Olá, os últimos 6 meses da minha vida têm sido muito difíceis. Perdi dois empregos, minha namorada t

28 respostas
Olá, os últimos 6 meses da minha vida têm sido muito difíceis. Perdi dois empregos, minha namorada terminou comigo um relacionamento de três anos. Reprovei em uma cadeira na faculdade, estou quebrado e sem dinheiro. Tenho pensamentos suicidas todos os dias, mas não quero fazer isso. Eu me levanto todo dia e faço o que tem que ser feito, tomo banho, cuido do corpo, vou pra academia, vou pra aula, estudo, e mesmo assim isso tudo é muito difícil, faço no automático. E todos os dias eu convivo com esse pensamentos de destruir minha própria vida. Eu já faço terapia com psicólogo, porém não faço uso de nenhuma medicação. E para completar, penso na minha ex todo dia, sinto falta dela, queria compartilhar com ela como estão sendo meus dias, o que estou fazendo. Mas ela não fala mais comigo. O término foi só por desgaste, não houve traição nem brigas feias. Levando em conta tudo isso que venho vivendo, o que eu faço pra melhorar?
Olá, quando há pensamentos suicidas se trata de uma urgência psiquiátrica então dirija-se ao pronto socorro ou UPA mais próximo da sua casa e conte sua situação.

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 Adriana Vilela Vitorino
Psicanalista, Terapeuta complementar
Ourinhos
Olá!
Antes de tudo, quero reconhecer a sua força. Mesmo passando por tantas perdas, você continua se levantando, estudando, cuidando de si. Isso é sinal de resiliência, mesmo que agora tudo pareça automático.

Os pensamentos suicidas mostram um sofrimento profundo, não fraqueza. Continue compartilhando isso com seu psicólogo e, se possível, peça uma avaliação médica para ter mais suporte nesse momento.

Sobre sua ex, é natural sentir saudade e pensar muito nela. Isso faz parte do luto emocional, mas é importante focar no que você pode reconstruir agora: seus projetos, amizades, novas experiências e a sua própria autoestima.

Uma alternativa que pode acelerar seu processo é a psicanálise breve com hipnoterapia, que atua no inconsciente para liberar bloqueios emocionais, ressignificar perdas e fortalecer a autoestima de forma mais rápida e estruturada. Ela pode ajudar a diminuir o peso dos pensamentos negativos, trazer clareza emocional e mais leveza no dia a dia.

Se sentir os pensamentos ficarem muito intensos, procure ajuda imediatamente — ligue 188 (CVV) ou vá até um pronto atendimento. Você não está sozinho e esse momento vai passar. Sua vida tem valor e pode ser reconstruída com apoio.
Outras ações que podem te ajudar, são:
Algumas sugestões práticas que podem ajudar nesse momento:
• Plano de segurança emocional: combine com alguém de confiança (amigo, familiar, terapeuta) que você entrará em contato caso os pensamentos suicidas aumentem ou fiquem mais intensos.
• Rotina com sentido: além das obrigações, inclua pelo menos uma atividade pequena por dia que lhe traga prazer genuíno (arte, música, caminhada, oração, voluntariado, etc.).
• Escrita terapêutica: anote seus sentimentos e pensamentos, não apenas sobre a dor, mas também sobre pequenos progressos e gratidão; isso ajuda a reprogramar o cérebro para perceber avanços.
• Rede de apoio: não se isole. Mesmo que não tenha vontade, procure estar perto de pessoas que respeitam seu momento.
• Avaliação médica: converse com seu psicólogo sobre encaminhamento para um psiquiatra. Em situações de sofrimento intenso, a medicação pode ser um recurso temporário para estabilizar os sintomas e dar espaço para o tratamento psicológico agir.
Fique bem!
Olá,
Li seu relato com atenção. Percebo que você está atravessando um momento de perdas significativas e, ao mesmo tempo, mantendo um esforço enorme para seguir vivendo, mesmo com tanta dor. Esse movimento que você descreve — levantar, cuidar do corpo, estudar — mostra que, apesar do sofrimento, há em você um desejo de vida que insiste.

