Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada. Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho cre

9 respostas
Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada.

Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho crenças ou religiões. Por isso eu estive a procura de uma explicação científica para a sensação de morte que sinto antes de realmente alguém falecer. Parece que eu tenho uma "intuição" que maioria das vezes é um dia antes da notícia infeliz.
Eu andei dando uma pesquisada e a explicação mais lógica que eu achei é que talvez meu subconsciente percebe sinais nas pessoas? (luto antecipatório). Mas sinceramente, mesmo essa explicação me parece um pouco fantasiosa e sem sentido já que aconteceu de eu sentir isso sem ter contato muito próximo da pessoa.
Por isso eu queria opinião de profissionais que estudaram bem mais que eu.

Eu acredito que é apenas realmente coincidências infelizes ou até mesmo meu cérebro pregando uma peça comigo.
 Raquel Do Prado Xavier
Psicólogo, Psicanalista
Uberlândia
Olá, penso que você faria bem a si mesma se se dispusesse a passar por um processo terapêutico e pensar qual sentido de estar tão conectada à morte. Independente de qualquer religião ou crença, trata-se de um modo de sentir a vida e a morte muito particular seu e que merece uma escuta qualificada , até porque gera angústia.

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Pelo que você descreve, parece existir um conflito interno entre a sua parte mais racional e a forma como percebe e sente o mundo. Algumas pessoas têm mesmo uma sensibilidade maior para observar padrões, coincidências e sinais, especialmente em momentos de busca de sentido ou de maior envolvimento emocional. Isso não significa, por si só, algo patológico, mas vale observar se essas percepções trazem conforto ou angústia. Quando começam a gerar sofrimento, confusão ou atrapalhar relações e decisões, conversar com um profissional pode ajudar a organizar esses pensamentos com mais clareza e segurança.
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Entendo sua busca por uma explicação lógica, especialmente por ser uma pessoa cética. Entretanto, a ciência não tem uma explicação direta para o que você descreveu.
Se você sente incomodo ou quiser investigar mais a situação, do ponto de vista pessoal, minha orientação é fazer sessão com psicólogo, para entender o contexto, pensamentos associados, entre outros. Às vezes, o sentido está mais na sua história e nas suas experiências do que em uma explicação universal.
Um abraço.
Olá. Compreendo sua dúvida e é muito comum que nossa mente tente encontrar causalidade para sentimentos de angústia. O que você descreve como 'sensação de morte' muitas vezes é um sintoma físico de ansiedade (aperto no peito, inquietude) que surge espontaneamente.

Como seres humanos, temos dificuldade em lidar com o aleatório. Quando sentimos esse desconforto físico sem um motivo aparente e, logo depois, acontece um fato triste, nosso cérebro tenta 'acalmar' a angústia criando uma explicação: 'Ah, eu me sentia mal porque aquilo ia acontecer'. É um mecanismo de defesa para tentar ter controle sobre o incontrolável.

Se essas sensações estiverem te causando sofrimento ou medo constante, a terapia é o espaço ideal para racionalizar esses eventos. Espero ter ajudado!
Olá, como vai?
Neste caso, eu sugiro você procurar por psicoterapia, principalmente psicanálise, para você conversar com alguém sobre a sua particularidade. O que você descrever é algo único, a qual pode ser melhor elaborada a partir da escuta. Talvez você não encontre uma resposta ou motivo, mas provavelmente vai aceitar melhor e aprender a lidar com a angústia que a situação te gera.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, espero que você esteja bem. Essa sensação de “antecipar” uma morte pode ser muito angustiante, e é compreensível que você busque uma explicação mais clara para algo que te preocupa. Do ponto de vista psicológico, não há evidências de que exista uma capacidade de prever a morte de alguém. O que costuma acontecer é que o nosso cérebro cria conexões a partir de sinais sutis, lembranças, preocupações ou até coincidências que, quando associadas a um evento triste, passam a parecer muito significativas.

Quando vivemos algo impactante, o cérebro tenta dar sentido à experiência e isso pode gerar a sensação de que “já sabíamos”, mesmo quando não havia uma percepção consciente disso. A mente humana é muito sensível a padrões, mesmo quando eles não são intencionais ou objetivos.

Ainda assim, a angústia que aparece junto com essa sensação merece atenção. Às vezes, o que está por trás é um medo da perda, uma postura mais vigilante em relação ao sofrimento ou até mesmo uma tendência maior a antecipar cenários difíceis.

Se isso tem te inquietado, a terapia pode ser um espaço seguro para explorar essas percepções sem julgamentos, entendendo de onde vêm essas sensações e como elas se relacionam com sua história, seus vínculos e suas emoções.

