Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro mu
Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro muito fortes, ao ponto de ficar com falta de ar e até chegar a ficar com as mãos enrijecidas. Fico com uma sensação pesada no coração e não consigo controlar essa tristeza que bate simplesmente do nada, e por mais que eu tente me acalmar isso dura bastante tempo. Normalmente sou uma pessoa que não consegue ter interesse por nenhum dos sexos e meio que tenho medo de tá muito próximo de alguém ou que alguém me toque. Posso até achar uma pessoa bonita mas nada ao ponto de querer namorar ou tocar aquela pessoa. Tenho nojo/agonia de tocar em outra pessoa, de tá muito próximo ao ponto de sentir o cheiro de alguém, não consigo comer ou beber em algo que alguém já tocou ou usou pq tenho muito nojo de tudo que envolve outra pessoa.
52 respostas
Olá A forma como nossa sexualidade é construída e moldada, é diretamente ligada com nossa psique. Como passamos e nos relacionamos até aqui, diz muito de como queremos nos relacionar ou não. Um exemplo clássico é que se alguém que viveu situações invasivas, não necessariamente um abuso sexual, mas uma situação que foi sentida pela pessoa como intrusiva, pode gerar aversão ao toque ou aproximação. Ou seja, nossas relações e como a percebemos moldam nosso jeito de querer se relacionar. Sugiro que encontre um profissional psicólogo de qualidade e que você consiga construir uma relação de confiança para cuidar dessas questões. E vale lembrar que não existe uma única maneira de existir, não é uma obrigação ter que se tocar, ou se interessar sexualmente por alguém. Você pode sentir prazer de outras formas, com seu trabalho, ao encontrar seus amigos, etc. Acolha seu momento e quem você está podendo ser agora, olha para isso com cuidado e um olhar compassivo, que se for algo que dentro de si, você sentir necessidade de mudança, junto a um profissional, vocês vão elaborar e transformar isso juntos. Fique bem.
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Olá, sinto muito por todo esse sofrimento que está passando, parece que nesse momento isso vem influenciando bastante sua qualidade de vida, o ideal seria procurar ajuda profissional, e falar com as pessoas que estão a sua volta. Não sei sua idade, nem seu gênero, mas em certos momentos da vida é difícil passar por todas as experiências sexuais, intimas e de vulnerabilidade, espero que fique bem, qualquer coisa fico a disposição, abraço.
Olá, muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, não é mesmo? A sexualidade, o corpo, os relacionamentos, tudo isso é uma parte importante na nossa vida que, ao compreender o seu funcionamento, podemos lidar com isso de forma saudável, sem que nos causa dor ou sofrimento. Embora você tenha trazido muitos elementos que podem ser pensados nesta questão, o melhor lugar para tratá-los é no setting terapêutico. Busque um Psicólogo para que juntos você possam descobrir o que está acontecendo. Fique bem, vai dar tudo certo.
Olá, apesar de você ter trazido bastante elementos que podemos pensar que existe um trauma, é importante verificar isso no setting terapêutico com ajuda de um psicólogo(a), pois dependendo do contexto cultural/social/religioso em que você desenvolveu sua personalidade e percepção de si e do mundo, é possível que seja apenas assexual (não tem desejos sexual). Existem muitos fatores para serem investigados, e muitas possibilidade de intervenção com ajuda de um especialista fica mais fácil entendimento. Trabalho com psicodrama, uma forma de teatro espontâneo e criativo, onde o indivíduo aprende a gerenciar seus vários papéis: Social, profissional e afetivo.
Olá! Deixo para você a reflexão: O que importa não é o que acontece, mas como você reage - Epicteto. A psicoterapia te ajudará a entender essas questões, tanto seus pensamentos, quanto seu comportamento, cujo objetivo será com que lide melhor com o que ocorre. Abraços!
Olá! Para responder aos seus questionamentos, é importante que seja feita a análise da sua história de vida. É na nossa história que encontramos muitas das respostas que desejamos. A partir dessa análise, facilitada por um profissional de psicologia, você poderá se entender melhor, aprender a lidar com os seus sentimentos e encontrar recursos para amenizar seu sofrimento. Cuide-se bem!
Oi! Talvez você possa se permitir a perguntar a si mesmo: o que me faz chorar nestas situações? Um psicólogo poderia te ajudar a olhar esta questão. Uma hipótese (para você começar a pensar, se quiser): o sentimento de culpa costuma nos fazer chorar. Está parecendo que a situação é como uma espécie de gatilho para você apresentar traços ansiosos, como a falta de ar, por exemplo. Vale lembrar que o medo é o afeto principal relacionado à ansiedade, e você relatou medo do contato mais próximo com outra pessoa, incluindo nojo e agonia. Você poderia procurar ajuda para investigar o que acontece com você, principalmente aquilo que mais estiver te incomodando e te dando prejuízos no seu bem-estar.
Olá! A psicoterapia irá te ajudar. No processo de autoconhecimento entenderá e identificará os pensamentos, os medos que podem estar ocasionando todos esses sentimentos e comportamentos. Procure um psicólogo e cuide de você!
Oie! Tudo bem? Isso que você está nos contando é bem complicado e delicado, mas acho que a resposta não é tão assustadora quando você pensa. O que acha de fazermos uma primeira consulta? Posso tentar te ajudar a encontrar mais clareza.
Olá, antes de qualquer coisa gostaria de dizer que sinto muito por estar passando por todo esse sofrimento. Respondendo a sua pergunta, cada um de nós somos muito diferentes um do outro, por isso, a resposta para sua pergunta é muito subjetiva e só você poderá se dar essa resposta quanto se permitir olhar para si mesmo, para suas emoções, refletir se já se sentiu assim antes em outras ocasiões além destas, onde surgiu este sentimento, etc. A nossa sexualidade é muito ampla e é construída através de vários elementos da nossa vivência. Caso queira, comece um tratamento psicoterapêutico, que poderá te auxiliar não só nestes questionamentos que propus, como na obtenção de autoconhecimento, para que você se perceba no sentido também de tudo bem eu não gosto de sexo, ou não, eu gosto e gostaria de trabalhar e entender o porque do nojo, e até mesmo descobrir que hoje não gosto, mas comecei a entender porque não gostava e estou começando a gostar... Estas respostas só você pode construir. Boa sorte.
