Oi, possuo TGA e faço uso do Luvox 50mg há 2 meses, sinto muito pouco os sintomas. O que mais me incomoda
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Oi, possuo TGA e faço uso do Luvox 50mg há 2 meses, sinto muito pouco os sintomas. O que mais me incomoda atualmente é acordar com a sensação do coração acelerado, logo após de levantar passa. Não uso mais Rivotril há 1 mês, só de SOS, nesse mês foi apenas 1x. Ja fui ao cardiologista e meus exames foi ok. O que devo fazer?
Olá,
Acredito que pode ser efeito colateral do Luvox, entretanto deve-se avaliar o custo benefício, se você está bem e consegue lidar bem em levantar e ficar bem, penso que esse efeito colateral é mínimo, porém se incomodar demais, pode ser tentado nova medicação. Espero ter ajudado.
Att.
Dr. Felipe A. Aragão
Acredito que pode ser efeito colateral do Luvox, entretanto deve-se avaliar o custo benefício, se você está bem e consegue lidar bem em levantar e ficar bem, penso que esse efeito colateral é mínimo, porém se incomodar demais, pode ser tentado nova medicação. Espero ter ajudado.
Att.
Dr. Felipe A. Aragão
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Todas as medicações trás algum tipo de efeitos colaterais. Precisa de um algum tempo para adaptação no organismo. Recomendo se persistir os incômodos deverá retornar seu médico. É fundamental que tenha um acompanhamento psicológico.
As medicações são importantes em casos agudos e crônicos. Mas se você não estiver fazendo tratamento psicoterápico, os remédios não resolverão a causa que disparou a Ansiedade, levando-a ao Transtorno. Sem a psicoterapia, os remédios trarão dependência quimica e psicológica.
Prezado(a),
uma das maiores dificuldades das pessoas com tendência à ansiedade (ou obsessividade) é a constante vigilância de sutis alterações corporais, o que pode levar à hipocondria.
Não é incomum um paciente ansioso-obsessivo passar por cirurgias desnecessárias.
Se der para tolerar essas alterações, com o tempo elas incomodarão menos.
Fique bem!
Abraços.
uma das maiores dificuldades das pessoas com tendência à ansiedade (ou obsessividade) é a constante vigilância de sutis alterações corporais, o que pode levar à hipocondria.
Não é incomum um paciente ansioso-obsessivo passar por cirurgias desnecessárias.
Se der para tolerar essas alterações, com o tempo elas incomodarão menos.
Fique bem!
Abraços.
A sensação de “acordar com o coração acelerado” pode acontecer mesmo com exames cardiológicos normais e, em pessoas com transtorno de ansiedade, costuma ter algumas explicações frequentes. Durante o despertar há um aumento natural de adrenalina e cortisol, que prepara o corpo para levantar e pode acelerar o coração por alguns minutos. Quando isso se soma a ansiedade (inclusive ansiedade antecipatória ao acordar), sono ruim, pesadelos, desidratação, cafeína, álcool, nicotina ou noites mal dormidas, a percepção dos batimentos pode ficar mais intensa. Além disso, após reduzir ou suspender benzodiazepínicos como o clonazepam (Rivotril), algumas pessoas podem ter um período de “rebote” de sintomas autonômicos (como palpitações ao despertar), que tende a ser transitório, especialmente quando o uso passa a ser apenas eventual.
No caso do Luvox (fluvoxamina), após cerca de 6 a 8 semanas muitas pessoas já percebem melhora, mas ajustes de dose e avaliação de efeitos no sono e na ativação matinal podem ser necessários. Isso não significa que “há algo grave”, e sim que é um ponto para ser revisado com o médico que acompanha sua ansiedade para diferenciar: palpitação ligada ao despertar e ansiedade; efeito colateral ou adaptação ao antidepressivo; qualidade do sono e rotina; e outras causas clínicas comuns (por exemplo, alterações de tireoide, anemia, desidratação, apneia do sono, uso de estimulantes). Não é possível definir a causa exata apenas por aqui, mas como seus exames cardiológicos estão normais e o sintoma é breve e melhora logo após levantar, muitas vezes o quadro é benigno e relacionado a fatores do despertar e do sistema nervoso autônomo.