Se quiser conversar sobre isso com mais calma, estou à disposição.
Olá.
Sua questão é interessante e seu ceticismo, aliado à busca por compreensão, é um ótimo ponto de partida. A psicanálise, de fato, não trabalha com explicações sobrenaturais, mas com a complexidade do inconsciente e dos laços afetivos.
Às vezes, eventos externos (a morte de alguém) ressoam com conflitos ou medos internos nossos de forma sincrônica, criando uma aparente relação de causalidade. O "pressentimento" pode ser, na verdade, um afeto pessoal (medo da perda, ansiedade sobre a finitude) que encontra uma correspondência no mundo externo por acaso, ganhando um peso enorme.
Sua hipótese do cérebro "pregar peças" é bastante certeira. A mente busca incessantemente criar narrativas e conexões, mesmo onde há apenas acaso. Explorar essa sua sensação em psicoterapia poderia revelar menos sobre "poderes intuitivos" e muito mais sobre sua relação única com a perda, o medo e a imprevisibilidade da vida.
Espero ter ajudado a pensar um pouco mais a sua questão, continue a investigação.
É compreensível que essa experiência te deixe desconfortável e curioso. Quando alguém relata uma sensação de “pressentimento” antes da morte de outra pessoa, a tentação é buscar uma explicação extraordinária, mas a psicologia trabalha justamente em entender como o cérebro cria essas vivências sem recorrer ao sobrenatural.

Do ponto de vista psicológico, a experiência que você descreve é compatível com alguns mecanismos cognitivos conhecidos. Um deles é a tendência humana de buscar padrões e conexões mesmo quando eles não existem de fato. Nosso cérebro é excelente em encontrar sentido em coincidências, e quando algo emocionalmente significativo acontece — como a morte de alguém — tendemos a olhar para trás e reinterpretar sensações vagas que tivemos antes, dando-lhes mais peso do que tinham na hora em que aconteceram. Isso não significa que você esteja “inventando” a sensação, mas sim que ela só se torna relevante depois do acontecimento. Na maior parte das vezes em que você teve um mal-estar, um pressentimento ou uma sensação ruim e nada aconteceu, o cérebro simplesmente não armazenou a experiência com a mesma força.

Além disso, emoções e sensações físicas podem surgir por diversos motivos: estresse acumulado, ansiedade, preocupações inconscientes, memórias reativadas por algum estímulo. Às vezes essas sensações aparecem justamente quando não estamos prestando atenção ao que as desencadeou, e por isso parecem surgir “do nada”. Se por coincidência um evento negativo acontece depois, nosso cérebro liga uma coisa à outra, mesmo que os dois fatos não estejam realmente relacionados.

Quando envolve alguém que estava doente ou passando por alguma situação difícil, mesmo que você não estivesse em contato próximo, é possível que pequenas informações tenham chegado a você indiretamente: tom de voz de outras pessoas, mudanças sutis no ambiente familiar, lembranças ativadas por conversas anteriores. Nosso inconsciente trabalha com pistas mínimas, e isso não tem nada de místico — é apenas a forma como o cérebro processa dados sem que a gente perceba.

Por fim, existe uma dimensão emocional importante: quando lidamos com perdas, mesmo que não sejam muito próximas, o tema da morte pode ficar mais presente na nossa mente. Isso pode aumentar episódios de apreensão ou mal-estar, que depois se alinham com acontecimentos reais de forma puramente acidental.

Nada disso significa que você está “imaginando coisas” nem que suas sensações não são válidas. Elas são reais para você, mas não necessariamente possuem uma ligação causal com a morte em si. Quando olhamos de forma técnica, a explicação mais consistente continua sendo uma mistura de coincidência, interpretação retrospectiva e funcionamento normal dos nossos processos cognitivos e emocionais.

Se essas sensações estiverem te causando sofrimento, ansiedade ou medo, conversar com um profissional presencialmente pode ajudar a explorar melhor o que acontece no seu corpo e na sua mente antes desses episódios. Mas pelo que você descreve, nada indica algo fora do comum do ponto de vista psicológico — apenas um fenômeno humano, compreensível e frequentemente mais simples do que parece.
Olá, tudo bem? Algumas abordagens científicas consideram que a intuição é a soma de nossa percepção aguçada sobre o meio que nos cerca, somado com nossas experiências de vida. Neste sentido, a intenção é uma forma do cérebro nos avisar sobre algo que ele captou e nós não prestamos atenção o suficiente. Espero ter ajudado!

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