Olá! A sexualidade é complexa e diversa. A psicoterapia pode ser uma forma de explorar esse tema e buscar entender o que se passa com você, num espaço sem julgamentos, dando atenção e acolhimento às suas vivências. Fico à disposição!
Olá, Tua angústia ao se tocar revelada pelo choro e seu nojo e falta de interesse para se relacionar sexualmente com outras pessoas indica um forte bloqueio em relação ao exercício da sexualidade. Como tais sintomas te causam espanto, comoção emocional e falta de clareza indicam que as motivações estão inconscientes. Para isto não se tem resposta objetiva. É necessário um empenho para que se desvencilhe destes sintomas. Importante buscar uma análise psicanalítica que te apoie a sair desta situação.
Olá, que turbilhão de sensação e sentimentos... sinto muito que você se sinta assim, a psicoterapia é um espaço onde você pode ser você, na sua essência, livre de julgamentos, tabus e regras... o que na sociedade ou nas demais relações não se consegue perceber, abrindo espaço para ser você mesma, fica mais fácil de repensar suas bases, se autoconhecer e resinificar a sua própria historia de vida. Abraço e fique bem.
Olá, diante de todos os elementos que você trouxe é muito importante que procure ajuda profissional, começar um tratamento para analisar entender e buscar estratégias que lhe der suporte neste sofrimento.
Com tudo o que você disse, acho muito importante que você tenha dado esse passo para conhecer mais o que se passa com você. Não é possível nesse espaço poder te ajudar como você precisa, não há uma resposta pronta para nossas questões subjetivas. Por isso, encorajo fortemente para que continue com essa busca junto com um profissional.
Olá, Isso pode estar relacionado a alguma vivencia do passado, onde não era possivel alcançar o entendimento de determinada situaçao. Como não se lembra, foi algo que não conseguiu lidar, foi dificil e buscou reprimir/esquecer. A terapia poderá de ajudar a compreender pelo que passou te ajudando a elaborar esses sentimentos. Espero ter ajudado.
Olá! Diante do que você relata e do seu sofrimento, sugiro que procure um Psicólogo. Parece que passou por algum trauma, mas isso só pode ser investigado durante o tratamento. A sexualidade humana se expressa através da nossa forma de sentir, nos nossos movimentos, como tocamos e somos tocados. Ela é influenciada por fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, históricos, religiosos, etc. Ou seja, é um assunto muito complexo. A psicoterapia pode ajudar você a fazer um exercício de autoconhecimento e a resolver suas questões. Um abraço!
Olá. Partindo de uma perspectiva psicanalítica para pensar a sua questão, a noção de sexualidade é ampla, não se restringe ao aspecto genital, mas envolve toda uma trama da nossa forma de lidar com o mundo, com o outro, consigo mesmo, com a masturbação e com o sexo. Você trouxe elementos que se repetem e se entrelaçam em diferentes situações, por exemplo, o nojo a tudo o que envolveria outra pessoa, as crises disparadas nas suas tentativas de se tocar, o medo de ser tocado ou da proximidade com alguém. Levando em consideração o sofrimento que vem te causando, a procura por uma psicoterapia pode auxiliar a aplacar esse sofrimento, bem como a lidar com as origens e os sentidos nos conflitos que estão trás desses sintomas, na medida em que você sinta a liberdade de falar de suas questões existenciais, contando com uma escuta qualificada de um profissional.
Seu relato retrata um sofrimento que precisa ser olhado e tratado, na medida em que te traz desconforto e sofrimento emocional. Ao lançar este questionamento, já existe um pedido de ajuda e uma abertura para olhar atentamente essas questões juntamente com um profissional. Vale investir em você! Abçs, Nilva
Olá! Este teu relato é muito rico em elementos para uma escuta psicanalítica. É importante lembrarmos que cada pessoa vai viver sua sexualidade de forma única e que comparar como tu deveria ser/sentir com os modos dos outros só gera mais sofrimento. Sugiro encontrar um espaço na tua vida para falar sobre isso. Um abraço de longe =)
Olá! É preciso entender primeiro que a sexualidade pode ser experienciada de formas variadas e que você pode ter o seu modo particular de se relacionar com as outras pessoas. Oriento demais você procurar um profissional qualificado que vai te ajudar a descobrir sua forma de se relacionar. As vezes você pode estar se forçando a algo que não cabe para você. Mas aqui, falo muito superficialmente por não conhecer seu caso profundamente. Então, procure ajuda! Espero ter contribuído de alguma forma. Abraço!
Olá, aconselho a procura de um psicólogo para que investigue como esse processo se originou, pode ter tido origem em alguma situação, experienciada, que de alguma forma não foi entendida e que causou um trauma, e o que hoje em dia reflete na situação de impedimento de não conseguir se aproximar de pessoas e ate mesmo, como dito o choro na masturbação e o sentimento de culpa. Procure uma ajuda profissional para que assim você, entenda e com isso consiga uma melhor qualidade de vida.
Olá, espero poder te ajudar com esta resposta. Essa tristeza que "bate simplesmente do nada", está, muito provavelmente, ligada a experiências anteriores que não foram bem elaboradas e estão em seu inconsciente. Sugiro a busca por apoio psicoterapêutico, pois através desse processo, você terá a oportunidade de ter a clareza de suas aflições e, poderá, a partir disso, criar recursos para enfrentar esses problemas.
