Olá! Estou passando por dias difíceis. Estou trabalhando com atendimento ao público para ser preci

8 respostas
Olá!
Estou passando por dias difíceis.
Estou trabalhando com atendimento ao público para ser precisa como operadora de caixa. Não tenho diagnóstico, mas tudo me faz pensar que tenho ansiedade social não sei se chega a ser um transtorno. Na minha infância e adolescência sofri bastante bullying relacionado a minha aparência hoje estou melhor com isso a minha aparência me agrada mais, mais sofro as consequências sou insegura e me cobro demais. Me julgo ser estranha, mas não apenas eu me chamam de medida, séria quieta e até acham que estou com raiva, mas sou uma pessoa com um bom coração e essas vem de clientes e isso me faz desanimar sempre que sinto uma melhora esse comentário vem e não tenho controle para lidar com isso me faz querer parar parece que meu jeito de ser é está no mundo incomoda as pessoas e elas fazem questão de falar isso o que só piora a ansiedade e eu sei que posso sim está sendo estranha, mais só estou ansiosa. Eu sou uma boa pessoa, não sou metida e nem desinteressada não sei por se incomodam tanto comigo. Quero aprender a me acolhe, me aceitar de tal forma que esses comentários, mas é difícil quanto estou tentando me curar e só reforçam esse medo. Existe solução para isso ou sempre o meu jeito de ser vai incomoda é difícil conseguir melhorar assim e ainda tem os sintomas a mão tremendo e fico desajeitada. O caminho da cura é me aceitar como lidar com esse tratamento das pessoas. Isso me faz querer desistir do emprego.
 Camila Ferrari
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve é um ciclo exaustivo: você se esforça para estar bem, mas o comentário de um estranho 'atropela' sua melhora.

Pela psicanálise, o que você vive no caixa do mercado não é apenas sobre o agora. O bullying na infância e adolescência cria uma espécie de 'lente' pela qual a gente enxerga o mundo. Se lá atrás você foi levada a acreditar que era estranha ou inadequada, hoje o seu corpo reage a qualquer olhar externo como se fosse um novo ataque.

Aqui estão alguns pontos para você começar a respirar mais aliviada:

A 'cara de brava' e a armadura: Muitas vezes, quem sofreu bullying desenvolve uma fisionomia mais séria ou fechada sem perceber. Não é porque você é 'metida', é uma defesa. O seu corpo está tentando te proteger de um mundo que já foi hostil com você. Os clientes não veem seu coração, eles veem a sua armadura.

O sintoma no corpo: A mão que treme e o jeito desajeitado são sinais de que a sua ansiedade está tentando 'falar' por você. Quando a gente se cobra demais para parecer normal, o corpo acaba denunciando o esforço.

O caminho não é só aceitação, é compreensão: Você pergunta se o seu jeito sempre vai incomodar. A resposta é: as pessoas sempre vão projetar coisas em você, especialmente no atendimento ao público. O segredo não é mudar para agradar o cliente, mas entender que o comentário dele diz muito sobre a pressa e a falta de educação dele, e não sobre a sua essência.

Existe solução, sim. A terapia não vai te transformar em uma pessoa 'extrovertida e perfeita', mas vai te ajudar a descolar a opinião dos outros da sua própria identidade. Quando você entende por que precisa dessa 'armadura', ela começa a ficar mais leve e, aos poucos, você para de tremer porque para de se sentir em um campo de batalha.

Não desista de você. O que você chama de 'estranheza' talvez seja apenas a sua singularidade tentando encontrar um lugar seguro para aparecer.

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 Nathália de Oliveira
Psicólogo
São Carlos
Você parece possuir uma longa trajetória de desafios ligados aos conflitos nas relações sociais. O seu relato parecer apontar em boa medida para problemas sociais estruturais que incidem sobre seu senso de pertencimento. É falar mais sobre isso para que possa haver caminhos alternativos.
Olá! Obrigada por compartilhar como se sente. É natural se sentir ansiosa e insegura quando críticas externas tocam feridas antigas, mas isso não define quem você é. Seu jeito de ser não é “errado” — é apenas você enfrentando situações difíceis. É importante lembrar que a forma como os outros interpretam você não define quem você é. Algumas pessoas podem julgar por aparência ou comportamento, mas isso reflete mais a visão delas do que o seu valor. Aprender a se aceitar e se acolher leva tempo, e envolve reconhecer seus esforços, suas qualidades e que sentir ansiedade não te torna “estranha” ou incapaz. Pequenos passos de autoaceitação, como se elogiar por situações que você enfrentou mesmo ansiosa, já ajudam a fortalecer sua confiança. Também é fundamental procurar apoio profissional. Um psicólogo pode ajudar você a entender melhor seus gatilhos de ansiedade, trabalhar a autocrítica e ensinar estratégias práticas para lidar com os comentários e situações difíceis no trabalho. Com acompanhamento, é possível reduzir sintomas físicos, se sentir mais segura e aprender a se colocar no mundo sem medo constante do julgamento alheio. Você não precisa passar por isso sozinha, e buscar ajuda é um passo importante para se sentir mais leve e confiante.
OLá Bom dia, O que você descreve mostra o quanto essas experiências de bullying deixaram marcas profundas na forma como você se percebe, mesmo hoje estando mais satisfeita com a sua aparência. Trabalhar com atendimento ao público exige exposição constante, e quando já existe insegurança e medo de julgamento, cada comentário pode soar como confirmação de algo que você teme sobre si mesma. Os sintomas físicos, como tremor nas mãos e sensação de ficar desajeitada, são manifestações comuns da ansiedade — não significam que você é estranha ou inadequada, mas que seu corpo está reagindo ao estresse.