Os pensamentos suicidas que você relata são sinais importantes de sofrimento psíquico. É fundamental que isso seja acolhido no espaço terapêutico onde você já está, levando esse conteúdo ao seu psicólogo. Se sentir que o risco aumenta ou que não consegue se proteger, procure imediatamente apoio médico, um serviço de emergência ou disque 188 (CVV). Sua vida importa.

Na análise, não buscamos respostas prontas, mas construímos sentido juntos. O que você sente — inclusive essa falta da ex-namorada — faz parte do que precisa ser simbolizado, nomeado, pensado. Talvez este seja um tempo de se ouvir mais profundamente, de poder falar do que se perdeu e do que ainda quer para si.

Se quiser, podemos conversar mais sobre o que esses acontecimentos significam para você. Às vezes, quando conseguimos falar e escutar nossa própria história, novos caminhos internos começam a surgir.
Tudo vai ficar bem, acredite.
É um momento realmente muito difícil. O que você descreve (tristeza intensa, pensamentos suicidas, dificuldade de sentir prazer) é um quadro que merece atenção profissional contínua. Além de manter a terapia, procure um psiquiatra para avaliar a necessidade de medicação, que pode ajudar a estabilizar seu humor e aliviar esses pensamentos. Apoie-se em pessoas de confiança, mesmo que não seja sua ex, para não enfrentar tudo sozinho. E, se os pensamentos suicidas ficarem muito fortes, procure ajuda imediata, aguardo seu contato.
O que você descreve revela uma imensa força, mesmo que talvez você não consiga enxergar isso agora. Levantar-se todos os dias, seguir a rotina, continuar estudando e cuidando do corpo — tudo isso mostra que, apesar da dor, há algo em você que insiste em viver.

Quando tantas perdas acontecem em sequência, é natural que o sentido das coisas se abale. Às vezes, não é apenas o emprego ou o relacionamento que se perde, mas também a sensação de continuidade, de pertencimento e até de identidade. O que antes sustentava o “eu” parece ruir, e nesse espaço vazio surgem os pensamentos sobre a morte — não necessariamente como um desejo real de morrer, mas como uma tentativa de dar um fim àquilo que dói demais para ser suportado.

Mesmo assim, há algo muito importante no que você diz: “não quero fazer isso”. Essa frase carrega vida, e ela merece ser escutada com cuidado. Talvez seja o momento de permitir que essa dor — que hoje parece te consumir — possa ser dita e elaborada em um espaço que acolha, sem pressa, tudo o que você sente e pensa. A análise pode ajudar justamente nisso: a transformar essa repetição de sofrimento em um processo de descoberta sobre o que em você ainda quer viver, criar e amar.

Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho. O sofrimento tem um sentido, mesmo quando parece absurdo — e é possível encontrá-lo, passo a passo, em um espaço de escuta.
Olá! Primeiramente, sinto muito por tudo isso que você está passando! Você descreve um momento de grandes perdas e frustrações em várias áreas da vida, e é natural que isso mobilize angústia e pensamentos destrutivos. Ao mesmo tempo, você mostra uma força em continuar se levantando, cuidando do corpo e estudando; isso sugere uma forte vontade de continuar a viver. Na psicanálise, entendemos que o sofrimento tem relação com a forma singular como cada um lida com a falta, com o desejo e com o amor. Talvez a questão não seja apenas ‘o que fazer para melhorar’, mas ‘o que esse mal-estar diz de você’ e como pode ser elaborado na sua análise. O espaço com seu psicólogo é justamente o lugar para dar sentido ao que hoje aparece como vazio ou repetição. Quanto à sua ex, pode ser que a insistência nesse laço perdido também fale de algo que vai além dela mesma. Seguir elaborando isso no processo terapêutico pode abrir um caminho mais próprio e menos doloroso.
Olá. Que ótimo você procurar apoio na terapia e escrevendo aqui. Eu sugiro você experimentar outros tipos de terapia. Pois as terapias não são excludentes, experimentando outras formas você vai conhecer quais são mais adequadas para você. Se você faz TCC pode experimentar psicanálise ou vice versa. É uma questão de encaixe entre o tipo da terapia, o profissional e você. Com certeza você vai encontrar o caminho ideal para si mesmo. Abraço.
Dr. Anderson Chaves Trajano
Psicanalista
Araguaína
Aprender a tomar decisões que valorizem você. Este aprendizado é possível. Neste momento você se sente perdido dentro de você e confuso com todos estes acontecimentos que te cercaram. Contudo, é possível reorganizar e produzir com sentido com a terapia adequada.
 Marcelo GB Peri
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá. Muito complicado mesmo o que você está passando. A pessoa com melhores condições de te orientar é seu psicólogo, converse com ele se não seria importante te encaminhar para um psiquiatra. É o psiquiatra que fará uma avaliação para entrar ou não com medicamento.
Buscar uma atividade totalmente diferente do que você já fez e faz, pode ajudar muito. E claro continuar com a terapia.
Olá, acolho com carinho sua dor e vejo que seu esforço para manter a rotina é muito importante, nesse momento. Recomendo falar com o seu terapeuta sobre esses pensamentos autodestrutivos e considerarem a possibilidade de consultar um médico, para entrar com medicação, se necessário. Sugiro a psicanálise, caso você tenha o desejo de buscar uma outra abordagem terapêutica.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista...
Você está passando por um momento muito difícil, e tudo o que descreveu — as perdas, a exaustão, a sensação de estar no automático — faz muito sentido diante de tudo que aconteceu. Quando o corpo e a mente enfrentam tantas frustrações seguidas, é natural sentir que não há forças nem sentido. Os pensamentos suicidas, nesse contexto, geralmente não são um real desejo de morrer, mas um pedido de pausa, um grito para aliviar a dor.

