Olá! Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por

13 respostas
Olá!

Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por isso desde pequeno, ainda mais considerando que sou uma pessoa LGBTQIA+. Hoje ainda permaneco com crenças que não fazem sentido para mim, mas sinto que muitas vezes fico tomado pelo medo ou ansiedade, o que inclusive afeta o meu relacionamento atual. Devo procurar um psicólogo e/ou psiquiatra?
Olá! Sim, procurar ajuda psicológica pode ser muito importante nesse caso. Muitas crenças que desenvolvemos desde cedo, principalmente em contextos de rejeição, preconceito ou falta de acolhimento, podem continuar influenciando a forma como enxergamos a nós mesmos, nossos relacionamentos e nossas escolhas, mesmo quando racionalmente sabemos que elas não fazem sentido. A psicoterapia pode ajudar a identificar essas crenças, entender de onde vieram e construir formas mais saudáveis de lidar com medo, ansiedade e inseguranças. Abordagens como a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) e a Terapia do Esquema podem ser úteis nesse trabalho. O psiquiatra pode ser indicado se a ansiedade estiver muito intensa, causando grande sofrimento ou prejuízo no dia a dia, para avaliar se há necessidade de medicação. Buscar ajuda não significa que há algo errado com você, mas pode ser um caminho para se libertar de padrões que você aprendeu e fortalecer sua relação consigo mesmo e com o outro.

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Procurar um psicólogo é o ponto de partida mais recomendado na maioria dos casos como o seu. A terapia ajuda a identificar, questionar e substituir crenças limitantes, trabalhar ansiedade, melhorar comunicação no relacionamento e construir autoaceitação.
Olá! Espero que você esteja bem.
Antes de tudo, quero dizer que faz sentido que isso seja difícil para você. Muitas crenças sobre nós mesmos são construídas a partir das experiências que vivemos e, no caso de pessoas LGBTQIA+, elas podem ser atravessadas por vivências reais de preconceito, rejeição e discriminação.
Pela perspectiva da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que é a abordagem que utilizo nos meus atendimentos, o objetivo não é eliminar esses pensamentos difíceis, mas aprender a se relacionar com eles de uma forma mais flexível. Isso envolve desenvolver maior:
• Aceitação, autocompaixão e acolhimento diante das próprias experiências internas e externas;
• Praticar a desfusão, ou seja, observar os pensamentos sem tratá-los como verdades absolutas;
• Cultivar uma atenção mais flexível, percebendo quando a mente se desloca para o passado ou para o futuro e retornando ao momento presente com gentileza;
• Identificar aquilo que é verdadeiramente importante para você e fortalecer o compromisso de caminhar nessa direção;
• Desenvolver o self observador, ajudando você a se perceber para além de rótulos, como alguém que pode notar seus pensamentos, emoções, memórias e experiências sem se reduzir a eles.
Assim, essas crenças podem deixar de determinar os rumos da sua vida e dos seus relacionamentos.
Se esse sofrimento tem afetado o seu bem-estar ou as suas relações, buscar acompanhamento psicológico pode ser um importante gesto de cuidado consigo mesmo. E, caso a ansiedade esteja muito intensa ou causando prejuízos significativos no seu dia a dia, uma avaliação psiquiátrica também pode ser considerada. No entanto, é importante ressaltar que a medicação não elimina essas crenças nem as trata diretamente, ela atua principalmente sobre os sintomas associados a elas. Por isso, para aprender formas diferentes de se relacionar com essas crenças e sentimentos, o acompanhamento psicológico pode ser fundamental, permitindo que o seu caso seja analisado com cuidado e que sejam construídas estratégias que façam sentido para a sua realidade.
Espero ter conseguido responder à sua pergunta. Caso ainda reste alguma dúvida ou você queira agendar um atendimento psicológico, fico à disposição.
Pelo que você descreve, me parece que a questão principal não é apenas a existência dessas crenças, mas o impacto que elas continuam tendo na sua vida, nos seus sentimentos e no seu relacionamento atual.

Muitas pessoas conseguem perceber racionalmente que determinadas crenças não fazem mais sentido, mas ainda assim continuam sentindo medo, ansiedade, culpa ou insegurança quando tentam agir de forma diferente. Isso acontece porque crenças importantes costumam ser construídas ao longo de muitos anos, através das experiências vividas, dos relacionamentos, da família, da cultura e dos contextos sociais dos quais fazemos parte.

