Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

5 respostas


Entendo como isso pode ser cansativo. Anotar pensamentos e desejos pode ser algo comum, mas quando vira um impulso e começa a gerar ansiedade, medo de esquecer ou sensação de que você “precisa” fazer isso, vale olhar com mais atenção. Na terapia, eu te ajudaria a entender o que está por trás desse impulso e a encontrar formas mais leves de lidar com esses pensamentos, sem precisar ficar presa a eles.

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Olá, tudo bem? Li com atenção o que você compartilhou, e há algo interessante nessa pergunta: você já reconhece, racionalmente, que esses pensamentos não são reais, mas ainda assim sente o impulso de segui-los. Isso costuma acontecer quando um pensamento cumpre uma função emocional, mesmo sem fazer sentido lógico. Anotar essas comparações e desejos pode funcionar como uma tentativa de organizar ou aliviar uma ansiedade de fundo, ligada à sensação de não ser ou não ter o suficiente. O detalhe de você jogar fora o papel, e não guardar mais como antes, também é um dado importante: pode ser um sinal de que parte de você já está tentando se distanciar desse padrão, mesmo sem saber exatamente como. O problema não é comparar-se ocasionalmente (isso é humano), mas quando esse hábito começa a consumir espaço mental a ponto de te fazer esquecer coisas importantes. Vale investigar o que essas comparações estão tentando compensar: um vazio, uma insegurança específica, ou uma forma de fugir de outra preocupação. Você percebe em que momentos esse impulso fica mais forte, quando está entediada, ansiosa, ou sozinha? E o que você imagina que aconteceria se, em vez de anotar, você apenas observasse o pensamento passar sem agir sobre ele? Vale explorar isso com mais profundidade em terapia. Caso precise, estou à disposição.

Helio Martins

Helio Martins

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Oi, tudo bem? Isso costuma acontecer quando um pensamento vira uma espécie de hábito mental, mesmo você sabendo que não é real. Anotar e depois jogar fora pode ser uma forma de tentar organizar uma ansiedade que vem de outro lugar, talvez a sensação de não ter ou não ser o suficiente. O problema não é pensar nisso às vezes, mas quando esse hábito toma espaço a ponto de te fazer esquecer coisas importantes. Você percebe em quais momentos esse impulso fica mais forte? Vale entender isso melhor em terapia. Caso precise, estou à disposição.

Bianca Pacheco

Bianca Pacheco

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, tudo bem? Esse tipo de pensamento, mesmo sendo fantasioso, costuma cumprir uma função: ele te dá algo para focar quando a ansiedade aparece. O detalhe de você jogar fora o papel agora, ao invés de guardar como antes, é um sinal positivo, mostra que uma parte sua já está questionando esse padrão. Vale acompanhar quando esse impulso aparece mais e o que ele está tentando aliviar por trás. Você sente que esse hábito piora em dias mais estressantes? Vale trazer isso para a terapia. Caso precise, estou à disposição.

Isabelle Emilia Bezerra Dantas

Isabelle Emilia Bezerra Dantas

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Sim, é normal, se por normal entendermos que é muito frequente. Mas isso não significa que é bom. Ocorre que, neste nosso mundo organizado pelo capitalismo, somos bombardeados com ofertas (o que ter, como ser, o que pensar etc.) o tempo todo, pois cada um de nós é visto como um consumidor em potencial. Se não damos um passo atrás para respirar e refletir sobre o que genuinamente desejamos, tendemos a aceitar as ofertas antes mesmo de abrir espaço para sentir qualquer falta ou necessidade.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.