E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

15 respostas
E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?
 Camila Ferrari
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
Essa é uma excelente pergunta! Muita gente se sente 'presa' ao profissional logo de cara e acaba desistindo da terapia inteira porque não bateu o santo com aquele analista específico.

Na psicanálise, o que a gente chama de transferência (essa conexão entre analista e paciente) é o motor do tratamento. Se essa conexão não acontece, o trabalho fica muito difícil. Aqui estão três dicas para te ajudar a decidir:

Geralmente, a primeira sessão é carregada de ansiedade. Às vezes, o que você não gostou foi da situação, e não do profissional. Eu costumo sugerir que, se possível, você tente umas três sessões para entender se o estilo de escuta dele realmente não combina com você.

Às vezes, a gente não gosta do analista porque ele pontuou algo que nos incomodou (e que precisava ser dito). Mas, se o desconforto for com a postura, a falta de pontualidade, ou se você simplesmente não se sente seguro para falar, não precisa insistir.

Você está investindo seu tempo e dinheiro. É fundamental que você sinta que aquele profissional, embora possa te desafiar, está 'do seu lado'. Se você sente que precisa pisar em ovos ou que não é compreendido, procure outro.

O segredo é: Não desista da psicanálise por causa de um profissional. Às vezes, é como sapato: você precisa experimentar um ou dois até encontrar aquele que te permite caminhar com firmeza.

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 Adriana Soares
Psicanalista
Lagoa Santa
Seria importante conversar primeiro e entender qual o ponto do incômodo. Se você sentir que ele está te forçando a perdoar sua família ou invalidando sua dor, troque sem culpa. A análise deve ser um lugar de liberdade, não de nova opressão.
Importante perceber se foi desconforto inicial ou falta de confiança?
As primeiras sessões podem gerar estranhamento, o que é diferente de incompatibilidade real.
Se houver sensação de julgamento, desrespeito ou ausência de escuta, vale reconsiderar.
A relação terapêutica é parte central do processo, e precisa de um mínimo de confiança.
Se após algumas sessões você não se sentir à vontade, trocar pode ser saudável.
 Sarah Pereira
Psicanalista
Campina Grande
Se puder, tente falar sobre o que gera desconforto em você para o analista, pode haver algum tipo de abertura que faça ultrapassar esse "não gostar". Observe o que se move em você: mesmo o desconforto pode ser produtivo se vier acompanhado de pensamentos, afetos, lembranças... Se a sensação for de bloqueio total, paralisia ou desrespeito, procure outro profissional.

É importante considerar que a análise é um trabalho, não um encontro social. "Gostar" no sentido comum pode não ser o critério principal, o que importa é se há espaço para você ser ouvido e para o inconsciente trabalhar. Escolha com calma, mas não se obrigue a ficar onde não há possibilidade de vínculo.
A psicanálise não exige que você suporte um analista com quem não se senta minimamente acolhida (o). O processo analítico depende de uma base de confiança. Sem isso, o trabalho fica comprometido. Se desejar, posso te orientar sobre o que observar nas primeiras sessões para avaliar se o vínculo tem potencial clínico.
E, caso esteja buscando atendimento, também me coloco à disposição para oferecer um espaço ético, sigiloso e respeitoso, onde seu tempo e sua subjetividade serão prioridade.
É comum sentir estranhamento nas primeiras sessões, pois iniciar terapia envolve falar de aspectos pessoais com alguém ainda desconhecido. Muitas vezes, esse desconforto inicial faz parte do próprio processo de adaptação.

No entanto, o vínculo terapêutico é muito importante. Se, após algumas sessões, você perceber que não se sente à vontade, respeitado ou compreendido, é válido considerar procurar outro profissional. O mais importante é que você se sinta seguro para falar e ser escutado.
Dr. Jaime Kuhn
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Leopoldo
É relativamente comum sentir estranhamento nas primeiras sessões de terapia ou análise. No início, você ainda está conhecendo o profissional, o método de trabalho e também se adaptando a falar sobre aspectos pessoais da sua vida.

Por isso, muitas vezes vale a pena dar algumas sessões para observar se o vínculo terapêutico começa a se construir. A confiança e a sensação de segurança costumam surgir gradualmente.

Por outro lado, se após algumas sessões você continua se sentindo muito desconfortável, não compreendido ou percebe que não consegue se abrir, pode ser válido considerar procurar outro profissional. A qualidade da relação terapêutica é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento.
 Pedro Chaves
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Essa é uma dúvida muito comum e legítima, e faz todo sentido que você se pergunte sobre isso. O início de uma análise é um momento delicado, onde se encontra o estranho e o íntimo. O que você chama de "não gostar" pode ser, na verdade, uma reação à estranheza do setting, à figura do analista que não corresponde às suas expectativas conscientes, ou até mesmo uma resistência inicial ao próprio processo de se expor. Muitas vezes, o que nos incomoda no analista pode ser a chave para compreendermos algo sobre nós mesmos e nossos padrões de relação. Portanto, um certo desconforto inicial não é apenas normal, mas pode ser matéria-prima preciosa para o trabalho.

No entanto, é fundamental que você se sinta em um ambiente minimamente seguro e acolhedor para que a fala possa circular. Se a sensação de não se sentir compreendido ou a antipatia for muito intensa e persistente a ponto de bloquear qualquer possibilidade de associação livre, é um sinal a ser considerado Vale a pena, nas primeiras sessões, trazer exatamente esse sentimento para a conversa. Falar sobre o que te incomoda é um exercício valiosíssimo e pode desobstruir o caminho.

