O que poderia ser? Não me sinto bem em certos lugares (curso, escola etc) eu diria que é timidez, ma

31 respostas
O que poderia ser? Não me sinto bem em certos lugares (curso, escola etc) eu diria que é timidez, mas parece que nem sempre é. O desconforto continua ali, principalmente se tenho que lidar com isso sozinho. O nervosismo mesmo, que deixa até minha voz trêmula, vem em momentos específicos. Tem muitas coisas que não entendo: nunca consigo ser próximo de alguém mesmo querendo, tenho poucos amigos que não tenho vontade de me esforçar pra manter a amizade, rotinas chatas me dá 0 motivação e me fizeram faltar por dias tanto no curso quanto na escola. Tudo isso me atrapalhou e me causou algum problema
 Weslley Sá Farias
Psicólogo, Psicanalista
Aracaju
Inicialmente, me parece existir um paradoxo, por um lado, você não quer lidar sozinho com o desconforto de estar nesses ambientes, por outro, não tem interesse manter os amigos que tem (estabelecer laços em um ambiente onde você não quer estar pode te sujeitar ao risco de evadir esses ambientes e sofrer com a ruptura dos laços?). Você diz que não se sente bem na escola e no curso, nem emprega esforço em suportar os momentos chatos neles. Então, prevalece uma dúvida no lugar de uma resposta: essa é realmente a vida que você quer viver, frequentando esse ambientes e seguindo os caminhos que eles tem a te oferecer?

