Olá tomo sertralina de 25mg para tratamento da ansiedade, mas tenho refluxo e sinto que piorou após
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Olá tomo sertralina de 25mg para tratamento da ansiedade, mas tenho refluxo e sinto que piorou após o uso da sertralina, e agora estou tomando pantoprazol e bromoprida, tem algum problema? Tomar esses remédios tomando sertralina? Obrigada.
Sua pergunta é interessante em 3 aspectos:
- a doença de refluxo, que atinge pessoas dos 0 aos 100 anos
- as interações (possíveis) entre medicamentos
- a relação das Doenças Digestivas com a Ansiedade
Este ano fiz um Curso de Psicologia em Yale, a lendária Universidade que tem o melhor retrospecto acadêmico da especialidade nos Estados Unidos. E a área que me aperfeiçoei foi a relação da ansiedade com as Doenças Digestivas. Devo falar que foi um curso rápido, mas pude confirmar a importância da ansiedade
Responderei de modo genérico, especialmente pelos mais de 1,4 milhoes de leitores que tenho aqui. Nada que escrevo é pensando em seu caso, pois não posso faze-lo com 2 ou 3 linhas na net.
1) Relativo á Doença de Refluxo, sugiro que leiam uma das muitas respostas que dei a outros leitores. Embora tudo seja genérico e bastante resumido, sei que quem ler vai aprender muito sobre essa importante Doença
Uma alternativa é ver meus artigos sobre Refluxo no Jornal Sudoeste do Estado (Face, seçao Colunistas)
2) nunca me esqueço de um paciente que me falou: "Doutor, o senhor sempre é preocupado com as interações medicamentosas". Tomei o comentário como um elogio. E recentemente, lá no Sertão, não usei o sedativo habitual das Endoscopias exatamente pelo fato do paciente tomar vários medicamentos que poderiam dar interação. Lembro-me que no início todos estranharam, pois tive que remarcar o exame. Mas depois o paciente e o acompanhante vieram me agradecer pelo cuidado e atenção.
De fato, é preciso cautela ao prescrever medicações, pois as interações podem acontecer. No entanto, nada posso falar sobre outros Profissionais. Entendo que estes tem o mesmo cuidado que tenho, checando as medicações em uso com as que prescreve.
Então, digo que seu médico(a) conhece seu caso de modo personalizado, e por certo tem todas as condições de saber sobre potenciais interações.
3) Depois de tantos anos de prática, percebo o quanto os fatores emocionais são FUNDAMENTAIS para a imensa maioria dos pacientes.
Digo sempre: dos pacientes, pois não vejo meus casos sob o ponto de vista das doenças que tem.
Em todos os pacientes, minha História Clínica inclui uma pequena avaliação da situação emocional. Muitas vezes é fácil, e depois de 3-4 minutos de consulta já percebo a ansiedade. Outras vezes a ansiedade só é percebida quando o paciente me pergunta o que vai acontecer após o tratamento. Em outras palavras: meu paciente quer que eu lhe tranquilize. E lhe dê um prognóstico.
Um dos aspectos esquecidos da Medicina é este: nosso paciente quer saber "doutor, o que vai acontecer comigo".
Em outras palavras, nosso paciente quer saber:
- minha vida mudará muito?
- o tratamento é simples ou complexo?
- quanto dura o tratamento?
- tenho riscos ?
- posso morrer por essa doença ?
Claro que nem sempre sabemos tudo que irá acontecer. Não somos Deus. Mas sempre podemos tranquilizar nosso paciente, e lhe dizer que faremos todo o possível para que tudo fique bem.
Já está comprovado que a abordagem otimista (pelo Médico) traz melhores resultados tanto no bem estar do paciente (e familiares) quanto no prognóstico de boa parte das doenças.
O antigo modelo paternalista em que os médicos pouco ou nada informavam aos pacientes deve mudar. O Médico de alto nível coloca-se no lugar de seu paciente (ou seja, tem empatia). E isso sem abdicar de seu conhecimento tecnico e experiência clínica.
Lembro-me que no Curso em Yale vi uma revisão em que mostrava que o otimismo é benéfico em doenças diversas: desde problemas cardiovasculares, câncer e, na nossa área Retocolite e Doença de Crohn.