Você já faz terapia, e isso é muito importante, mas também seria fundamental procurar um psiquiatra. A medicação, quando bem indicada, ajuda a estabilizar o cérebro e aliviar a intensidade desse sofrimento, permitindo que a terapia funcione melhor. E se em algum momento esses pensamentos ficarem muito fortes, ligue para o 188 (CVV) ou vá até o pronto-socorro mais próximo — há pessoas preparadas para te ouvir e acolher sem julgamento.

Sobre a sua ex, é natural sentir falta. O fim de um relacionamento é um tipo de luto, e o cérebro ainda tenta compreender a ausência. Mas, por agora, é importante direcionar essa energia para si mesmo, não para ela. Você já está resistindo todos os dias, e isso mostra que ainda há em você uma vontade de viver — mesmo pequena, ela existe. Continue se cuidando, falando sobre o que sente e, principalmente, não enfrente isso sozinho. Isso vai passar, mesmo que agora pareça impossível.
 Mônica Parlangelo
Psicanalista
São Paulo
O que você descreve é muita dor, e mesmo assim você segue se levantando, cuidando do corpo, indo pra aula. Isso diz algo importante: a parte sua que ainda quer viver está ali, mesmo cansada.
Esses pensamentos suicidas, por mais assustadores que pareçam, são sinais de um desespero que está tentando ser ouvido. Eles não significam que você quer morrer, mas que não quer mais viver desse jeito. O corpo e a mente pedem trégua.

Você já está em terapia, o que é essencial. Mas o que você descreve, pensamentos diários de suicídio, também pede atenção psiquiátrica. Isso não é fracasso, é cuidado. Uma avaliação médica pode ajudar a estabilizar o sofrimento enquanto a terapia continua a trabalhar as causas.

Enquanto isso, tente pequenas coisas que não busquem “melhorar”, mas apenas te manter presente: escrever o que sente sem censura, andar, respirar fundo antes de dormir, falar com alguém de confiança. E se o desespero apertar, procure ajuda imediatamente, vá a um pronto atendimento, ligue 188 (CVV, 24h, gratuito). Você não precisa lidar com isso sozinho nem por mais um dia.
Olá! Antes de qualquer coisa, quero reconhecer a sua coragem em estar aqui buscando ajuda e, principalmente, em continuar se levantando todos os dias, mesmo vivendo um turbilhão emocional. Isso mostra uma força que talvez você ainda não consiga enxergar em si mesmo.

Você passou por muitas perdas em sequência — emprego, relacionamento, estabilidade financeira, expectativas acadêmicas… É completamente compreensível que seu emocional esteja sobrecarregado. O cérebro humano não foi feito para lidar com tantos lutos ao mesmo tempo sem sentir o impacto.

O que você está vivendo não é fraqueza.
É sobrecarga + dor + ausência de alívio emocional.