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 Elianne Diz de Abreu
Psicanalista, Psicólogo
Natal
Bom dia. Você está dizendo que está sentindo desconforto e sofrimento e não reconhece a causa.
O primeiro passo já foi dado, reconhecer que sozinho não consegue se ajudar. Procure um/a psicanalista, através de sua fala, sua história narrada, ele ou ela, poderão desatar os nós e aos poucos, você se sentirá mais confortável com você mesmo e com os outros. Pela sua fala, é jovem. Há muito à frente, não adie a busca por ajuda.
E força! Vá procurar ajuda.
 Marília Torres De Queiroz
Psicólogo, Psicanalista
São José do Rio Preto
Olá
A construção da sensação de companhia de vida, não é construída somente com os outros nos meios sociais, mas também nós com nós mesmos. A sensação de solidão advém de uma não sensação de presença interna, o que tem a ver com a internalização de bons vínculos durante sua vida. Todas essas questões merecem ser cuidadas junto a um profissional de sua confiança. Aos poucos alem de ressignificar tais questões, em uma análise você vai poder viver junto a seu análista, um vínculo de vida, e esta conexão fértil vai aos poucos lhe nutrindo para que você tenha vontade genuína para buscar outra conexões.
Fique bem e procure ajuda:
Boa noite
Parecem ser sintomas mais atenuados de síndrome do pânico, mas somente com uma avaliação com médico e psicólogo para dizer com certeza. Abraços
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 Bárbara Lira
Psicólogo, Psicanalista
Barueri
Olá! Através do seu discurso percebe-se que está bastante angustiado com diversos fatores na sua vida atual, talvez desconexo dela, isolando-se cada vez mais. Acredito que o mais indicado é procurar um profissional psicólogo, o qual terá condições necessárias para ajudá-lo a entender e desenvolver essas questões, além de juntos conseguirem elaborá-las para ter uma melhor qualidade de vida. Fique bem.
 Alexandra Cavalheiro
Psicanalista
Niterói
Se respondermos a sua pergunta, estaríamos esquecendo a complexidade e importância que tem sua história e suas experiências. O que você quer para sua vida? Talvez você esteja no momento certo para começar uma análise e sua pergunta é disso a prova.
Apenas a travessia da análise irá criar condições para que você entenda seu problema. Mas há algumas pistas em sua fala. Este sentimento de inadequação que te impede de frequentar alguns espaços pode ser indício de transtorno de ansiedade social ou fobia social. Algum nível de ansiedade em público é aceitável e até esperado. Porém, quando o sujeito é tomado por um medo paralisante de se expor socialmente pode ser indicativo de uma estrutura fóbica. Esta afecção foi apontada por Hipócrates na Antiguidade. E no começo do século XX - por volta de 1903 - foi descrita por Pierre Janet. Alguns fóbicos sociais temem espaços específicos; outros são tomados por um horror a qualquer nível de exposição. Procure um psicanalista antes que esta questão se agigante e gere problemas importantes para sua vida: trabalho, relações de intimidade, familiar, etc.. Boa sorte!
 Tatiana Pitthan
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Seria importante conversar com psicanalista ou psicólogo para dar continuidade ao que relatou e poder descobrir o(s) porquê(s) dessa dificuldade em estar com outras pessoas e estabelecer convívio social, assim como os momentos em que é um desafio estar sozinha(o). Se conseguir ir colocando, aos poucos, pra fora o que, de fato, incomoda, poderá ir aliviando essa sensação de desconforto nos lugares e consigo mesma(o).
Não desanime! Invista tempo em você para melhorar sua vida!
 Gleiciane Bispo de Souza Alhagrassy
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, através do seu relato percebo que há ambiguidade na forma como você pensa e deseja em relação ao ambiente social, por um lado você pensa em ter relações sociais "nunca consigo ser próximo de alguém mesmo querendo", por outro voce não parece desejar vivenciar estas amizades"não tenho vontade de me esforçar pra manter a amizade". O processo de psicoterapia poderá contribuir para que você entenda o motivo pelo qual há esta ambiguidade, assim como entender o que há por trás dela. Além disso, a psicoterapia Psicanalítica poderá fazer com que você vivêncie dentro da análise uma relação saudável que poderá servir de espelho para as suas próximas. Boa sorte no seu processo.
Dra. Jiciléia Oliveira
Psicólogo, Psicanalista
Taboão Da Serra
Olá! Sugiro que faça terapia para ter autoconhecimento e conseguir identificar essas questões.
 Daniel Strucchi
Terapeuta complementar, Psicanalista
Rio de Janeiro
Os sintomas que você descreve podem indicar a presença de um transtorno de ansiedade social, também conhecido como fobia social. A fobia social é caracterizada por medo intenso e desproporcional de situações sociais ou de performance, que pode levar a evitação de situações sociais e dificuldades significativas na vida diária. Alguns dos sintomas comuns incluem ansiedade excessiva antes de uma situação social, vergonha excessiva, dificuldade em se relacionar com outras pessoas, dificuldade em falar em público e dificuldade em fazer amigos.
É importante procurar ajuda profissional para tratar esses sintomas. Um psiquiatra ou psicólogo poderá fazer um diagnóstico preciso e recomendar o tratamento adequado. O tratamento para a fobia social geralmente inclui terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda a mudar os pensamentos e comportamentos que contribuem para a ansiedade social. Medicações como ansiolíticos e antidepressivos também podem ser recomendadas para ajudar a controlar os sintomas.
Mantenha-se forte e lembre-se que é possível superar esses problemas. Busque ajuda e seja honesto e aberto sobre como você se sente com o profissional, ele poderá te guiar e ajudar a superar esses problemas.
 José Erasmo  Siqueira Lima
Psicanalista
São Paulo
Olá, a partir do seu relato, é possível apontar algumas questões como possibilidades. O seu comportamento diante dos outros, apresenta uma certa dificuldade com a socialização que pode estar vinculado ao medo da exposição, “sintoma”, que precisa ser aprofundado para que você venha compreender essa condição, e possa enxergar novas possibilidades de caminhos para construção de vínculos saudáveis, e uma vida social equilibrada. E como você mesmo relata, fica mais difícil quando está sozinho, chegando a causar crise de ansiedade.

Recomendo urgentemente procurar um psicanalista ou psicólogo para trabalhar esses sintomas, os quais sozinho é impossível se chegar a bons resultados.
 Ivandro Florêncio
Psicanalista, Terapeuta complementar
Itatiba
Pelo o que você escreveu não há um grande esforço da sua parte para manter as amizades. Dentro da convivência em sociedade percebemos que esta relação solicita trocas e cuidados, para manter e reforçar a relação. Como seria para você partir de um ponto e começar a conservar formas de fortalecer estas relações?
 Ness Liendo
Psicanalista
Belo Horizonte
Os seus relatos sugerem que você pode estar vivenciando ansiedade social e dificuldades de relacionamento interpessoal. A timidez pode ser uma das causas, mas parece que há algo mais profundo e constante afetando o seu bem-estar nessas situações. É importante investigar junto a um profissional se há outras questões em sua história de vida que possam estar influenciando essas dificuldades, como traumas, experiências de exclusão social, inseguranças profundas, entre outras possibilidades.