Saber que tem alguém cuidando de si, e pronto a fazer tudo que for possível já é um alívio e tanto
MAIS UMA PALAVRINHA AOS QUE NOS PROCURAM
1) nao atenderemos nos proximos 15 dias, nem mesmo via fone
2) nossa agenda está completa. Como as agendas sao dinâmicas, quem quiser aguardar eventual vaga pode nos acrescer no WhatsApp, que tem o mesmo numero da Clínica
- a doença de refluxo, que atinge pessoas dos 0 aos 100 anos
- as interações (possíveis) entre medicamentos
- a relação das Doenças Digestivas com a Ansiedade
Este ano fiz um Curso de Psicologia em Yale, a lendária Universidade que tem o melhor retrospecto acadêmico da especialidade nos Estados Unidos. E a área que me aperfeiçoei foi a relação da ansiedade com as Doenças Digestivas. Devo falar que foi um curso rápido, mas pude confirmar a importância da ansiedade
Responderei de modo genérico, especialmente pelos mais de 1,4 milhoes de leitores que tenho aqui. Nada que escrevo é pensando em seu caso, pois não posso faze-lo com 2 ou 3 linhas na net.
1) Relativo á Doença de Refluxo, sugiro que leiam uma das muitas respostas que dei a outros leitores. Embora tudo seja genérico e bastante resumido, sei que quem ler vai aprender muito sobre essa importante Doença
Uma alternativa é ver meus artigos sobre Refluxo no Jornal Sudoeste do Estado (Face, seçao Colunistas)
2) nunca me esqueço de um paciente que me falou: "Doutor, o senhor sempre é preocupado com as interações medicamentosas". Tomei o comentário como um elogio. E recentemente, lá no Sertão, não usei o sedativo habitual das Endoscopias exatamente pelo fato do paciente tomar vários medicamentos que poderiam dar interação. Lembro-me que no início todos estranharam, pois tive que remarcar o exame. Mas depois o paciente e o acompanhante vieram me agradecer pelo cuidado e atenção.
De fato, é preciso cautela ao prescrever medicações, pois as interações podem acontecer. No entanto, nada posso falar sobre outros Profissionais. Entendo que estes tem o mesmo cuidado que tenho, checando as medicações em uso com as que prescreve.
Então, digo que seu médico(a) conhece seu caso de modo personalizado, e por certo tem todas as condições de saber sobre potenciais interações.
3) Depois de tantos anos de prática, percebo o quanto os fatores emocionais são FUNDAMENTAIS para a imensa maioria dos pacientes.
Digo sempre: dos pacientes, pois não vejo meus casos sob o ponto de vista das doenças que tem.
Em todos os pacientes, minha História Clínica inclui uma pequena avaliação da situação emocional. Muitas vezes é fácil, e depois de 3-4 minutos de consulta já percebo a ansiedade. Outras vezes a ansiedade só é percebida quando o paciente me pergunta o que vai acontecer após o tratamento. Em outras palavras: meu paciente quer que eu lhe tranquilize. E lhe dê um prognóstico.
Um dos aspectos esquecidos da Medicina é este: nosso paciente quer saber "doutor, o que vai acontecer comigo".
Em outras palavras, nosso paciente quer saber:
- minha vida mudará muito?
- o tratamento é simples ou complexo?
- quanto dura o tratamento?
- tenho riscos ?
- posso morrer por essa doença ?
Claro que nem sempre sabemos tudo que irá acontecer. Não somos Deus. Mas sempre podemos tranquilizar nosso paciente, e lhe dizer que faremos todo o possível para que tudo fique bem.
Já está comprovado que a abordagem otimista (pelo Médico) traz melhores resultados tanto no bem estar do paciente (e familiares) quanto no prognóstico de boa parte das doenças.
O antigo modelo paternalista em que os médicos pouco ou nada informavam aos pacientes deve mudar. O Médico de alto nível coloca-se no lugar de seu paciente (ou seja, tem empatia). E isso sem abdicar de seu conhecimento tecnico e experiência clínica.
Lembro-me que no Curso em Yale vi uma revisão em que mostrava que o otimismo é benéfico em doenças diversas: desde problemas cardiovasculares, câncer e, na nossa área Retocolite e Doença de Crohn.
Saber que tem alguém cuidando de si, e pronto a fazer tudo que for possível já é um alívio e tanto
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