OI! Nossa, que coragem em trazer aqui a tua dor...Parabéns!! As falas anteriores traduzem muito de alguma forma o que eu poderia te dizer, mas veja, muito pode parecer pouco para ti... As respostas podem não trazer o sognificado necessario de que precisas... O processo, a caminhada de descobertas tuas sobre ti é que poderão te deixar bem. Busca ajuda, não paraliza! Afinal, já deste o primeiro passo! Vai em frente! Reforço a importancia de fazeres acompanhamento terapeutico! Boa sorte!
Olá! É notável em seu relato que vem sofrendo com questões que não consegue compreender nem resolver. Muitas vezes uma única situação se desdobra em muitas outras, o que aumenta o medo, a ansiedade, a sensação de sentir-se confuso, entre outros sentimentos. Conversar mais detalhadamente a respeito o ajudará a encontrar o sentido de tudo que vem te acontecendo. Uma ajuda profissional poderá auxiliá-lo nesse processo, refletindo junto com você, conhecedo-se melhor para superar suas dificuldades e se abrir para uma vida mais satisfatória, na qual você possa se sentir bem consigo mesmo e com as demais pessoas que estão próximas a você. Considere agendar com um profissional psicólogo.
Olá. Apesar de tua questão estar dirigida à masturbação, pelo teu relato parece que a base a ser estudada e compreendida é a tua relação com as pessoas... é muito difícil, somente através do teu relato, traçar uma hipótese do porquê... podemos pensar em TOC, em TEA, em trauma, em uma adicção.... mas um psicólogo qualificado pode realizar este estudo contigo para compreender a base do teu sofrimento, e te ajudar a construir os caminhos de superação disto. Como teu sofrimento parece ser bastante intenso, me parece que vale investir em psicoterapia. Fico à disposição caso queira aprofundar estas questões...
Quando algum fator te gerar sofrimento, o primeiro passo e falar sobre, de preferência a pessoas com a escuta qualificada, treinamento e em um ambiente acolhedor. Num consultório psicológico, não haverá julgamento e com a relação terapêutica correta, poderemos começar um plano de tratamento que dura entre 6-16 semanas. Vc vai se sentir melhor. Essas questões são tratáveis e com a TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), que é minha linha de estudo e trabalho, casos como o seu tem melhoras em mais de 80 %, comprovados cientificamente. Fico no aguardo se quiser marcar uma primeira consulta para uma sessão de avaliação. De qq maneira, fique bem e torço para melhorar. abs.
Olá, espero que esteja bem. Somos seres complexos, em relação constante, seja com nós mesmo, seja com o outro. Ao longo da nossa vida vamos passando por diversas experiências, situações, convivendo com pessoas diferentes, escutando e aprendendo crenças das mais variadas. Todo esse caminho de vivências que percorremos contribui para nos tornamos quem somos. Algumas coisas conseguimos identificar logo de cara de onde vieram, outras são mais difíceis mesmo, mas há uma explicação na tua história de vida. Podendo ter muitas possibilidades, como um reflexo de algo que você passou, ou que presenciou alguém próximo, ou de informações que ouvimos em nossas casas e grupos que participamos, quem sabe uma preferência diferente também. Não somos causa e feito, somos bem mais complexos, como um sistema de informações que ajudam a nos construir. Com sessões de psicoterapia irá compreender melhor essas suas angústias que sente e trabalhar para que possa ter uma qualidade de vida melhor. Que fique bem, qualquer coisa é só entrar em contato.
Oi. Como vai voce? Primeiro, que bom que voce está buscando ajuda hein? isso demonstra uma preocupação com voce. A exploração do nosso próprio corpo e sexualidade é algo natural e inclusive esperado no processo de amadurecimento psicossexual de todos nós. Com isso em mente, algo (ou uma combinação de fatores) provavelmente contribuiu para que ocorresse esse distanciamento entre você e seu corpo, e até as relações, especialmente considerando que parece que você associou a masturbação a sentimentos negativos. As causas podem ser as mais variadas, mas a presença do fator sentimental aponta que um profissional de Psicologia talvez seja sua melhor aposta para investigar e reverter essa situação. Entender, a partir de tua história, taus relações, tuas dores e os sentidos que voce dá. Aconselho voce a buscar um profissional que voce se identifique, sinta confiança e se sinta acolhido. Espero ter ajudado. Sou a Letícia, sou psicóloga. Me coloco a disposição, caso queira conversar é só entrar em meu perfil e será um prazer. Te convido conhecer meu trabalho. E lembre-se: Cuide de voce! Abraço afetuoso e melhoras. *onde eu posto conteúdos relacionados a saude mental: @psi.leticiaaa
Olá! Para responder a sua pergunta é preciso investigar sua história individual, já que na psicologia não há um padrão que comtemple toda a complexidade da história individual de cada um. Certamente a questões relacionadas a sua sexualidade a serem trabalhadas. A psicoterapia pode te ajudar. Abraço.
Olá, entendo que esses sentimentos e reações podem ser bastante perturbadores para você. As crises de choro intensas e a sensação de tristeza que surgem durante a masturbação podem ser reflexo de questões emocionais e conflitos internos que você pode estar enfrentando. Pode ser útil explorar esses sentimentos com um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou terapeuta sexual. Eles podem auxiliar você a compreender essas reações, investigar possíveis causas subjacentes e fornecer estratégias para lidar com essas emoções de forma saudável. Quanto ao seu desinteresse e desconforto em relação ao contato físico e à proximidade com outras pessoas, isso também pode estar relacionado a questões emocionais, como ansiedade ou aversão ao toque. Um profissional especializado poderá ajudar a explorar esses aspectos e a encontrar formas de se sentir mais confortável em relação a essas situações. Lembre-se de que buscar apoio profissional é um passo importante em direção ao autoconhecimento e ao bem-estar emocional. Não hesite em procurar a ajuda adequada para entender melhor seus sentimentos e encontrar maneiras de lidar com eles de maneira saudável e acolhedora.
