazendo o tratamento psicológico e com psiquiatra? Pergunto porque um processo terapêutico ele demanda tempo pra surgir efeito do mesmo modo que os medicamentos. Recomenda que você invista tempo no seu processo referente a esses pensamentos para que você consiga trabalhá-los.

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Dr. Yuri Amado
Psicanalista, Médico clínico geral
Florianópolis
Essa é uma situação tipica descrevendo a sensação produzida por uma ideia inconsciente. Nela, você faz algo errado que culmina na perda de alguma pessoa da família. Talvez esteja na hora de admitir o quanto uma ideia que é descabida para a realidade, ainda é capaz de causar um sofrimento bastante verdadeiro.
O único lugar que considera válido o trabalho com o inconsciente, esse pedaço de algo que não existe, é a consulta com um psicanalista.
 Vinícius Eduardo Martino Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
Imagino o quanto isso deve ser pesado de sentir, esse vazio, essa culpa que aparece sem motivo claro e esse medo de que algo ruim possa acontecer com quem você ama, na psicanálise a gente entende que esses sentimentos podem ter relação com angústias mais profundas que nem sempre estão totalmente conscientes, como se algo dentro de você estivesse tentando se expressar mesmo sem palavras, o mais importante é não se culpar por sentir isso e ir levando essas questões para o seu processo com a sua psicóloga, falando livremente mesmo que pareça confuso ou repetitivo, porque é justamente nesse espaço que esses sentidos vão podendo aparecer aos poucos, e enquanto isso tente se acolher nos momentos difíceis lembrando que esse sentimento não define quem você é e nem significa que algo ruim realmente vai acontecer.
Um abraço,
Vinicius.
 Laís Comini
Psicanalista
Muriaé
O que você descreve parece muito com angústia e ansiedade. Algo como uma sensação de ameaça sem causa clara, culpa “sem crime” e medo de perder alguém. Isso pode aparecer mesmo quando não há um perigo real naquele momento, porque a ansiedade pode agir como um alarme interno que fica ligado demais.
Numa leitura psicanalítica, esse “fiz algo errado sem ter feito” pode lembrar uma culpa difusa, como se uma parte muito exigente de você ficasse cobrando o tempo todo. E o medo de acontecer algo ruim pode ser uma forma de a angústia pedir endereço no corpo e no pensamento. Isso não significa que você esteja “inventando”; significa que você está sofrendo de verdade.
O mais importante agora é contar isso exatamente assim para sua psicóloga ou psiquiatra. Diga quando começa, o que sente no peito, quais pensamentos vêm, e se piora em momentos de separação ou preocupação com a família. Uma escuta atenta, principalmente de uma psicóloga, pode te ajudar a investigar melhor esses sintomas e elabora-los.
Olá, Entendo a angústia. Todos os nossos sentimentos são baseados em crenças que se formaram por algum motivo legítimo durante nosso desenvolvimento. O ideal é você fazer uma terapia onde possa investigar essa origem e exercitar práticas de gerir os sentimentos quando surgirem. Assim você vai sentir mais leveza. Fico á disposição. Abraço.
A ansiedade intensa, com sensação de culpa difusa e medo de perda, traz algo muito angustiante. Mesmo já em acompanhamento, esses sentimentos podem insistir porque têm raízes mais profundas. Tentar nomear o que sente, manter rotina e usar estratégias de regulação ajuda, mas não resolve tudo sozinho. Na psicanalise, buscamos entender de onde vem esse vazio e esse medo constante. Se fizer sentido, posso te acompanhar nesse processo, por que, aprofundar a escuta faz toda diferença.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Obrigado por confiar em compartilhar algo tão sensível. Esse vazio, a sensação de culpa sem motivo claro e o medo constante podem ser muito angustiantes, e é compreensível que seu corpo reaja com nervosismo e choro. Mesmo já estando em acompanhamento, esses sentimentos podem persistir em alguns momentos. Vale levar essas experiências com detalhes para sua psicóloga e psiquiatra, pois o ajuste do cuidado é parte do processo. Não consigo afirmar exatamente o que está por trás disso, mas você não precisa lidar com isso sozinha. O mais importante é manter um tratamento com profissionais com quem você se sinta acolhida e segura. Se quiser, estou por aqui.
 Maria Cristina Zapparolli
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Bernardo do Campo
“Esse vazio no peito, essa sensação de que algo ruim vai acontecer e a culpa sem motivo claro são sinais que costumam aparecer em quadros de ansiedade. O seu corpo e a sua mente entram em estado de alerta, mesmo sem um perigo real acontecendo no momento.
O medo intenso de perder alguém que você ama também está ligado a isso — é como se sua mente tentasse se preparar para algo ruim, mas acaba gerando ainda mais sofrimento.
O mais importante é que você já está fazendo algo essencial: está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra. Isso é o caminho certo.
Além disso, no dia a dia, algumas atitudes podem te ajudar a atravessar esses momentos:
• Quando vier essa sensação, tente trazer sua atenção para o presente (respiração lenta, observar o ambiente, nomear o que está ao seu redor).
• Evite alimentar pensamentos de “e se…” — eles aumentam a ansiedade, mas não são fatos.
• Entenda que essa sensação é desconfortável, mas não significa que algo ruim realmente vai acontecer.
• Se possível, converse com sua terapeuta sobre esses episódios de forma bem detalhada, para aprofundar o trabalho.
Há indícios de:
• ansiedade generalizada
• ansiedade antecipatória
• possível componente de apego ansioso
Lembre-se esses sintomas têm tratamento e melhora.”
 Junior Noronha da Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Olá, se você já está em tratamento com estes profissionais está fazendo a coisa certa. Mas, é importante ter paciência com seu processo de cura. Divida com eles tudo o que pensa e sente, assim eles poderão lhe ajudar da melhor maneira possível, melhoras!
Olá.
Nossa dinâmica psiquica funciona a partir de forças opostas que, quando caminham juntas, nos fazem enxergar coisas novas.