O que costuma ajudar, de forma geral e segura, é observar padrões e reduzir gatilhos: manter horários regulares de sono; evitar cafeína e energéticos a partir da tarde; evitar álcool próximo ao horário de dormir; garantir hidratação adequada; e adotar uma rotina de desaceleração antes de deitar. Ao acordar, levantar mais lentamente, fazer algumas respirações lentas e profundas e evitar checar imediatamente batimentos ou pressionar-se para “controlar” o sintoma pode reduzir a perpetuação pela ansiedade. Registrar por 1 a 2 semanas em que dias acontece, duração, se houve cafeína/álcool, estresse, noites ruins, pode ser muito útil na consulta.
Como encaminhamento responsável, vale conversar com seu psiquiatra ou médico assistente para revisar: se o Luvox está na melhor dose para você, se há impacto no sono, e se é o momento de intensificar estratégias não medicamentosas (como psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental, e técnicas de manejo da ansiedade). Também pode ser pertinente discutir se há necessidade de checar causas clínicas gerais, caso não tenha sido feito recentemente (por exemplo, hemograma e função tireoidiana), sempre a critério do seu médico.
Procure avaliação mais urgente se surgirem sinais de alerta como dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou quase desmaio, palpitação que dure muitos minutos sem melhorar, batimentos muito irregulares, ou se os episódios passarem a ocorrer em repouso e com piora progressiva. Fora isso, como o sintoma é curto e você já foi ao cardiologista com exames normais, a próxima etapa mais razoável costuma ser alinhar o acompanhamento com o profissional que trata a ansiedade para ajustar o plano de cuidado.
No caso do Luvox (fluvoxamina), após cerca de 6 a 8 semanas muitas pessoas já percebem melhora, mas ajustes de dose e avaliação de efeitos no sono e na ativação matinal podem ser necessários. Isso não significa que “há algo grave”, e sim que é um ponto para ser revisado com o médico que acompanha sua ansiedade para diferenciar: palpitação ligada ao despertar e ansiedade; efeito colateral ou adaptação ao antidepressivo; qualidade do sono e rotina; e outras causas clínicas comuns (por exemplo, alterações de tireoide, anemia, desidratação, apneia do sono, uso de estimulantes). Não é possível definir a causa exata apenas por aqui, mas como seus exames cardiológicos estão normais e o sintoma é breve e melhora logo após levantar, muitas vezes o quadro é benigno e relacionado a fatores do despertar e do sistema nervoso autônomo.
O que costuma ajudar, de forma geral e segura, é observar padrões e reduzir gatilhos: manter horários regulares de sono; evitar cafeína e energéticos a partir da tarde; evitar álcool próximo ao horário de dormir; garantir hidratação adequada; e adotar uma rotina de desaceleração antes de deitar. Ao acordar, levantar mais lentamente, fazer algumas respirações lentas e profundas e evitar checar imediatamente batimentos ou pressionar-se para “controlar” o sintoma pode reduzir a perpetuação pela ansiedade. Registrar por 1 a 2 semanas em que dias acontece, duração, se houve cafeína/álcool, estresse, noites ruins, pode ser muito útil na consulta.
Como encaminhamento responsável, vale conversar com seu psiquiatra ou médico assistente para revisar: se o Luvox está na melhor dose para você, se há impacto no sono, e se é o momento de intensificar estratégias não medicamentosas (como psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental, e técnicas de manejo da ansiedade). Também pode ser pertinente discutir se há necessidade de checar causas clínicas gerais, caso não tenha sido feito recentemente (por exemplo, hemograma e função tireoidiana), sempre a critério do seu médico.
Procure avaliação mais urgente se surgirem sinais de alerta como dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou quase desmaio, palpitação que dure muitos minutos sem melhorar, batimentos muito irregulares, ou se os episódios passarem a ocorrer em repouso e com piora progressiva. Fora isso, como o sintoma é curto e você já foi ao cardiologista com exames normais, a próxima etapa mais razoável costuma ser alinhar o acompanhamento com o profissional que trata a ansiedade para ajustar o plano de cuidado.
Isso é ansiedade residual/hiperativação matinal, comum no TGA.
Mantenha o Luvox, evite cafeína ao acordar e converse com seu médico sobre ajuste de dose ou terapia cognitivo-comportamental.
Mantenha o Luvox, evite cafeína ao acordar e converse com seu médico sobre ajuste de dose ou terapia cognitivo-comportamental.
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