Para avaliar melhor seu relato é necessário entender sobre a história de sua vida, se houve algum trauma sobre sexualidade, como você ve a sexualidade (será algo introduzido como proibido, hostil?), a forma que foi introduzida a sexualidade na sua psique diz muito respeito a forma que lida hoje com ela. E estas respostas serão elaboradas em terapia. Sugiro que se abra a viver o processo terapêutico. Coloco a disposição para conhecer meu trabalho, @psiluanamarys
Olá, como tem passado? Pelo que contou nós parece ser bem interessante e recomendado buscar uma terapia com algum(a) psicólogo(a) que você se sinta bem e confie para o processo terapêutico, poder falar mais e elaborar essas questões em torno da sexualidade. É curioso e questionador como alguns elementos de momentos da sexualidade e do sexual aí trazem afetos e sentimentos angustiantes, incômodos e sofridos para você, quais as associações e como é para você se tocar, se voltar para si mesmo, para se dar prazer nesse momento? São alguns questionamentos válidos para uma terapia. Além disso, a tristeza, também outro afeto significativo, se associa a esse momento, como é para você a culpa da sexualidade? A angústia de se aproximar de alguém? O que alguém tocar pode causar tanta repulsa? Por que os toques? Enfim, são vários questionamentos que deixo para você e que espero ter suscitado vontade ou curiosidade de buscar uma terapia, algo bem interessante e rico, onde poderá dar outro significado, elaborar, solucionar, desvendar essas questões e viver melhor. Espero ter ajudado, até mais.
As crises de choro e a angústia que você descreve durante a masturbação podem ser resultado de diversos fatores interligados, que podem ser explorados a partir da perspectiva psicanalítica. Na psicanálise, acreditamos que a sexualidade está intimamente ligada à nossa infância e às experiências que vivemos. É possível que traumas, crenças limitantes ou bloqueios emocionais relacionados à sexualidade estejam presentes em seu inconsciente, influenciando a forma como você se relaciona com o próprio corpo e o prazer. Seu relato indica uma dificuldade em se conectar com outras pessoas, seja no âmbito físico ou emocional. O nojo e a agonia que você sente ao toque de outras pessoas podem ser mecanismos de defesa para lidar com a insegurança, o medo de ser machucada ou a dificuldade em estabelecer vínculos afetivos. Buscar ajuda profissional é um passo importante para lidar com as suas angústias e construir uma vida mais plena e satisfatória em todas as áreas.
É compreensível que você esteja se sentindo confuso(a) e angustiado(a) com essas reações. O que você descreve pode estar relacionado a experiências emocionais e sensações corporais que precisam ser exploradas mais profundamente. As crises de choro, a sensação pesada no coração e a falta de ar podem ser manifestações de emoções reprimidas ou traumas passados. Essas reações intensas durante a masturbação podem indicar que esse momento íntimo desencadeia sentimentos que você não está totalmente consciente ou confortável em lidar. Além disso, seu desconforto em relação ao toque e à proximidade pode estar ligado a experiências passadas que geraram medo ou aversão à intimidade. Isso é algo que muitas pessoas enfrentam, e é importante saber que você não está sozinho(a). Sugiro que continue conversando sobre isso em um espaço seguro, como a psicoterapia, onde você pode explorar essas emoções sem julgamento. É um caminho para entender melhor suas reações e trabalhar em direção a uma maior aceitação e conforto consigo mesmo(a) e com os outros.
O que você descreve aponta para questões emocionais profundas e possivelmente relacionadas à sua relação com intimidade, toque e conexão interpessoal. Esses sentimentos de tristeza intensa, falta de ar e até reações físicas ao tentar se tocar indicam que há algo interno sendo ativado, algo que pode estar ligado a experiências passadas, crenças ou sensações enraizadas sobre proximidade, toque e afeto. A sensação de nojo e a dificuldade em se aproximar ou interagir fisicamente com outras pessoas podem estar associadas a um mecanismo de proteção que a mente desenvolveu para lidar com situações desconfortáveis ou dolorosas. Essas respostas, embora desafiadoras, podem ser compreendidas e trabalhadas com o apoio de um psicoterapeuta. A psicoterapia pode oferecer um espaço acolhedor para explorar essas emoções sem julgamento, ajudando você a entender as origens desses sentimentos e como eles afetam sua relação consigo mesma e com os outros. O objetivo é construir uma relação mais saudável com seu próprio corpo e com o mundo ao redor. O processo pode ser transformador, permitindo que você lide com essas dificuldades de maneira segura e respeitosa com seus limites.