Além disso, a sua falta de motivação para atividades rotineiras pode ser sinal de um desânimo generalizado, sintoma de um possível quadro de depressão. É importante que você se permita buscar ajuda profissional para investigar suas emoções e avaliar se há comorbidades envolvidas.

Compreender as raízes dessas dificuldades pode ajudá-lo a lidar melhor com elas, desenvolver estratégias mais assertivas para se relacionar com as outras pessoas e recuperar o prazer em atividades cotidianas.
 Eduardo Ruscalleda
Psicanalista
Campinas
Você já passou por algum processo terapêutico com um psicanalista? Muitos dos nossos comportamentos ocorrem em decorrência da nossa personalidade, que é moldada na nossa infância através da convivência com nossos familiares. Vejo que a terapia psicanalítica poderá te ajudar a compreender muito de como você enxerga e lida com o mundo, te fornecendo assim alternativas para que você possa ressignificar essas vivências.
Entendo que você está passando por um momento desafiador e se sentindo desconfortável em várias situações, o que pode estar afetando sua vida cotidiana e bem-estar emocional. É muito corajoso de sua parte buscar compreender esses sentimentos e procurar ajuda para lidar com eles.
As preocupações que você mencionou, como sentir-se desconfortável em certos lugares, nervosismo em momentos específicos, dificuldade em estabelecer relações próximas e falta de motivação para lidar com rotinas, podem estar relacionadas a várias questões emocionais e psicológicas.
Ansiedade Social: O nervosismo e desconforto que você sente em certos lugares e em situações específicas podem ser indicativos de ansiedade social. Isso é bastante comum e pode afetar a capacidade de uma pessoa de se sentir à vontade em situações sociais.
Introversão e Preferências Pessoais: Sentir-se mais confortável em ambientes tranquilos e ter poucos amigos não é necessariamente um problema. Pode ser uma manifestação de sua personalidade introvertida, o que é perfeitamente normal. No entanto, se isso está causando isolamento ou insatisfação, é importante encontrar um equilíbrio que funcione para você.
Falta de Motivação e Rotina Monótona: A falta de motivação pode ser um sintoma de depressão ou desinteresse nas atividades cotidianas. Às vezes, problemas emocionais subjacentes podem se manifestar dessa forma.
Autocuidado e Busca de Ajuda Profissional: É importante lembrar que buscar ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psicanalista, pode ser extremamente benéfico. Eles podem ajudá-lo a explorar esses sentimentos, entender suas causas e desenvolver estratégias para lidar com eles de maneira saudável.
Autoaceitação: Lembre-se de que todos têm suas próprias características e desafios. Aceitar-se e abraçar sua singularidade é um passo importante para o bem-estar emocional.
Você não está sozinho nessa jornada, e buscar apoio profissional pode ser um passo significativo em direção à compreensão e ao enfrentamento desses desafios. Lembre-se de que é um processo, e cada passo que você der em direção ao autocuidado e ao autodescobrimento é valioso. Estou aqui para apoiá-lo nessa jornada, e você merece o melhor cuidado e apoio para sua saúde mental.
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 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! É compreensível sentir desconforto em certos ambientes. Essa sensação pode ir além da timidez, refletindo uma dificuldade em se conectar com os outros e encontrar motivação. O nervosismo que você sente, especialmente quando está sozinho, pode estar ligado a uma ansiedade mais profunda. É natural ter poucos amigos e ainda assim desejar mais proximidade. O desafio de manter relacionamentos e o desinteresse por rotinas podem ser sinais de que você precisa de um espaço seguro para explorar suas emoções. Entretanto, buscar ajuda pode ser um caminho valioso para entender melhor essas experiências. Se precisar, estou à disposição.
 Adalgiza Cruz
Psicanalista
Vitória
Procure ajuda psicanalítica e dependendo da necessidade ajuda psiquiatra para ajustar estes sintomas.
 Amanda Vilani
Psicanalista
São Caetano do Sul
Olá! Porque você acha ruim ter que lidar com as coisas que acontecem na sua vida sozinho? Em algum momento, precisamos nos dar conta que somos responsáveis por nossas ações, e elas tem consequências, faltar por dias no curso e na escola te causou um problema, e você vai ter que resolvê-lo. Busque um atendimento psicanalítico e entenda melhor essas questões que te colocam em situações de tanta insegurança e nervosismo. Espero ter ajudado!
  Marcos  Boldrin
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
a terapia pode te ajudar
Respondendo a sua pergunta: O que poderia ser? Com certeza existem traumas em você que, nessas situações quando revividos por gatilhos externos, trazem comportamentos, sentimentos e pensamentos que surgem automaticamente. O trabalho é investigar esses traumas e aprender com eles, assim que estiverem esclarecidos, você terá opções de novas possibilidades e se sentirá mais leve e completo, independente do ambiente externo. Fico à disposição. Abraço.
É importante procurar uma psicanalista para investigar o desconforto no contato com o mundo, por vezes esse contato pode trazer a tona algumas angustias.
 Patricia Rodrigues
Psicanalista
Caraguatatuba
Ola boa tarde, é necessário sessões de psicanalise, para acessar bloqueios que estão guardados no inconsciente, até sonhos são respostas ou a falta deles... tudo é analisado... te convido para uma sessão. att Psicanalista Patricia Rodrigues
 Rode Ziembick
Psicanalista
São Paulo