Porém, muitas vezes, ficamos "presos" apenas à partes de funcionamento que nos causam sofimento...

Conseguir olhar para o oposto do seu sofrimento pode ser interessante; ou seja, pensar em coisas "ruins" pode ser um indicativo do quanto você precisa caminhar para perder o medo de amar...

E essa jornada não ocorre do dia para a noite. Um processo de análise profundo, por exemplo, pode ajudar muito nisso.

Tenho certeza de que você não desistirá e continuará se tratando, encontrar-se não é uma tarefa fácil.
Boat tarde! E importante que sua terapia crie um vinculo de segurança, confiança e se sinta acolhida isto e primordial.Todos carregamos muitos traumas de infancia chamados de desenvolvimento que levamos para nossa vida adulta e estao guardados em nosso corpo ( soma ) e podemos nos comportar com medo como forma de adaptação ao que noa aconteceu O vazio exitencial e falta de significado pela vida e muito comun em pessoas deprimidas , não sei se ja esta sendo medicada com antidepreesivos.
Trabalhar a criança ferida atraves de emoçoes que estao guaradas em nosso corpo e um passo importante.
Tenha paciencia com voce e confie que temos algo maior que nos rege
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
que tal trabalhar isso em sua psicanálise, com um psicanalista...?
 Rode Ziembick
Psicanalista
São Paulo
O que você descreve parece muito angustiante, e é importante que você saiba que esse sofrimento merece cuidado, e não julgamento.

Essa sensação de vazio, culpa sem motivo claro e medo constante de que algo ruim vá acontecer costuma aparecer em estados de ansiedade intensa e angústia. Muitas vezes, a mente tenta antecipar perdas ou perigos como uma forma de tentar ter controle sobre aquilo que, no fundo, nos lembra da nossa vulnerabilidade e da impossibilidade de controlar tudo.
Na psicanálise, entendemos que a angústia nem sempre vem de um acontecimento concreto. Às vezes ela surge justamente da dificuldade de nomear o que sentimos. E quando ela não encontra palavras, acaba aparecendo no corpo, nos pensamentos catastróficos, no medo excessivo de perder quem amamos.
O mais importante é que você já está fazendo algo fundamental: buscando ajuda. O acompanhamento psicanalitico e psiquiátrico pode ser muito importante nesses momentos, principalmente quando o sofrimento começa a ocupar grande parte da vida emocional.
Tente não enfrentar isso sozinha e nem lutar contra o sentimento como se ele precisasse desaparecer imediatamente. Continue falando sobre isso na terapia, inclusive sobre esse medo de perder as pessoas que ama e sobre essa culpa que parece não ter nome. Muitas vezes, o caminho começa justamente quando o sofrimento encontra um espaço seguro para ser escutado.
E algo importante: sentir isso não significa que algo ruim vai acontecer. A angústia dá essa sensação de ameaça iminente, mas sensação não é previsão.
Vá com cuidado com você mesma. Você não precisa dar conta disso sozinha e se precisar de ajuda pode contar comigo
Eu sou Rode Ziembick - psicanalista
Atendo online e presencial na Vila Olímpia e no Brooklin
@rodeziembick
rodepsi.com
O que você está descrevendo parece muito angustiante, e primeiro é importante você saber que esse tipo de sensação pode acontecer em quadros de ansiedade intensa, medo de abandono, sobrecarga emocional ou estados depressivos. Esse vazio no peito, a sensação constante de culpa sem motivo claro e o medo de que algo ruim aconteça não significam que você está “ficando louca” ou que algo realmente vai acontecer. Muitas vezes, é o corpo e a mente funcionando em estado de alerta contínuo.