Existe, sim, caminho para melhorar isso, e você não precisa enfrentar sozinha. Um processo terapêutico pode ajudá-la a fortalecer sua autoestima, ressignificar essas experiências do passado e desenvolver recursos para lidar com críticas e interpretações dos outros sem que isso abale tanto quem você é. Aprender a se acolher é parte da cura, mas com apoio profissional esse percurso se torna mais seguro e estruturado, ajudando você a permanecer no trabalho com mais confiança e menos sofrimento. Se precisar de ajuda estou a disposição. Tente e Seja Feliz
Agradeço por compartilhar sua experiência. Percebo o quanto essa situação tem sido difícil e o quanto isso tem gerado sofrimento. Para que seja possível compreender melhor o seu caso, sua história e as dificuldades que você vem enfrentando, o mais indicado é agendar uma consulta. Assim, poderemos conversar com mais calma, oferecer uma escuta qualificada e pensar em caminhos de cuidado de forma adequada.
 Leila De Sousa Marques
Psicólogo
Engenheiro Coelho
Olá, querida!
Sinto muito por você passar por tudo isso.
Muitas vezes as marcas da infância são carregadas por nós na vida adulta. Mas sim, é possível você lidar com isso e alcançar leveza. Em alguns momentos precisamos de ajuda profissional para lidar com tais situações. No teu caso é principalmente a autoaceitação. A psicoterapia te proporcionará meios para o autoconhecimento e manejo das tuas inseguranças, mas também a respeitar os seus limites e compreender a unicidade de ser.

Com carinho,
Leila Marques
O que você está vivendo toca em feridas antigas da sua história, como o bullying e a insegurança, mas é importante perceber que são comentários de pessoas que não te conhecem, baseados apenas em uma primeira impressão rápida, que estão ganhando um peso enorme dentro de você, quase como se fossem uma verdade absoluta sobre quem você é. Clientes convivem com você por poucos minutos, em um contexto de trabalho, enquanto você está concentrada e possivelmente ansiosa, e isso não define a sua identidade. Quando alguém diz que você parece séria, metida ou quieta, isso pode falar mais sobre a expectativa daquela pessoa do que sobre você, mas como já existe uma dor ligada à rejeição, esses comentários ativam sua ansiedade e reforçam pensamentos de que há algo errado com você ou de que você incomoda as pessoas. Perceba como a opinião do outro acaba se tornando central a ponto de gerar tremor nas mãos, tensão e vontade de desistir do emprego. Talvez o caminho não seja mudar quem você é, mas entender por que a validação externa tem tanto peso na sua autoestima, e a terapia pode ajudar muito nesse processo, tanto para trabalhar a ansiedade social quanto para fortalecer sua segurança e aprender a diferenciar opinião de verdade, desenvolvendo recursos para lidar com esses comentários sem que eles te desestruturem. Existe possibilidade de melhora, mas ela passa por autoconhecimento e por construir uma base mais sólida sobre quem você é, independentemente das impressões momentâneas das pessoas.
O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade social, especialmente quando há medo intenso de julgamento, insegurança em interações e sintomas físicos como tremor nas mãos ou sensação de ficar “desajeitada” ao falar com outras pessoas.
Experiências de bullying na infância e adolescência podem deixar marcas profundas na autoestima e na forma como a pessoa interpreta o olhar dos outros. Muitas vezes, comentários de clientes ou colegas acabam ativando esse medo antigo de ser julgada ou rejeitada, reforçando pensamentos como “estão me achando estranha” ou “estou incomodando”.
Alguns sinais comuns da ansiedade social incluem:
medo de ser avaliada ou criticada
autocrítica excessiva
preocupação constante com a própria imagem
dificuldade em lidar com comentários ou olhares
sintomas físicos como tremor, tensão ou bloqueio ao falar
Isso não significa que seu jeito de ser incomoda as pessoas. Muitas vezes, pessoas mais reservadas ou quietas acabam sendo interpretadas de forma equivocada pelos outros.
A boa notícia é que existe tratamento e melhora significativa. A psicoterapia ajuda a trabalhar autoestima, autocompaixão, habilidades sociais e formas mais saudáveis de lidar com o medo de julgamento, além de reduzir os sintomas físicos da ansiedade.
Você não é “estranha” por sentir isso, e não precisa enfrentar esse processo sozinha. Se fizer sentido para você, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para fortalecer sua confiança e aprender a se posicionar no mundo com mais tranquilidade e autenticidade. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323

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