O que você traz aqui é muito importante — e sinto que há um esforço genuíno seu em tentar entender o que se passa. Esse desconforto que aparece em determinados espaços, como curso ou escola, e que não se explica completamente pela timidez, já mostra que há algo que merece ser escutado com mais profundidade.

Na psicanálise, não partimos de diagnósticos ou classificações para entender um sujeito. A pergunta que se abre aqui não é “o que eu tenho?”, mas sim “o que está acontecendo comigo quando eu estou nesses lugares?” — e mais: “o que está em jogo para mim, quando preciso estar com o outro, manter vínculos ou me expor?”

Você fala de nervosismo, da voz que treme, da dificuldade em sustentar vínculos mesmo quando existe desejo por eles… Tudo isso aponta para um conflito psíquico que talvez ainda não tenha palavras, mas que já se manifesta no corpo, nos afetos, nos atos — como as faltas ou a desmotivação, por exemplo.

Nada disso significa que há algo "errado" com você. Ao contrário: significa que há algo que precisa de espaço para ser nomeado, elaborado, escutado com tempo e cuidado. E esse espaço pode ser exatamente esse que estamos construindo aqui.

O sofrimento que você menciona — inclusive o que ficou como consequência nos estudos, nas amizades — não precisa ser carregado sozinho. O trabalho analítico pode justamente te ajudar a dar sentido a essas vivências, a descobrir o que está por trás desse mal-estar e, quem sabe, a encontrar formas mais possíveis de lidar com ele.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista.
Olá,

Você inicia com uma indagação importante: "O que poderia ser?", sugiro que você procure a ajuda de um/a profissional que possa te acompanhar e te ajudar com estas questões de sua vida tão importantes.
 Adriana Latance
Psicanalista
Sorocaba
Olá,
Faça terapia, vai te ajudar muito na compreensão destas angustias e emoções.
Dr. Jaime Kuhn
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Leopoldo
O que você descreve pode envolver diferentes aspectos da vida emocional e social, e nem sempre se trata apenas de timidez. Sentir desconforto em certos lugares, nervosismo intenso, dificuldade em criar laços próximos e falta de motivação em rotinas repetitivas pode estar ligado a padrões emocionais e experiências passadas, que moldam como você se relaciona consigo mesmo e com os outros.

Na psicanálise, busca-se compreender a origem desses padrões, muitas vezes inconscientes, que influenciam a maneira como você se comporta e sente. O objetivo é:

Entender por que certos lugares ou situações geram ansiedade;

Explorar a dificuldade em criar e manter vínculos, respeitando seu jeito de se relacionar;

Identificar o que bloqueia a motivação e encontrar formas de lidar com tarefas ou rotinas sem se sobrecarregar emocionalmente.