Os pensamentos suicidas que você relatou são um sinal de alerta, sim.
Mas também revelam algo importante:
Você não quer morrer — você quer que a dor pare.

E isso faz toda diferença.

Entendemos que quando o sofrimento chega a esse ponto, é porque um sentido foi ferido — a perda de alguém que você amava, a perda da sua estabilidade, e até a perda de quem você se reconhecia antes de tudo isso acontecer.

E é nesse ponto que se constrói uma nova direção de vida.
Não do zero, mas do que permanece em você apesar da dor.

Do ponto de vista neurocientífico:
A tristeza intensa prolongada altera neurotransmissores como serotonina e dopamina. Por isso, mesmo fazendo coisas certas — estudar, treinar, manter rotina — o prazer não vem. Isso não é preguiça e não é falta de esforço. É um corpo pedindo ajuda.

Por isso, duas orientações importantes aqui:

Continue com o seu psicólogo.
Busque também uma avaliação psiquiátrica — quando há pensamentos suicidas diários, o acompanhamento médico é fundamental para sua segurança e estabilização emocional.

E sobre a sua ex-namorada…
O luto do fim de um relacionamento é real. Amar e sentir falta não é retrocesso. É só uma parte do processo.
Mas nesse momento, o foco principal precisa ser você.

Você já está fazendo muito mais do que grande parte das pessoas consegue quando está nesse estado:
— você se cuida
— você mantém rotina
— você está pedindo ajuda
— você está vivo

Isso é gigante.

Se sentir que precisa de suporte a mais para reconectar sua vida com um sentido novo e recuperar o chão emocional, estou à disposição para caminhar com você nesse processo com Psicanálise, Inteligência Emocional, Neurociência.

Você não está sozinho.
E sua dor tem saída.

Um abraço,
Elisângela Lopes
Psicanalista • Inteligência Emocional
Atendimento Online e Presencial
A Psicanálise pode lhe ser útil para lhe ajudar a sair deste estado, a partir de uma abordagem aprofundada sobre seus sintomas e sobre os motivos que o levam a permanecer nestes pensamentos obsessivamente.
Você está exausto, não “fraco”. O que você viveu nos últimos meses é uma sequência de perdas que quebrariam qualquer um. Emprego, dinheiro, faculdade, vínculo amoroso… tudo isso junto coloca o psiquismo numa zona de colapso.

E quando o corpo e a mente entram nesse estado, os pensamentos suicidas aparecem não porque você quer morrer, mas porque você quer parar de sofrer. Isso é um pedido de socorro, não um desejo de morte. E você mesmo disse: você não quer fazer isso.

O fato de você levantar, estudar, treinar, cuidar do corpo — mesmo no automático — mostra que há vida insistindo em você. Mas isso não é suficiente para segurar o peso sozinho.

Aqui vai o que eu diria a um paciente, com a mesma calma que usaria no consultório:

Essa intensidade de pensamentos suicidas exige acompanhamento psiquiátrico.
Não é sobre “ser forte”, é sobre proteções internas que podem estar em queda. Você não precisa esperar piorar para buscar ajuda médica.

A terapia é importante, mas não substitui o suporte medicamentoso quando o sofrimento ultrapassa o limite do tolerável.
Em momentos assim, o remédio não te “anula”; ele apenas te devolve o mínimo de equilíbrio para continuar atravessando esse período.

A falta da ex não é sobre ela.
É sobre tudo que você perdeu ao mesmo tempo. Ela virou símbolo de estabilidade, de casa, de algo que existia antes da queda.
Não tente resolver isso sozinho. Não tente contato agora. O que você sente é luto.

Você diz que quer melhorar. Isso é o sinal mais importante.
Se não quisesse, você não estaria perguntando.

Agora, o ponto crucial — e aqui eu falo realmente como profissional:

Pensamento suicida diário não é para enfrentar sozinho. Se ele piorar, se intensificar, ou se parecer que você está perdendo o controle, procure imediatamente um pronto-socorro. Ligue para 188. Peça ajuda. Isso não é vergonha. É cuidado.

E, na análise, esse é justamente o momento em que o trabalho ganha profundidade. Não porque eu vá te dar soluções, mas porque vamos entender o que desmoronou aí dentro, e o que precisa ser reconstruído de outro modo.