Quando vivemos muito tempo em tensão emocional, o cérebro começa a agir como se precisasse se preparar para perdas, perigos ou rejeições o tempo inteiro. Então qualquer silêncio, distância ou pensamento pode virar uma ameaça interna muito grande. O choro, nesse contexto, costuma ser uma descarga emocional de algo que já está acumulado há bastante tempo.

O mais importante é que você já está buscando ajuda psicológica e psiquiátrica, porque isso mostra que você não está enfrentando isso sozinha. E nesses momentos, tente não lutar contra o sentimento como se precisasse “parar de sentir”. Às vezes ajuda mais reconhecer: “eu estou ansiosa agora, meu corpo está em alerta, mas isso não significa que o perigo é real”.

Também pode ajudar tentar voltar para o concreto quando essas sensações aumentarem: respirar mais lentamente, perceber o ambiente ao redor, tomar água gelada, conversar com alguém de confiança ou escrever o que está sentindo em vez de guardar tudo dentro de você.

E principalmente: fale exatamente dessa sensação para sua psicóloga e seu psiquiatra da forma como você escreveu aqui. Esse detalhe do “medo constante de perder alguém” e da “culpa sem motivo” é clinicamente importante e merece ser acolhido com cuidado dentro do seu tratamento. O que você está descrevendo parece muito angustiante, e primeiro é importante você saber que esse tipo de sensação pode acontecer em quadros de ansiedade intensa, medo de abandono, sobrecarga emocional ou estados depressivos. Esse vazio no peito, a sensação constante de culpa sem motivo claro e o medo de que algo ruim aconteça não significam que você está “ficando louca” ou que algo realmente vai acontecer. Muitas vezes, é o corpo e a mente funcionando em estado de alerta contínuo.

Quando vivemos muito tempo em tensão emocional, o cérebro começa a agir como se precisasse se preparar para perdas, perigos ou rejeições o tempo inteiro. Então qualquer silêncio, distância ou pensamento pode virar uma ameaça interna muito grande. O choro, nesse contexto, costuma ser uma descarga emocional de algo que já está acumulado há bastante tempo.

O mais importante é que você já está buscando ajuda psicológica e psiquiátrica, porque isso mostra que você não está enfrentando isso sozinha. E nesses momentos, tente não lutar contra o sentimento como se precisasse “parar de sentir”. Às vezes ajuda mais reconhecer: “eu estou ansiosa agora, meu corpo está em alerta, mas isso não significa que o perigo é real”.

Também pode ajudar tentar voltar para o concreto quando essas sensações aumentarem: respirar mais lentamente, perceber o ambiente ao redor, tomar água gelada, conversar com alguém de confiança ou escrever o que está sentindo em vez de guardar tudo dentro de você.

E principalmente: fale exatamente dessa sensação para sua psicóloga e seu psiquiatra da forma como você escreveu aqui. Esse detalhe do “medo constante de perder alguém” e da “culpa sem motivo” é clinicamente importante e merece ser acolhido com cuidado dentro do seu tratamento.
Essa sensação de um vazio no peito acompanhada de uma culpa sem causa aparente e da espera constante por algo ruim é um relato muito comum em quadros de ansiedade acentuada. Esse estado de alerta permanente, onde a mente projeta perdas e tragédias familiares, gera um desgaste emocional exaustivo e o choro surge como uma descarga necessária para uma tensão que o corpo não consegue mais suportar sozinho. É importante entender que esses pensamentos de medo não são premonições, mas sim sintomas de um sistema emocional que está operando em um nível de sensibilidade muito alto.