Mesmo que essas experiências tenham causado dificuldades no passado, o acompanhamento terapêutico ajuda a compreender a si mesmo com mais clareza, desenvolver estratégias de enfrentamento e construir relações e hábitos que respeitem seu ritmo e suas necessidades.
que você descreve vai além de timidez. O desconforto persistente em certos ambientes, o nervosismo que surge em momentos específicos, a voz trêmula, a dificuldade de se aproximar mesmo desejando vínculo e a falta de motivação para rotinas indicam um funcionamento marcado por ansiedade, evitação e desgaste emocional. Quando precisa lidar com isso sozinho, o corpo entra em estado de alerta e responde com sintomas físicos e bloqueio. Isso não é preguiça nem desinteresse, é um modo de defesa que acaba gerando faltas, afastamento e prejuízos. Em um processo terapêutico, esse padrão pode ser compreendido, nomeado e trabalhado, ajudando você a construir formas mais seguras de estar nos ambientes e nos vínculos.
A aversão às rotinas “chatas” e a perda total de motivação, a ponto de faltar dias inteiros, pode estar ligada a uma relação complicada com a exigência, a obrigação e o desempenho. Em muitos casos, isso aparece quando a rotina é vivida não como algo estruturante, mas como algo opressor, que toca sentimentos de vazio, inadequação ou falta de sentido. O corpo e o psiquismo respondem com recuo, desistência, ausência.
Na psicanálise, não se olha isso como preguiça, imaturidade ou falha de caráter, mas como sinais de que algo do desejo está bloqueado, confuso ou em conflito. Quando o sujeito não encontra um lugar simbólico onde se sinta minimamente seguro para existir, aprender e se relacionar, o sofrimento aparece justamente nesses pontos: escola, curso, relações, projetos.
Tudo isso, sim, pode gerar prejuízos emocionais, acadêmicos e sociais, mas é importante dizer que nada disso define quem você é. São modos de funcionamento que podem ser compreendidos, elaborados e transformados ao longo de um processo de escuta e elaboração psíquica.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar na compreensão dessas experiências, ajudando a dar sentido ao que hoje aparece como confuso ou paralisante. A psicanálise não busca te encaixar em rótulos, mas oferecer um espaço seguro para que você possa se entender, se autorizar a desejar e construir formas mais possíveis de estar no mundo, no seu tempo e do seu jeito.
É muito importante que você saiba que esse conjunto de sensações que você descreve — o desconforto persistente em ambientes sociais, a voz trêmula, a dificuldade em criar vínculos profundos e a total falta de motivação diante de rotinas repetitivas — aponta para algo que vai muito além de uma simples timidez. Na psicanálise e na psicologia, entendemos que o nervosismo específico que trava a sua voz é um sinal de que sua mente percebe esses ambientes como ameaçadores ou invasivos, gerando uma sobrecarga sensorial e emocional que é difícil de processar sem apoio. Esse isolamento que você sente, mesmo querendo ser próximo de alguém, sugere que existe uma barreira invisível entre o seu mundo interno e o externo, onde o esforço para interagir consome tanta energia que acaba não sobrando vontade para manter as amizades que já existem.

Essa falta de motivação absoluta para rotinas chatas, a ponto de te fazer faltar por dias, pode indicar que seu cérebro funciona de uma maneira diferente da esperada pelo sistema escolar ou profissional tradicional. Muitas vezes, o que chamamos de desânimo é, na verdade, uma exaustão por tentar se encaixar em moldes que não respeitam o seu ritmo ou a sua forma de processar informações. Esse padrão de comportamento é frequentemente observado em quadros de ansiedade social, mas também pode estar relacionado a condições de neurodivergência, como o transtorno do espectro autista em níveis leves ou o transtorno de déficit de atenção, onde a interação social e a monotonia são vividas com um peso muito maior do que para a maioria das pessoas.

O fato de você não entender o que acontece e sentir que isso atrapalha sua vida é o sinal de que você precisa de um espaço de escuta profissional e acolhedor para investigar essas causas sem se culpar. Não conseguir se esforçar para manter amizades pode não ser desleixo, mas sim um sintoma de que você está operando no limite da sua reserva de energia psíquica. O primeiro passo para melhorar é parar de se cobrar uma normalidade que te causa sofrimento e começar a buscar respostas que ajudem a nomear o que você vive, transformando esse desconforto em autoconhecimento. Ao entender como sua mente funciona e quais são os seus limites, você poderá construir uma rotina que faça sentido para você, diminuindo a ansiedade e permitindo que as conexões com as pessoas aconteçam de forma mais natural e menos exaustiva.

Espero ter ajudado! Fique bem!

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