Se, após algumas tentativas de abordar o assunto, você sentir que a comunicação está permanentemente travada ou que há algo na postura do profissional que inviabiliza a confiança, trocar de analista não é um fracasso. É um ato de cuidado consigo mesmo. O importante é não desistir por causa de uma primeira experiência que não foi ideal. O setting analítico é um espaço único, e encontrar a pessoa com quem você consiga estabelecer essa parceria singular faz parte do processo. Confie na sua sensibilidade, mas dê a ela e ao trabalho um tempo para que possam se revelar.
 Eliel  Almeida
Psicanalista
Manaus
Gostei da pergunta, a primeira sessão é importantissima se nao conseguiu se sentir seguro(a) recomendo que procure outro, lembrando que não é a questao de "ir com a cara", ou nao gostei por que ele confrontou, pois cada situação exije um tipo de tratamento ou atuação.

EX: a cliente chegou chorando afirmando que a vida perdeu o sentido, pois em seu trabalho mudaram as coisas de lugar ou retiraram o que ela fazia. O profissional questinou se a dor foi porque tiraram ou por que ela nao se preparou para mudança?
nesse caso ela entendeu que ela nao se prearou e aceitou o tratamento.
Espero ter respondido de forma salutar
As primeiras sessões entrevistas preliminares possibilita construir vínculos, afinidades entre médico e paciente, esse conhecer (relação) ao modo ou estilo de cada médico (psicanalistas) depende e varia de cada profissional, porém a sugestão seria fazer algumas sessões e observar se a predisposição e exposição ao sintoma que é sempre dolorido e delicado para o paciente, poderá ser negligenciado e instaurar o abandono ao tratamento, outrossim, deve avaliar quanto ao médico (analista) se suas ações permeia e caminha por uma escuta profissional, coerente e com respaldo da clinica. Ainda, se o paciente visualizar caminhos tortuosos no médico que possa inibir falta de respeito, desconforto e conduta omissas com as práticas psicanalíticas (Análise pessoal, teoria e supervisão) deve procurar outro profissional.
Dra. Silvia Geraldi
Psicanalista, Terapeuta complementar
Curitiba
Muita gente fica com essa dúvida nas primeiras sessões. E ela é legítima.
Começar uma análise ou terapia não é como começar qualquer outro serviço. Você está entrando num espaço muito íntimo da sua vida. É natural observar, sentir, testar se ali existe segurança.
Nas primeiras sessões pode surgir um certo estranhamento. Você ainda não conhece o profissional, não sabe exatamente como ele trabalha e talvez ainda esteja medindo o quanto pode se abrir. Isso faz parte do processo.
Às vezes o desconforto não é com o analista, mas com o que começa a aparecer dentro de você. Quando assuntos sensíveis começam a ser tocados, é comum surgir vontade de recuar. Isso acontece com muitas pessoas.
Por isso, quando existe respeito, escuta e seriedade no trabalho, pode valer a pena dar algumas sessões para o vínculo se formar. Confiança não nasce pronta. Ela se constrói aos poucos.
Mas também é importante dizer algo com muita clareza. Nem todo profissional combina com todo paciente. E tudo bem.
Existem situações em que trocar de analista é a decisão mais saudável. Por exemplo, quando você se sente julgado, desrespeitado, ou quando sai das sessões com a sensação de que não foi realmente escutado. Se o espaço não transmite segurança emocional, o processo tende a travar.
A relação terapêutica é parte essencial do tratamento. Quando existe confiança, o trabalho flui. Quando não existe, a pessoa começa a se proteger e a análise perde profundidade.
Muitas pessoas encontram o profissional certo depois de duas ou até três tentativas. Isso é mais comum do que parece.
Se você estiver começando terapia, uma dica simples é observar três coisas nas primeiras sessões:
se você se sente respeitado, se existe espaço para falar livremente e se o profissional demonstra escuta real, não apenas respostas prontas.
Esses sinais costumam dizer muito sobre como esse processo pode caminhar.
A relação de segurança entre você e o profissional é muito importante para o sucesso da terapia.
Se tiveram duas sessões ou mais e a segurança na relação não está estabelecida é importante rever a relação e, ou, o profissional.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Boa tarde, obrigado pela sua pergunta! Isso pode acontecer. De fato, nas primeiras sessões, as vezes surgem sentimentos intensos ligados à transferência, quando emoções e experiências antigas são projetadas no analista. Também pode haver resistência, que faz o processo parecer desconfortável no início. Nem sempre é simples distinguir essas coisas de uma real falta de identificação. Seria importante você conversar sobre isso nas sessões e observar como se sente. Buscar ajuda profissional é muito importante, e a escolha deve considerar sua identificação com o terapeuta. Se desejar conversar mais, fico à disposição.
 Maria Carolina Passos
Psicanalista
Itapema
É importante que você se sinta à vontade com o(a) analista, já que a análise se sustenta na relação que se constrói ao longo das sessões.

Ao mesmo tempo, as primeiras impressões nem sempre dizem tudo: estranhamentos, resistências ou desconfortos também podem fazer parte do início do processo. Por isso, muitas vezes vale a pena dar algumas sessões pra observar como essa relação se desenvolve.

Se ainda assim você sentir que não há abertura ou confiança suficientes, buscar outro profissional pode ser um caminho legítimo.
Dra. Ana Sofia Lima
Psicanalista
Rio de Janeiro
O melhor é trocar. Vc não precisa permanecer com o profissional, se sentir bem e a vontade com o profissional é determinante para o sucesso da análise. Tuas questões mais delicadas precisam ser compartilhadaa por alguem que ofereça um espaço seguro para suas elaborações

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