O primeiro passo fundamental você já deu, que é buscar o suporte da psicologia e da psiquiatria. Como você já está em acompanhamento, uma medida prática e importante é levar esses sintomas específicos para a sua próxima consulta. Às vezes, o tratamento medicamentoso precisa de ajustes finos para ajudar a silenciar esse sentimento de catástrofe iminente, enquanto a terapia pode ajudar a investigar de onde vem essa sensação de erro ou de dívida emocional que você sente, mesmo sem ter feito nada.

No dia a dia, quando esse aperto no peito e o medo de perder alguém surgirem com força, tente focar em técnicas de aterramento. Isso consiste em trazer sua atenção para o momento presente e para o que é concreto: observe os objetos ao seu redor, sinta o apoio dos seus pés no chão e tente controlar a respiração, tornando-a mais lenta e profunda. Essas técnicas ajudam a sinalizar para o seu cérebro que, naquele exato momento, você e sua família estão em segurança. Cultivar a paciência consigo mesma também é essencial; a melhora desses estados internos costuma ser gradual, e reconhecer que você está fazendo o possível ao se tratar é uma forma de aliviar a autocobrança que alimenta esse vazio.
 Emerson Teles
Psicanalista
São Paulo
Invista na terapia com um analista Psicanalista, vc vai poder rever sua história e elaborar esses sentimentos.
 Ricardo Macedo
Psicanalista
São Paulo
Sinto muito que esteja atravessando esse momento de angústia.

É um passo excelente o fato de você já estar em acompanhamento com psiquiatra e psicóloga.

Pela lente da psicanálise, essa sensação de "ter feito algo de errado sem ter feito" é um sinal muito importante. Ela aponta para o nosso inconsciente. Muitas vezes, afetos e culpas que não conseguimos processar no passado se descolam de suas causas originais e acabam se manifestando no presente, frequentemente disfarçados de medos paralisantes (como o terror de perder familiares). O sintoma é a forma que o psiquismo encontra de sinalizar que algo interno precisa ser escutado e elaborado.

A psicanálise propõe justamente o convite à fala livre para investigar as raízes profundas dessas fantasias e culpas inconscientes. Ao dar contorno e significado a esse vazio através da sua fala em sessão, a angústia tende a perder a sua força.