Fico á disposição
Olá! É muito importante reconhecer a força que há em vc por continuar levantando todos os dias mesmo sentindo tudo isso. Os pensamentos intrusivos e suicidas são um reflexo da sua dor, você não quer realmente morrer, mas essa dor tão grande está gritando por cuidado. A vontade de conversar com sua ex é natural pq sua mente busca um lugar onde sentiu acolhimento, na verdade é sua dor pedindo uma sustentação, mas não quer dizer que ela (sua ex) seja sua única saída. É muito importante vc se conscientizar de que não está falhando, e sim sofrendo e, principalmente, não precisa passar por isso sozinho. Converse com seu terapeuta de forma aberta, mostre a intensidade desses pensamentos. Considere aprofundar o processo com mais sessões, mais espaço de fala ou até ajuda psiquiátrica. Caso queira tentar um outro método, a psicanálise pode te ajudar a elaborar essa dor e construir novas formas de seguir em frente.
Dra. Patrícia Cozendei
Psicanalista
Duque de Caxias
Se você está tendo pensamentos suicidas TODOS os dias, isso exige cuidado profissional imediato.

Mesmo que você “não queira fazer”, o simples fato de eles existirem com essa frequência já significa que você não deve enfrentar isso sozinho.

Mantenha sua análise e veja se está te ajudando. Caso perceba que não troque . E sim, medicamentos podem sim, ajudar a estabilizar seu momento .
 Andriele Barbosa
Psicanalista, Psicólogo
Florianópolis
Oi, sinto muito por tudo o que você tem atravessado — quando tantas perdas acontecem ao mesmo tempo, é comum que a vida pareça pesada demais, e o que você descreve mostra o tamanho do esforço que está fazendo para continuar mesmo exausto; continuar indo ao psicólogo é essencial, mas diante de pensamentos suicidas tão frequentes, conversar com um psiquiatra pode trazer um apoio importante, não como fraqueza, mas como cuidado consigo; enquanto isso, tente se permitir pequenos respiros diários, mesmo mínimos, e lembre-se de que essa dor não define o seu valor — você está lutando muito, e merece ser cuidado com delicadeza.
Dra. Jéssica Santana
Psicanalista, Terapeuta complementar
Brasília
Sinto muito por tudo isso que você está atravessando. De verdade. O que você descreve é pesado, e faz sentido que esteja exausto, funcionando no “automático”, mesmo fazendo tudo “certo”.

Você disse que tem pensamentos suicidas todos os dias, mas que não quer fazer isso. Isso é um sinal de sofrimento intenso — e também de que há uma parte sua que quer viver e melhorar, mesmo cansado. Se em algum momento esses pensamentos ficarem mais fortes ou parecerem difíceis de controlar, procure ajuda imediata. No Brasil, o CVV atende 24h pelo 188, gratuitamente, ou pelo chat. Se houver risco imediato, vá a uma emergência. Você não precisa segurar isso sozinho.
 Dirk Albrecht Dieter Belau
Psicanalista
São Paulo
Olá, sinto muito que a sua vida ultimamente não lhe traz satisfação. Ao invés de entrar em cada assunto que você levantou, pois é muita coisa, recomendo você verificar se a abordagem da sua terapia psicológica visa a complexidade da sua vivência e das possíveis causas nas suas atitudes gerais, na sua personalidade, no seu passado. Talvez você possa perguntar o ou a profissional com quem está fazendo terapia para explicar a você a abordagem que a terapia está seguindo. Se você não fica satisfeito com a explicação ou não consegue ter a confiança nela que se precisa indispensavelmente para a terapia dar resultados, pode considerar mudar de abordagem ou mudar de pscicólogo(a). Visto que a sua vivência negativa tem multiplos "departamentos", ou seja que as suas dificuldades são bastante generalizadas, recomendo uma terapia do tipo "profunda." Deste tipo é a psicanálise e a terapia chamada centrada na pessoa. Ambas terapias do tipo falado. Lhe desejo sucesso no seu desenvolvimento.
O que você descreve é um sofrimento muito intenso, e o fato de você continuar se levantando, cuidando do corpo, estudando e seguindo em frente mesmo com pensamentos suicidas mostra força psíquica, não fraqueza. Esses pensamentos costumam aparecer quando há perdas acumuladas, exaustão emocional e sensação de falha contínua, não porque você queira morrer, mas porque a mente tenta escapar da dor. Manter a terapia é essencial, e vale conversar com seu terapeuta sobre a intensidade e a frequência desses pensamentos; em muitos casos, uma avaliação psiquiátrica para considerar medicação pode ajudar a reduzir o peso emocional e permitir que a psicoterapia avance com menos sofrimento. Sobre a sua ex, a saudade e o desejo de compartilhar a vida fazem parte do luto do vínculo; respeitar o silêncio agora protege você de se ferir ainda mais. Foque em atravessar este período um dia de cada vez, sem decisões definitivas enquanto a dor está alta. Se em algum momento sentir que pode perder o controle, procure ajuda imediata; no Brasil, o CVV atende 24h pelo 188. Esse estado não define quem você é nem será permanente, e buscar apoio agora é o passo mais importante para começar a sair desse lugar.
 Eliete Cruz
Psicanalista
Piracicaba
Continue se cuidando, fazendo acompanhamento com o psicólogo.
Às vezes, é preciso dar um passo de cada vez. Quando temos perdas significativas, a superação não é tão rápida, é um processo de luto simbólico.
Se você estivesse aqui comigo, eu te diria com tranquilidade:

