O que fazer se uma mulher autista com mutismo seletivo parecer estar regredindo?

3 respostas
O que fazer se uma mulher autista com mutismo seletivo parecer estar regredindo?
Dr. Pedro Dalla Zanello
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
É necessário investigar qual a função do mutismo na vida psiquica do sujeito em questão. Pode ser um mecanismo de defesa ou uma inibição

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante — e demonstra cuidado e sensibilidade com o que está acontecendo. Quando uma mulher autista com mutismo seletivo parece estar “regredindo”, o que geralmente está ocorrendo não é um retrocesso real, mas um sinal de sobrecarga. O sistema nervoso dela pode estar novamente interpretando o ambiente como ameaçador, mesmo que de forma sutil. Nessas horas, o corpo entra em modo de autoproteção — e, como antes, a fala é uma das primeiras funções a “desligar”.

Esse aparente retrocesso costuma vir depois de períodos de esforço excessivo para se comunicar, se adaptar ou corresponder às expectativas dos outros. É como se o cérebro dissesse: “Fiz o melhor que pude, mas agora preciso me recolher para não entrar em colapso.” Essa resposta não é falta de progresso, é o próprio corpo pedindo pausa. Você percebe se algo mudou recentemente — um ambiente, uma relação, uma rotina — que possa ter aumentado o nível de exigência emocional dela?

O importante é não reagir com cobrança, mas com segurança. Forçar, insistir ou interpretar o silêncio como desinteresse só reforça o medo e aumenta o bloqueio. O que realmente ajuda é restaurar o senso de previsibilidade e aceitação: oferecer presença tranquila, permitir o silêncio e validar o esforço que ela já fez. Às vezes, um olhar gentil comunica muito mais do que qualquer palavra. O que você acha que, para ela, transmite mais segurança: o tempo, o tom de voz ou a forma de estar junto?

Na terapia, trabalhamos exatamente esse equilíbrio — entre estímulo e acolhimento. O caminho não é “fazer falar”, mas criar condições para que o corpo entenda, de novo, que é seguro falar. E, quando isso acontece, a voz volta. Não porque alguém pediu, mas porque o sistema inteiro respirou alívio.

Esses momentos merecem cuidado e delicadeza. Se fizer sentido, posso te ajudar a pensar em estratégias que respeitem o ritmo dela e fortaleçam esse senso de segurança, sem forçar o processo.
Se parecer que ela está regredindo, é importante manter calma, não pressionar para falar e oferecer apoio emocional. Criar um ambiente seguro, usar comunicação alternativa (escrita, gestos) e identificar possíveis gatilhos de ansiedade ajuda a entender o que está acontecendo. Acompanhamento terapêutico pode orientar estratégias graduais para retomar a expressão verbal com segurança.

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