Continue firme no seu tratamento, não guarde esse medo apenas para si mesma e confie no processo de falar sobre a sua dor. Um abraço.
Passe com um psicanalista , pois irá na raiz do seu problema ,enquanto o psicólogo irá cuidar dos sintomas .
Precisa fazer um caminho terapêutico com um psicanalista com Neurociência.
Fico a disposição!
 Pedro Hayden
Psicanalista
São Paulo
Olá! Esse vazio no peito a que se refere, com sensação de culpa sem motivo claro e o medo constante de que algo ruim aconteça merecem total atenção e cuidado. Mesmo que você já esteja fazendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico, é importante levar esses sintomas para os seus profissionais, especialmente se eles aumentaram ou estão difíceis de suportar. Na psicanálise, entendemos que a angústia nem sempre aparece com uma causa evidente. Muitas vezes, ela sinaliza algo que ainda precisa encontrar palavras. Como Freud nos ensina, o sofrimento psíquico tem uma história, mesmo quando ainda não conseguimos compreendê-la. Falar sobre isso pode ser um caminho importante. Se em algum momento sentir risco de se machucar ou não conseguir se manter segura, procure ajuda imediata em uma emergência ou ligue 188, do CVV, que oferece apoio emocional 24h.
Procure outra abordagem que possa encontrar a Resposta e tratamento que precisa! Recomendo a Psicanálise. Estou à disposição!
 Eliel  Almeida
Psicanalista
Manaus
Pelo fato de estar com psi´s ja é um bom começo, mas acredito no autoconhecimento pois as vezes esses sentimentos estão presos em sua mente ha muito tempo, ou seja voce foi programada para pensar assim, logo é um jornada para mudar essa situação mais é possivel.
conheça nosso trabalho em @psi.elielalmeida
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por esse sofrimento. O que você descreve — uma sensação de vazio no peito, medo constante de que algo ruim aconteça, preocupação intensa com a perda de pessoas queridas e episódios de choro — pode estar relacionado a quadros de ansiedade, angústia ou a conflitos emocionais mais profundos que merecem atenção e acolhimento.
Como você já está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra, este é um passo muito importante. Muitas vezes, esses sentimentos não surgem porque algo ruim realmente vai acontecer, mas porque a mente permanece em estado de alerta, antecipando perigos e perdas que ainda não existem no presente.
Sob a perspectiva psicanalítica, essa sensação pode estar ligada a angústias relacionadas à separação, ao medo da perda, à insegurança ou a experiências emocionais que nem sempre são totalmente conscientes. O trabalho terapêutico permite compreender gradualmente o significado desses sentimentos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles.
Minha orientação é que você compartilhe com seus profissionais exatamente da forma como descreveu aqui, incluindo a intensidade do medo, o choro frequente e o impacto na sua rotina. Quanto mais detalhes eles tiverem, melhor poderão ajudá-la.
Procure também observar se esses sentimentos aumentam em momentos específicos, após determinadas situações ou pensamentos. Esse registro pode ser muito útil para o processo terapêutico.
Caso em algum momento surjam pensamentos de machucar a si mesma, desesperança intensa ou sensação de não conseguir se manter segura, procure ajuda imediata junto aos seus profissionais, familiares de confiança ou um serviço de emergência.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. O fato de já estar buscando ajuda demonstra cuidado consigo mesma e é um passo importante no caminho da melhora.
Um abraço,
Dr. Wellington Leal
Psicanalista
Dr. Isaías Amorim
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Paulo
O que você descreve um vazio no peito, sensação de que fez algo errado sem identificar o quê, medo constante de que algo ruim aconteça e preocupação intensa em perder alguém da família é uma experiência que pode ser muito angustiante.

Como você já está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra, o mais importante é continuar compartilhando exatamente esses sentimentos com eles, da forma como escreveu aqui. Esses detalhes são valiosos para o tratamento.

Pela perspectiva psicanalítica, às vezes a ansiedade não aparece ligada a um perigo real e imediato, mas a uma sensação difusa de ameaça. A pessoa sente que "algo ruim vai acontecer", mesmo sem conseguir apontar uma causa concreta. Freud chamava isso de angústia, um estado em que o sofrimento existe antes mesmo de haver um objeto claro para explicá-lo.

Também chama atenção quando você diz:

"Parece que fiz algo de errado sem ter feito."

Em algumas pessoas, existe uma tendência a carregar culpa excessiva ou uma sensação constante de responsabilidade, mesmo quando não há motivo objetivo. Isso não significa que você seja culpada de algo; significa que a experiência emocional da culpa pode estar muito presente na sua vida psíquica.
 Cristina Chavez
Psicólogo, Psicanalista
Niterói
Boa tarde!
O processo terapêutico tem como objetivo proporcionar ao paciente a busca de auto conhecimento, fortalecimento interno e consequentemente a possibilidade de lidar melhor com os conflitos que existem. Se já faz terapia, vale levar esses sentimentos para que possam ser melhor trabalhados e ver junto ao psiquiatra se não existe a necessidade de ajustar as medicações.
Entendo o quanto essa sensação de vazio no peito, o medo constante e a impressão de que algo ruim pode acontecer estão lhe causando sofrimento. Muitas vezes, a angústia não está ligada a um perigo real, mas a medos profundos, inseguranças e questões emocionais que precisam ser compreendidas e elaboradas.

O fato de você já estar em acompanhamento psicológico e psiquiátrico é muito importante. Continue compartilhando esses sentimentos com seus profissionais, especialmente quando eles se intensificam.

Lembre-se: sentir medo não significa que algo ruim vai acontecer. Significa que você está passando por um momento de sofrimento emocional que merece atenção e cuidado.

Acredito que um espaço de escuta e acolhimento pode ajudá-la a compreender melhor essas emoções e encontrar formas mais saudáveis de lidar com essa angústia. Se desejar, podemos agendar uma consulta para conversarmos com mais tranquilidade sobre o que você está vivenciando.

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