Quando somos crianças, normalmente não temos liberdade, experiência ou recursos para questionar aquilo que nos é ensinado. Muitas ideias acabam sendo incorporadas como verdades absolutas porque dependemos das pessoas que cuidam de nós. Mais tarde, na vida adulta, podemos desenvolver senso crítico e perceber que algumas dessas crenças já não fazem sentido, mas isso não significa que elas deixem de produzir medo, insegurança ou ansiedade de forma imediata.

No caso das pessoas LGBTQIAPN+, também é importante considerar que as construções sobre sexualidade, identidade e relacionamentos mudaram muito entre as gerações. Muitas pessoas cresceram em contextos familiares, religiosos e sociais bastante diferentes dos que existem hoje e, por isso, acabam convivendo com conflitos entre aquilo que aprenderam sobre si mesmas e aquilo que desejam construir na vida adulta.

Muitas dessas crenças não afetam apenas a forma como a pessoa se percebe, mas também a maneira como constrói relacionamentos, expressa afeto, estabelece limites, lida com rejeições e desenvolve seu sentimento de pertencimento. Em alguns casos, a pessoa já sabe quem é e o que deseja para sua vida, mas ainda encontra dificuldades para viver isso com tranquilidade devido a medos e sentimentos que foram construídos ao longo de sua história.

Algo que me chamou atenção no seu relato é que você menciona que o medo e a ansiedade já estão afetando seu relacionamento. Quando dificuldades emocionais começam a impactar áreas importantes da vida, geralmente vale a pena olhar para elas com mais cuidado.

A psicoterapia pode ajudar justamente a compreender de onde essas crenças surgiram, qual função elas tiveram na sua história e por que continuam exercendo tanta influência mesmo quando você já percebe que não fazem mais sentido. Além disso, pode auxiliar no fortalecimento da autoestima, na construção da identidade, no manejo da ansiedade e no desenvolvimento de relacionamentos mais saudáveis e coerentes com aquilo que você deseja viver.

Sobre procurar também um psiquiatra, uma avaliação inicial com um psicólogo pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e verificar se existe necessidade de um encaminhamento complementar. Nem toda ansiedade exige tratamento medicamentoso, mas em alguns casos uma avaliação psiquiátrica pode ser útil.

O fato de você já estar refletindo sobre essas questões demonstra algo importante: existe uma parte sua que está questionando crenças antigas e buscando construir uma vida mais coerente com quem você é hoje. Esse costuma ser um passo muito valioso dentro de qualquer processo terapêutico.
Pelo que você descreve, acredito que inicialmente a busca por um psicólogo pode ser um caminho importante. Você já percebe que existem crenças que o acompanham há muito tempo, que hoje não fazem tanto sentido para você, mas que continuam influenciando a forma como se percebe, sente e se relaciona. A psicoterapia pode oferecer um espaço para compreender como essas crenças foram construídas ao longo da sua história, de que maneira elas se relacionam com suas experiências e como impactam sua vida atualmente, inclusive seu relacionamento. Caso, ao longo do processo, seja identificada a necessidade de uma avaliação psiquiátrica, o próprio psicólogo poderá orientá-lo nesse sentido. O mais importante é que você não precise lidar sozinho com questões que já percebe estarem trazendo sofrimento e limitações para sua vida.
Olá, boa tarde.

Se quiser trabalhar especificamente sua crença limitante, recomendo um psicólogo. Mais precisamente um que utiliza a Terapia Cognitivo Comportamental (a TCC que tantos falam), pois é essa a teoria que se baseiam para dizer sobre crenças limitantes.. O caso de procurar um psiquiatra fica para um auxílio na diminuição dessas emoções que geram sofrimento (o medo ou ansiedade que mencionou).
Dra. Kenia Domerasky
Psicólogo, Sexólogo
Curitiba
Sim, buscar ajuda profissional é o caminho ideal.
Psicólogo: Foca na psicoterapia. É o profissional ideal para você investigar de onde vêm suas crenças limitantes, entender como elas afetam sua ansiedade e seu relacionamento, e desenvolver ferramentas para lidar com essas emoções.

