O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sente que não consegu
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O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sente que não consegue confiar no terapeuta?
A dificuldade de confiar no terapeuta é comum no Transtorno de Personalidade Borderline e deve ser compreendida como parte do funcionamento relacional do paciente, não como resistência simples ao tratamento.
O primeiro passo é validar a experiência, reconhecendo que a desconfiança faz sentido dentro da história do paciente, sem interpretar isso como ataque pessoal. Essa validação reduz defensividade e favorece abertura.
Em seguida, é fundamental trazer a questão para o aqui e agora da relação terapêutica, explorando de forma direta o que levou o paciente a sentir perda de confiança. Muitas vezes, há interpretações, suposições ou experiências passadas sendo projetadas na relação atual.
A postura do terapeuta deve ser consistente, transparente e previsível. Mudanças bruscas, respostas ambíguas ou falta de clareza tendem a intensificar a desconfiança.
Também é importante não entrar em posição defensiva nem tentar “convencer” o paciente a confiar. A confiança, nesses casos, é construída gradualmente a partir de experiências repetidas de segurança na relação.
Quando necessário, o terapeuta pode nomear rupturas no vínculo e trabalhar sua reparação, mostrando que conflitos e dúvidas podem ser elaborados sem que haja abandono ou quebra da relação.
Abordagens como a Terapia Comportamental Dialética auxiliam no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional e manejo de relações interpessoais, o que contribui para a construção de confiança ao longo do processo.
Em síntese, o manejo envolve validação, transparência, consistência e uso técnico da relação terapêutica como espaço de construção gradual de confiança.
O primeiro passo é validar a experiência, reconhecendo que a desconfiança faz sentido dentro da história do paciente, sem interpretar isso como ataque pessoal. Essa validação reduz defensividade e favorece abertura.
Em seguida, é fundamental trazer a questão para o aqui e agora da relação terapêutica, explorando de forma direta o que levou o paciente a sentir perda de confiança. Muitas vezes, há interpretações, suposições ou experiências passadas sendo projetadas na relação atual.
A postura do terapeuta deve ser consistente, transparente e previsível. Mudanças bruscas, respostas ambíguas ou falta de clareza tendem a intensificar a desconfiança.
Também é importante não entrar em posição defensiva nem tentar “convencer” o paciente a confiar. A confiança, nesses casos, é construída gradualmente a partir de experiências repetidas de segurança na relação.
Quando necessário, o terapeuta pode nomear rupturas no vínculo e trabalhar sua reparação, mostrando que conflitos e dúvidas podem ser elaborados sem que haja abandono ou quebra da relação.
Abordagens como a Terapia Comportamental Dialética auxiliam no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional e manejo de relações interpessoais, o que contribui para a construção de confiança ao longo do processo.
Em síntese, o manejo envolve validação, transparência, consistência e uso técnico da relação terapêutica como espaço de construção gradual de confiança.
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