O que fazer quando o conflito envolve ameaças de abandono do tratamento no Transtorno de Personalida

O que fazer quando o conflito envolve ameaças de abandono do tratamento no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas


Essa é uma situação bastante comum no manejo do TPB e, em geral, está profundamente ligada ao medo de abandono, à sensibilidade à rejeição e à dificuldade de regulação emocional. Diante de ameaças de interromper o tratamento, o primeiro passo do terapeuta é não reagir de forma punitiva, defensiva ou indiferente. É importante acolher e validar o que está por trás desse movimento: muitas vezes, não é apenas “querer sair”, mas uma forma de expressar dor, frustração ou testar a segurança do vínculo terapêutico. Ao mesmo tempo, a validação não significa concordar com a ruptura. O terapeuta precisa manter uma postura firme e consistente, ajudando o paciente a refletir sobre o que está acontecendo naquele momento e quais são as possíveis consequências de interromper o processo. Nomear o padrão — quando isso se repete — pode ser muito importante. Também é fundamental explorar o significado daquela ameaça: o que o paciente está tentando comunicar? O que ele teme? O que ele precisa naquele momento e não está conseguindo expressar de outra forma? A relação terapêutica, mais uma vez, é central. Sustentar um vínculo estável, previsível e não abandonador, mesmo diante de oscilações, ajuda o paciente a vivenciar uma experiência emocional diferente das que costuma ter. Isso, por si só, já é terapêutico. Por fim, é importante reforçar a autonomia do paciente — ele pode escolher sair —, mas ajudando-o a fazer isso de forma mais consciente, e não apenas como uma reação impulsiva ao desconforto do momento. O equilíbrio entre acolhimento e limite é essencial nesse manejo.

Ruviane Dalazen

Ruviane Dalazen

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Quando há ameaças de abandono do tratamento, é essencial acolher o que está por trás disso, geralmente ligado a dor, frustração ou medo. Criar espaço para falar sobre esse movimento pode ajudar o paciente a não agir apenas no impulso.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A ameaça deve ser compreendida como expressão de angústia, não como decisão final. O terapeuta explora o significado, valida o medo e reforça a importância do vínculo. É essencial manter postura calma, evitar coerção e revisar o enquadre. A consistência ajuda o paciente a perceber que o vínculo é seguro e estável. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.