O que fazer se meu amigo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tiver uma amizade unilater

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O que fazer se meu amigo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tiver uma amizade unilateral comigo?
Olá, tudo bem? pode ser muito doloroso sentir que a amizade está sendo unilateral. No caso de alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), isso pode acontecer não por falta de carinho, mas porque a pessoa vive emoções muito intensas e tem medo de rejeição ou abandono. Às vezes, ela se afasta ou se envolve demais como forma de se proteger. O importante é tentar conversar com sinceridade, colocando seus sentimentos com calma e empatia, sem acusar. Dizer, por exemplo: ‘Eu gosto muito da nossa amizade, mas tenho sentido que só eu estou me esforçando. Será que podemos tentar equilibrar mais?
Também é essencial cuidar dos seus próprios limites — manter o que te faz bem e não se anular para sustentar o vínculo. A amizade só é saudável quando existe reciprocidade e respeito pelos dois lados. Um abraço!

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Se você perceber que a amizade com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se tornou unilateral, é importante agir com equilíbrio entre empatia e limites. Primeiro, reflita sobre seus próprios limites e necessidades, reconhecendo até onde consegue se envolver sem se desgastar. Em seguida, comunique-se de forma clara, direta e respeitosa, explicando como percebe a dinâmica da relação e quais comportamentos estão impactando você. Evite acusações e mantenha um tom neutro, focando em sentimentos e necessidades próprias. Estabelecer limites consistentes, sem ceder a pressões impulsivas, é essencial para preservar a relação e seu bem-estar. Quando necessário, considere reduzir gradualmente o envolvimento ou sugerir apoio terapêutico ao seu amigo, lembrando que você pode cuidar da amizade sem assumir responsabilidades emocionais que não lhe cabem.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Quando você descreve uma amizade “unilateral”, normalmente está falando de um desequilíbrio: você doa tempo, energia e presença, mas sente que suas necessidades, limites e até sua individualidade vão ficando em segundo plano. E, no caso de alguém com TPB, esse padrão pode aparecer porque a relação vira uma âncora emocional, como se o cérebro dele buscasse segurança em você com urgência, principalmente quando há medo de abandono, insegurança ou oscilações intensas. Isso ajuda a entender, mas não obriga você a aceitar um formato que te machuca.

O caminho mais útil costuma ser misturar empatia com limites claros e consistentes. Em vez de explicar mil vezes ou “sumir do nada”, que costuma acender ainda mais o alarme de rejeição, geralmente funciona melhor você ser direto, calmo e previsível: dizer o que você consegue oferecer e o que não consegue, e manter isso com firmeza. E um detalhe importante: quanto mais você entra no papel de “regulador emocional” dele, mais a amizade pode virar um ciclo de dependência, no qual ele busca alívio imediato e você fica exausto, com culpa por não conseguir sustentar.

Repare também em armadilhas comuns: responder por obrigação para evitar crise, dar garantias repetidas para aliviar ansiedade, aceitar invasões de privacidade, ou priorizar sempre o humor dele em detrimento do seu. Isso pode parecer “cuidado”, mas às vezes é como dar açúcar para um dente inflamado: alivia na hora e piora depois. Você pode acolher o sentimento sem alimentar o comportamento, algo como “eu entendo que isso te dá medo, mas eu não vou conseguir responder o tempo todo; eu volto a falar com você mais tarde”, e cumprir.

O que exatamente faz você sentir que é unilateral: ele só procura quando precisa, exige disponibilidade, te culpa quando você coloca limites, ou desconsidera seus problemas? Quando você diz “não”, ele reage com raiva, desespero, ameaças, ou tenta te prender com culpa? E você percebe que está ficando mais ansioso, cansado ou com medo de ser sincero?

Se ele já faz terapia, vale incentivar, de um jeito cuidadoso, que ele leve esse padrão para o espaço terapêutico, porque é lá que dá para trabalhar medo de abandono, regulação emocional e vínculos de forma mais profunda. E se você estiver se sentindo muito sobrecarregado, conversar com um psicólogo para se fortalecer em limites e comunicação pode ser bem útil também, sem transformar isso numa guerra. Caso precise, estou à disposição.

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