Olá, obrigada por compartilhar isso com tanta sinceridade. O que você está descrevendo pode ser uma experiência complexa e muito desconfortável, envolvendo aspectos emocionais e possivelmente questões de saúde mental que merecem atenção. Vou tentar explicar algumas possibilidades que podem estar relacionadas aos sentimentos e reações que você mencionou. Lembre-se de que é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para uma avaliação completa e orientação personalizada. 1. Reações emocionais e medo de proximidade O fato de você sentir crises de choro intensas e uma sensação pesada no coração durante a masturbação pode estar relacionado a questões emocionais profundas, como medo de intimidade, rejeição ou traumas passados. Essas reações podem indicar que você tem dificuldades em lidar com a proximidade e a vulnerabilidade emocional, o que pode levar a respostas físicas e emocionais intensas, como as que você descreveu. 2. Aversionamento e sensibilidade ao toque O nojo e a aversão que você sente em relação ao toque de outra pessoa, a proximidade e até mesmo o contato indireto (como usar algo que outra pessoa já tocou) podem estar associados a questões de sensibilidade sensorial, traumas de toque ou até mesmo uma forma de ansiedade. Algumas pessoas têm um limiar mais baixo de tolerância ao toque físico, que pode ser uma reação de defesa do sistema nervoso. Isso pode estar relacionado a condições como a transtorno de personalidade evitativa, transtornos de ansiedade social ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). 3. Questões de identidade e orientação sexual Você mencionou que não sente interesse por nenhum dos sexos e que tem medo de proximidade com outra pessoa. Isso pode estar relacionado à sua identidade sexual e à maneira como você se vê em relação ao desejo e à intimidade. É possível que você esteja processando sentimentos confusos ou complexos sobre a sua sexualidade e a forma como se relaciona com os outros. Isso é totalmente válido e comum, mas pode ser confuso e até angustiante quando não há um espaço para explorar esses sentimentos com segurança. 4. Respostas físicas de ansiedade e trauma As reações físicas que você tem, como chorar até ficar com falta de ar e mãos enrijecidas, podem ser sintomas de um quadro de ansiedade ou de um mecanismo de resposta ao estresse. É possível que você esteja experienciando uma reação de "luta ou fuga", que é um reflexo do sistema nervoso em resposta a um estímulo que você percebe como ameaça, mesmo que inconsciente. A sensação de um peso no coração e a incapacidade de controlar a tristeza podem indicar uma resposta emocional muito intensa a esses estímulos. 5. Possíveis explicações para buscar ajuda Com base no que você compartilhou, é muito importante que você procure a ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, para entender melhor essas reações e receber o apoio adequado. O que você descreveu pode ter várias causas, incluindo: Transtornos de ansiedade (como transtorno de ansiedade social ou TOC). Experiências passadas que podem ter impactado sua relação com o toque e a proximidade. Questões de trauma emocional ou físico que você talvez não tenha processado completamente. 6. Dicas para começar Evite autodiagnóstico: Tente não se rotular ou se diagnosticar sem a ajuda de um profissional, pois isso pode aumentar a ansiedade e a confusão. Busque suporte profissional: Fale com um psicólogo ou psiquiatra que possa ajudá-lo a entender essas reações e trabalhar em estratégias para lidar com a ansiedade, a aversão ao toque e outros sentimentos. Converse com pessoas de confiança: Se você se sentir confortável, pode compartilhar suas preocupações com amigos próximos ou familiares de confiança para ter um apoio emocional. Práticas de autocuidado e relaxamento: Técnicas como respiração profunda, meditação e exercícios de relaxamento podem ajudar a reduzir a ansiedade no dia a dia. 7. Lembre-se O que você está passando é válido e merece atenção. Não importa quão confuso ou angustiante seja, você merece o suporte necessário para entender melhor suas emoções e reações. Buscar ajuda pode ser um passo importante para começar a compreender esses sentimentos e encontrar maneiras de se sentir mais confortável e em paz com você mesmo. Espero que isso ajude de alguma forma e que você sinta que há esperança e apoio para você. Você não está sozinho, e existem profissionais prontos para ajudar você a lidar com o que está passando.
As crises de choro intensas que você experimenta ao se tocar podem ser manifestações de emoções reprimidas ou traumas passados. Essas reações durante a masturbação podem indicar que esse momento íntimo desencadeia sentimentos profundos e desconfortáveis, que talvez você ainda não esteja totalmente consciente ou preparado para lidar. É importante reconhecer que essas experiências podem ser perturbadoras, mas você não está sozinho nelas. O choro após a masturbação pode estar relacionado a questões emocionais, como ansiedade, depressão ou até mesmo crenças internalizadas sobre sexualidade que geram culpa ou angústia. Além disso, existe uma condição chamada disforia pós-coito, em que algumas pessoas sentem tristeza ou desconforto após o sexo ou masturbação. Isso pode ser desencadeado por fatores psicológicos e fisiológicos combinados. A dificuldade em se conectar com outras pessoas, o nojo ou agonia ao tocar ou estar próximo de alguém também podem estar relacionados a questões emocionais mais profundas, como aversão ao toque, medo de intimidade ou mecanismos de defesa criados para lidar com inseguranças ou experiências passadas. Buscar apoio profissional é um passo essencial para compreender melhor essas reações e explorar as causas subjacentes. Um psicólogo ou terapeuta sexual pode ajudá-lo a entender esses sentimentos e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma acolhedora e saudável. Se você desejar conversar sobre isso em um ambiente seguro e sem julgamentos, estou à disposição para agendar uma consulta. Juntos, podemos explorar suas emoções e encontrar caminhos para promover maior bem-estar emocional e autocompreensão.
Para construir relações saudáveis em todas as áreas da sua vida, é essencial buscar o autoconhecimento e compreender os sentimentos que estão causando esse desconforto. A psicoterapia pode ser um espaço valioso para explorar essas questões, ajudando você a ressignificá-las e a encontrar um equilíbrio maior em suas relações, promovendo mais bem-estar e proteção consigo mesmo.
Olá! A partir do seu relato, imagino como deve ser angustiante ter essas sensações e não saber o porquê nem como lidar melhor. O primeiro passo é aceitar que isso está ocorrendo, sem buscar uma solução imediata, é importante ter carinho e paciência com você. Num segundo momento, eu recomendo que busque uma terapia para você possa entender mais sobre você através do auxilia de um profissional. Abraços
Diversos fatores influenciam a sexualidade humana e as resistências que se cria para vivenciá-la. Quando alguém tem muita resistência de ter uma relação sexual ou até de se masturbar, é comum que tenha havido alguma vivência traumática, como um abuso ou uma doutrinação anti-sexo. Muitas vezes, esses eventos marcam alguém pelo resto da vida, mesmo que aconteceram na tenra infância. Mas existem casos em que um acompanhamento psicológico auxiliou na superação do trauma. A grande dificuldade é que a sexualidade é um tabu tão grande em nossa sociedade que muitas pessoas desistem de conversar até com um/a profissional.