Psiquiatra: É o médico. Ele deve ser consultado caso a ansiedade esteja causando sintomas físicos intensos (como insônia ou crises) e prejudicando severamente o seu dia a dia. Ele avaliará a necessidade de medicamentos para regular a ansiedade.
Fico a disposição.
Um psicologo com certeza!! Principalmente pra elaborar esses impactos da sua vida. Muuuitas vezes a não elaboração do que ocorreu com a gente em algum momento da nossa vida faz com que a gente se sinta paralisado e acaba se deixando tomar pelo medo, principalmente nos momentos que a gente mais vontade e desejo.
Olá! Espero que esteja tudo bem!
Pelo que você descreve, parece que não são apenas as crenças em si que estão causando sofrimento, mas a forma como elas continuam influenciando sua vida mesmo quando, racionalmente, você já não concorda com elas.
Muitas pessoas LGBTQIA+ crescem em contextos nos quais recebem, direta ou indiretamente, mensagens sobre quem deveriam ser, como deveriam agir ou o que seria aceitável sentir. Mesmo quando essas mensagens deixam de fazer sentido na vida adulta, seus efeitos podem continuar presentes na forma de medo, ansiedade, autocrítica ou insegurança nos relacionamentos.
Do ponto de vista das terapias contextuais, nem sempre o objetivo é eliminar completamente determinados pensamentos ou crenças, mas desenvolver uma relação diferente com eles. Afinal, muitas vezes o sofrimento não está apenas no conteúdo do pensamento, mas no quanto ele passa a dirigir nossas escolhas e limitar nossa vida.
Considerando que você relata impactos emocionais e dificuldades no relacionamento, acredito que buscar acompanhamento psicológico pode ser bastante útil. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor esses padrões, aumentar sua flexibilidade psicológica e construir formas de agir mais alinhadas com quem você deseja ser, em vez de permanecer guiado pelo medo ou pela ansiedade.
Já a avaliação psiquiátrica costuma ser especialmente indicada quando os sintomas de ansiedade, sofrimento emocional ou alterações de humor são muito intensos, persistentes ou estão causando prejuízos significativos no funcionamento diário. Um psicólogo poderá inclusive ajudá-lo a avaliar se há necessidade desse encaminhamento.
O fato de você já estar refletindo sobre essas questões demonstra um importante movimento de autoconhecimento. Buscar ajuda profissional pode ser uma oportunidade de aprofundar esse processo e construir uma relação mais livre com sua própria história. Não desista de si mesmo!
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
Olá! Pelo que você relata, tanto a psicoterapia quanto o acompanhamento psiquiátrico podem ser recursos importantes.

O psiquiatra pode ajudar na avaliação e no manejo dos sintomas de ansiedade, medo ou sofrimento emocional, inclusive por meio de medicamentos, quando houver indicação. Já a psicoterapia oferece um espaço para compreender como essas crenças foram construídas ao longo da sua história, de que forma elas impactam sua vida atualmente e como é possível ressignificá-las de maneira mais coerente com quem você é e com os valores que deseja construir para si.

Muitas crenças limitantes não surgem por acaso. Elas costumam estar relacionadas às experiências vividas, aos contextos familiares, sociais e culturais, especialmente quando falamos de pessoas LGBTQIA+, que frequentemente enfrentam situações de preconceito e rejeição.

Por isso, é importante buscar profissionais que tenham conhecimento e sensibilidade para compreender as especificidades da sua vivência, oferecendo um espaço acolhedor, ético e livre de julgamentos.

Você não precisa enfrentar isso sozinho (a/e). Buscar ajuda pode ser um passo importante para viver suas relações e sua vida de forma mais leve e potente.
Olá, como vai?
Nesses casos, eu sugiro procurar por um psicólogo, pois parte da angústia que você sente pode encontrar um destino só de serem ouvidas por um profissional que não está te julgando, apensas te ouvido e dando espaço para você se expressar da sua maneira. A partir das sessões, ou da primeira sessão, o profissional pode te avaliar e orientar a procurar o psiquiatra. Se for o caso de tomar medicação, é muito importante manter o acompanhamento com o psicólogo, pois a combinação dessas terapêuticas é muita efetiva. Num futuro outras podem entrar, como arterapia, terapia ocupacional, esportes etc. Depende. Se precisar de ajuda especializada, eu sou um psicólogo que atente prioritariamente a nossa comunidade. Fique à vontade de entrar em contato! Espero ter ajudado, fico à disposição.
Dr. Matheus Abade
Psicólogo
Belo Horizonte
É importante que você possa elaborar mais quais são essas crenças. E também, encontrar um profissional que irá te ouvir sem julgamentos. