O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe o tratamen

3 respostas
O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe o tratamento precocemente?
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Se um paciente com TPB interrompe o tratamento precocemente, é crucial para o profissional de saúde mental e para o paciente entender que a continuidade do tratamento é essencial para o manejo eficaz dos sintomas e a recuperação. O tratamento pode incluir psicoterapia, terapia de mentalização, psicoeducação e, em alguns casos, uso de remédios. O tratamento deve ser adaptado ao paciente e à situação, e a continuidade do tratamento é fundamental para o manejo eficaz dos sintomas e a recuperação.


Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Tatiana Machado
Psicólogo
Rio de Janeiro
O manejo nesses casos visa a compreensão do que de fato aconteceu, o terapeuta precisa criar um ambiente de segurança para a expressão e ouvir os motivos desse abandono por parte do paciente, a ideia é não reforçar o comportamento e sim manter a consistência.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Quando um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline interrompe o tratamento precocemente, é importante entender que, na maioria das vezes, essa decisão não acontece de forma isolada ou puramente racional. Frequentemente, ela está ligada a experiências emocionais intensas dentro do vínculo terapêutico, como frustração, sensação de não ser compreendido ou medo de se expor mais profundamente. É como se interromper fosse uma forma de se proteger antes que algo mais difícil aconteça.

Na prática clínica, o mais indicado não é interpretar essa interrupção como “falta de compromisso”, mas como um dado importante do processo. Sempre que possível, abrir espaço para uma conversa de encerramento pode ajudar a compreender o que levou à decisão. Mesmo quando o paciente já se afastou, um contato ético e cuidadoso pode oferecer a possibilidade de retomada ou, ao menos, de elaboração dessa saída.

Também é importante que o terapeuta reflita sobre o que pode ter sido mobilizado na relação. Não no sentido de se culpar, mas de ampliar a compreensão do caso. Muitas vezes, pequenas rupturas no vínculo, não nomeadas, podem se acumular e contribuir para o afastamento. Esse tipo de análise é fundamental para o desenvolvimento clínico.

Faz sentido se perguntar: houve algum momento em que o paciente demonstrou desconforto antes de interromper? Existiam sinais de afastamento que poderiam ter sido explorados? O que essa saída pode estar comunicando sobre a forma como ele lida com vínculos? E como você costuma reagir internamente quando isso acontece?

Com o tempo, aprender a lidar com interrupções faz parte do trabalho com esse público. Nem todos os processos terão continuidade, mas cada experiência pode contribuir para uma compreensão mais profunda e para a construção de vínculos mais consistentes nos próximos atendimentos.

Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3818 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.