O que você descreve parece um sofrimento emocional ligado à relação com o corpo e com o toque, e não algo que você controla conscientemente. Essas reações — choro, angústia, nojo e medo — podem estar associadas a experiências traumáticas, repressões afetivas ou memórias corporais dolorosas que ficaram guardadas no inconsciente. Quando o corpo é tocado, mesmo por você, essas lembranças podem ser reativadas em forma de crise. Também é possível que exista uma dissociação entre mente e corpo, um mecanismo de defesa que protegeu você no passado, mas hoje impede o prazer e a intimidade. A psicoterapia, especialmente de base psicanalítica ou voltada ao tratamento de traumas sexuais, é o espaço mais indicado para compreender o que o seu corpo está tentando expressar. Com o tempo e o cuidado adequado, é possível ressignificar o toque, recuperar a confiança no próprio corpo e viver a sexualidade sem culpa ou medo. Esses sintomas não são fraqueza — são sinais de que algo muito profundo precisa ser acolhido. Você não está sozinha e merece esse cuidado.
Obrigado por confiar algo tão sensível, é compreensível que você tente entender o que acontece com você nesse momento tão íntimo e acabe se vendo diante de algo que parece maior do que o esperado. Pelo que você descreve, essas crises não surgem “do nada”, mas parecem aparecer justamente quando você se aproxima de algo que toca em limites muito profundos — o toque, a proximidade, o contato com o próprio corpo. E sua experiência mostra como isso desperta uma tristeza intensa, quase como se algo em você se retraísse por completo. Talvez seja menos sobre o ato em si e mais sobre o que esse ato evoca: o risco de se aproximar, de sentir, de se permitir estar no próprio corpo. Não é raro que pessoas que passaram muitos anos vivendo com medo, nojo ou aversão ao contato desenvolvam uma espécie de proteção automática. Quando essa proteção é atravessada — mesmo que por você mesma — o corpo expressa de um jeito forte aquilo que não encontra palavra: o choro que vem rápido, o aperto, a respiração que falha, o corpo que fica rígido. É como se o corpo dissesse “isso é demais para mim agora”. Você também traz algo muito importante: a dificuldade com proximidade física, o nojo, a necessidade de distância, a falta de interesse afetivo-sexual. Nada disso “define” você, mas conta que a relação com o toque e com o outro talvez sempre tenha sido exigente, talvez marcada por medo, por invasão ou simplesmente por um estranhamento que já vinha de muito antes. O mais importante aqui é: não há nada de errado ou vergonhoso em reagir assim. Essa reação está dizendo que essa experiência, nesse momento da sua vida, te coloca diante de algo que você não consegue sustentar sozinha. E isso merece cuidado, não julgamento. O passo mais seguro agora é continuar trazendo isso para um espaço terapêutico. Não para “forçar” você a tocar ou sentir algo que ainda não cabe, mas para compreender junto o que acontece aí — de onde vem essa defesa tão forte, o que ela tenta proteger, e como você pode ir encontrando maneiras de habitar esse corpo sem tanta ameaça. Não é algo que você precise enfrentar de uma vez só. Às vezes, o processo começa simplesmente reconhecendo o que aparece e respeitando o limite que seu corpo está colocando. Você não está sozinha nisso. É possível ir encontrando um modo de se aproximar de si mesma com mais suavidade, aos poucos, quando você estiver pronta.
O que você descreve não é incomum e pode estar relacionado a ansiedade intensa, respostas traumáticas (mesmo que não lembradas conscientemente) e avaliações negativas aprendidas sobre toque, corpo ou sexualidade. As crises de choro, falta de ar e rigidez nas mãos indicam ativação intensa do sistema nervoso, semelhante a uma crise de ansiedade/pânico, desencadeada por estímulos corporais. A ausência de interesse sexual pode estar ligada a assexualidade (o que não é um transtorno) ou a evitação por ansiedade/trauma. A diferença só pode ser compreendida em acompanhamento clínico. O nojo intenso ao toque e à proximidade sugere hipersensibilidade e aversão associadas à ansiedade. O mais indicado é psicoterapia, em ambiente seguro, para compreender a origem dessas reações e reduzir o sofrimento. Você não está errada, seu corpo está reagindo a algo que precisa ser cuidado, não forçado.
O que você está descrevendo é intenso e doloroso, mas faz sentido quando olhamos para a experiência como um conjunto de sensações, medos e limites de contato com o outro. O corpo reage com choro, falta de ar, enrijecimento das mãos e peso no peito porque há uma forte sobrecarga emocional ligada à intimidade e ao toque, mesmo consigo mesma. O desinteresse sexual, o nojo e a dificuldade de proximidade indicam que há barreiras profundas que o seu psiquismo colocou para se proteger de sensações que parecem ameaçadoras ou invasivas. Não se trata de “anormalidade”, mas de algo que merece cuidado e compreensão. Um acolhimento inicial pode oferecer um espaço seguro para você falar sobre essas sensações sem julgamento, explorar o que cada reação significa e pensar em formas de conviver com esse sofrimento sem se sentir obrigado a se encaixar em expectativas externas de sexualidade ou intimidade. É um primeiro passo para que seu corpo e suas emoções sejam respeitados e compreendidos.
Olá, tudo bem? O que você descreve não é algo simples, mas faz bastante sentido quando a gente olha com cuidado. Seu corpo está reagindo com muita intensidade a situações de intimidade, tanto consigo quanto com outras pessoas. Essas crises de choro, falta de ar e tensão nas mãos parecem muito mais do que uma reação aleatória, elas indicam que algo dentro de você associa proximidade, toque ou sexualidade a uma experiência emocional difícil, talvez até ameaçadora em algum nível. Quando isso acontece, o sistema emocional do cérebro entra em modo de alerta, como se estivesse tentando te proteger de algo. E essa proteção pode vir na forma de nojo, afastamento, bloqueio de desejo e até essas reações físicas mais intensas. Não é falta de interesse “simplesmente”, é como se seu corpo estivesse dizendo “isso não é seguro”, mesmo que racionalmente você não entenda exatamente por quê. Vale explorar algumas perguntas com bastante cuidado: quando você pensa em proximidade ou toque, o que vem primeiro, medo, repulsa, desconforto? Essas sensações aparecem desde sempre ou começaram em algum momento específico da sua vida? Existe alguma lembrança, mesmo que distante, em que seu corpo tenha aprendido a associar contato físico a algo negativo, invasivo ou desconfortável? Outro ponto importante é que sua experiência pode envolver mais de uma camada. Existe a possibilidade de uma orientação afetiva diferente, como uma baixa ou ausência de desejo, mas também existem sinais claros de aversão e sofrimento intenso, que vão além de uma simples característica pessoal. Quando há sofrimento, especialmente com esse nível de intensidade, isso merece ser cuidado com atenção, porque não é só “um jeito de ser”, é algo que está te impactando. Você não precisa forçar nada nem tentar “se encaixar” em um padrão. O foco aqui não é fazer você desejar ou se relacionar, mas entender por que seu corpo reage dessa forma e, principalmente, aliviar esse sofrimento. Um processo terapêutico pode te ajudar a acessar essas camadas com segurança, no seu ritmo, sem invasão e sem pressão. Isso que você está vivendo tem sentido dentro da sua história, mesmo que ainda não esteja claro. E pode ser compreendido, aos poucos, com o cuidado certo. Caso precise, estou à disposição.
Olá, seus sintomas parecem bem complexos e profundos. Mesmo sem compreende-los nota-se com facilidade por seu relato o sofrimento intenso que eles provocam, por isso te recomendo que busque por ajuda psicológica. Esse é o melhor caminho para que você comece a se reconhecer e compreender esses muitos "por ques" que rodeia essas questões sexuais e de atração/repulsa pelos outros.
Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve é um sofrimento muito profundo e paralisante, e é importante que saiba, antes de tudo, que essas reações físicas extremas — como o choro convulsivo, a falta de ar e o enrijecimento das mãos — são sinais de que seu corpo está entrando em um estado de choque emocional ou pânico. Quando as mãos enrijecem durante uma crise de choro ou falta de ar, isso geralmente ocorre devido à hiperventilação (respirar rápido demais), o que altera o equilíbrio químico do sangue e causa espasmos musculares. É uma reação física a um nível de estresse psicológico que seu cérebro não está conseguindo processar. Existem algumas camadas no que você relatou que podem ajudar a entender essa agonia: 1. O Conflito com a Intimidade e o "Nojo" O nojo e a agonia extrema em relação ao toque, ao cheiro ou ao compartilhamento de objetos com outras pessoas podem estar ligados a diferentes questões: Hipersensibilidade Sensorial: Algumas pessoas possuem uma sensibilidade tátil e olfativa tão alta que o contato humano é processado pelo cérebro como uma invasão ou uma "agressão", e não como algo prazeroso. Trauma ou Bloqueio Emocional: Muitas vezes, o nojo é uma barreira de proteção que o inconsciente cria para manter as pessoas longe. Se, em algum nível, a proximidade é vista como perigosa ou "suja", o corpo reage com repulsa para garantir que ninguém se aproxime. 2. A Crise de Choro ao se Tocar Se você sente que o toque de terceiros é "perigoso" ou "sujo", esse julgamento pode estar se voltando contra você mesma no momento da masturbação. O choro e a falta de ar sugerem que o ato de se tocar dispara um gatilho de culpa, vergonha ou invasão. Pode haver uma crença muito profunda (consciente ou não) de que o corpo é algo que não deve ser explorado ou que o prazer é algo "errado". Quando você tenta romper essa barreira, o seu sistema de defesa "dispara o alarme" na forma de uma crise de pânico. 3. Falta de Interesse e Asexualidade O fato de não sentir atração física por nenhum dos sexos pode ser uma característica da sua orientação (Asexualidade), o que é perfeitamente legítimo. No entanto, quando isso vem acompanhado de medo e nojo de proximidade, é importante distinguir se é uma ausência natural de desejo ou se é uma resposta de defesa gerada por uma ansiedade social ou fobia de toque. 4. Sensação de "Peso no Coração" e Tristeza Essa tristeza que "bate do nada" e dura muito tempo pode ser o que chamamos de disforia pós-coital (ou pós-orgástica), mas em um nível muito mais intenso. É uma queda brusca de dopamina e outros neurotransmissores que, em pessoas com ansiedade ou depressão, pode se transformar em um sentimento de desespero e vazio profundo. Caminhos para buscar alívio Não se force: Se o toque (mesmo o seu próprio) está gerando crises de pânico com enrijecimento de membros, o seu corpo está dizendo que não se sente seguro. Não tente "forçar" uma melhora através da exposição direta agora. Ajuda Profissional Especializada: O seu relato envolve sintomas físicos muito fortes (psicossomáticos). Seria fundamental buscar um psicólogo, preferencialmente com experiência em trauma ou psicossomática, para entender de onde vem esse "nojo" e essa barreira contra a intimidade. Investigação Médica: Como você sente que a tristeza é incontrolável e física, um psiquiatra pode ajudar a regular essa resposta de pânico para que você consiga, ao menos, ter uma rotina com menos sofrimento.
Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência e, com base na minha atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental, recebo seu relato com profundo respeito e sensibilidade. Compreendo o quanto essa experiência é angustiante; sentir reações físicas tão intensas em momentos de intimidade revela que o seu corpo está disparando um sistema de proteção muito forte, e agradeço por sua confiança em compartilhar algo tão pessoal. Esse desconforto com o toque sugere que, por algum motivo que precisaremos explorar juntos, a sua mente passou a interpretar a proximidade física como um sinal de alerta, o que acaba gerando esse choro e essa angústia difíceis de controlar. Sob a perspectiva da minha abordagem, entendemos que a forma como nos relacionamos com o nosso corpo e com os outros é um processo contínuo de aprendizado. Existem protocolos específicos na psicoterapia que nos ajudam a lidar com essas barreiras de forma muito cuidadosa e gradual. Em vez de simplesmente tentar ignorar o que sente, trabalhamos para identificar quais percepções automáticas surgem nesses momentos e, aos poucos, vamos transformando essas sensações. De forma simples, é como se estivéssemos ensinando ao seu sistema emocional, por meio de novos passos e experiências seguras, que existem formas de se sentir protegida, permitindo que você recupere o senso de controle no seu próprio ritmo. Buscar esse apoio especializado é a estratégia mais assertiva para que você possa viver com mais leveza, sem que o medo ou o desconforto ditem as regras da sua vida. Unir o suporte técnico a um olhar sensível permite que você explore esses limites com calma, respeitando sua história e seus sentimentos. O papel da psicóloga é justamente te auxiliar a encontrar as chaves para esse novo capítulo de autoconhecimento, acolhendo sua vulnerabilidade e celebrando cada momento em que você se sentir mais em paz e segura dentro de si mesma. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
Olá! Obrigado por compartilhar algo tão delicado. Pelo seu relato, parece que essa experiência tem sido fonte de bastante sofrimento, e acredito que merece ser acolhida com cuidado, sem julgamentos. O que mais chamou minha atenção foi que a masturbação parece desencadear uma reação emocional muito intensa, com crises de choro, sensação de peso no peito, falta de ar e dificuldade para se acalmar. Isso sugere que esse momento pode estar ativando emoções ou significados muito profundos para você, e não apenas uma questão relacionada ao desejo sexual. Além disso, você relata não sentir interesse em manter relacionamentos afetivos ou sexuais, sentir desconforto intenso com a proximidade física e experimentar nojo ou agonia diante do contato com outras pessoas e até de objetos que elas utilizaram. Esses aspectos merecem uma investigação mais ampla, pois podem estar relacionados a diferentes fatores psicológicos, e não é possível determinar a causa apenas por uma mensagem. É importante dizer também que não sentir atração sexual ou romântica pode fazer parte da diversidade da experiência humana. Algumas pessoas se identificam como assexuais e vivem essa condição sem sofrimento. No entanto, no seu caso, o sofrimento parece estar menos relacionado à orientação ou à ausência de interesse e mais à intensidade das reações emocionais e ao desconforto que você descreve diante da intimidade e do contato interpessoal. Essas experiências podem estar associadas a diferentes processos psicológicos, como vivências traumáticas, sentimentos de culpa, ansiedade, padrões relacionados ao medo de contato ou até outras condições que precisam ser avaliadas cuidadosamente. Por isso, não seria adequado chegar a uma conclusão ou atribuir um diagnóstico apenas com base no seu relato. Acredito que a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender a origem dessas reações, explorar a história por trás delas e ajudá-lo(a) a construir uma relação mais tranquila consigo mesmo(a), respeitando sua forma de vivenciar a sexualidade e os relacionamentos. Você não precisa enfrentar essas dúvidas sozinho(a), e o fato de estar buscando entender o que acontece já é um passo importante. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão íntimo. O que você descreve merece ser acolhido e investigado com cuidado. Essas crises de choro intenso, falta de ar e sensação de aperto no peito podem estar relacionadas a questões emocionais, mas não é possível identificar a causa apenas por esse relato. Além disso, a dificuldade com o toque, o medo de proximidade e o desconforto intenso em situações de contato físico podem ter diferentes origens e precisam ser compreendidos dentro da sua história de vida, sem julgamentos. A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a entender esses sentimentos, identificar o que está por trás dessas reações e encontrar formas mais saudáveis de lidar com elas. Se essas crises forem muito intensas ou frequentes, também é importante buscar uma avaliação com um psiquiatra. Você não precisa lidar com isso sozinho(a). Com o acompanhamento adequado, é possível compreender essas experiências e melhorar sua qualidade de vida.
O que você descreve parece envolver mais de um fenômeno, e eu evitaria colocar tudo na mesma explicação. Primeiro, as crises durante a masturbação. Choro intenso, falta de ar e enrijecimento das mãos podem aparecer quando a ansiedade sobe muito e a respiração fica rápida. A hiperventilação pode provocar formigamento, câimbras e até deixar as mãos temporariamente contraídas. Mas a pergunta principal seria: por que esse momento dispara tanta emoção? Na TCC, eu investigaria a sequência com bastante detalhe: você começa a se tocar → surge alguma sensação, pensamento, imagem, culpa, vergonha, nojo ou medo → a emoção sobe → você tenta se acalmar ou interromper → a crise aumenta. Mesmo quando parece que a tristeza veio “do nada”, muitas vezes existe algum significado associado à intimidade, ao corpo ou ao ato sexual. Separadamente, eu avaliaria o padrão de nojo e aversão ao contato com outras pessoas. O fato de você evitar proximidade física, cheiro, objetos usados e contato corporal pode estar relacionado a medo de contaminação, sensibilidade sensorial, experiências anteriores negativas, ansiedade ou outros padrões. Isso precisa ser explorado com calma. E outro ponto importante: não sentir interesse por homens ou mulheres, ou não querer namorar, não é necessariamente um problema psicológico. Pode fazer parte da sua forma de vivenciar atração e vínculo. O foco clínico deve estar no sofrimento e naquilo que está limitando sua vida, não em “fazer você sentir desejo”. Eu procuraria um psicólogo que trabalhe com sexualidade, ansiedade e, se necessário, TOC ou trauma. O objetivo seria compreender a origem dessas reações e reduzir o sofrimento sem te forçar a se encaixar em um padrão de relacionamento ou sexualidade. Se durante essas crises houver desmaio verdadeiro, dor forte no peito, dificuldade respiratória que não melhora ou sintomas neurológicos diferentes do habitual, vale também procurar avaliação médica.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.




