“Isso pode acontecer, sim — e não significa que haja algo errado com você.”

Muitas vezes, a falta de sentir amor é **proteção emocional**. O afeto pode ter sido recolhido para evitar dor, especialmente quando houve insegurança ou exigência nos vínculos.
Pela **análise sistêmica**, também olhamos lealdades e papéis familiares que podem ter bloqueado o sentir.

A terapia não força emoções; ela cria segurança interna para que o afeto apareça no seu tempo. Se quiser, podemos explorar isso com cuidado, juntos.
Sinto muito por tudo isso que você está vivendo. É uma barra pesada, com tantas perdas e dificuldades ao mesmo tempo. É compreensível que você se sinta assim, no limite. Mas eu quero te dizer que há esperança, e você não precisa suportar isso sozinho. Se você estiver tendo pensamentos suicidas, por favor, procure ajuda imediatamente. Você pode ligar para o CVV no número 188, ou acessar o site deles. Há profissionais que estão prontos para te acolher e te dar o suporte que você merece. É muito importante que você continue com a sua terapia, e talvez seja o caso de conversar com seu psicólogo sobre a possibilidade de uma avaliação médica para ver se seria necessário incluir medicação. Lembre-se que você é mais forte do que pensa, e essa fase vai passar. Permita-se sentir e continue buscando ajuda. Você não está sozinho.
Dra. Silvia Geraldi
Psicanalista, Terapeuta complementar
Curitiba
Sinto muito por tudo isso. O que você descreve não é fraqueza, é um psiquismo sobrecarregado tentando sobreviver.
Na visão da sombra, quando muitas perdas acontecem juntas, partes internas feridas vêm à tona pedindo escuta. Esses pensamentos não significam que você queira morrer, mas que algo em você está exausto de sustentar tudo sozinho.
Você está fazendo o possível para se manter de pé, e isso já mostra força. Agora, o próximo passo não é aguentar mais, é **aprofundar o cuidado**. Leve esses pensamentos com clareza para seu terapeuta. Avaliar apoio psiquiátrico também pode ser importante, não como derrota, mas como sustentação.
Sobre sua ex, o luto precisa ser vivido. Reprimir a falta prolonga a dor. Aqui, trabalhamos para elaborar a perda, não para apagá-la.
Se em algum momento sentir que pode se machucar, procure ajuda imediata. No Brasil, o CVV atende 24h pelo **188**. Você não precisa atravessar isso sozinho.
Há saída, mesmo que agora você só consiga enxergá-la em pedaços. A terapia certa ajuda a organizar o caos interno e devolver sentido ao caminho.
 Ricardo Tadeu Falcade
Psicanalista
Santa Bárbara D'Oeste
Ter um proposito na vida. A busca de um proposito na vida gera melhora em sua auto estima. Ame, mas não o amor de posse, que dá para receber, e sim o amor da doação, respeito e entendimento, o amor que não espera receber nada em troca.

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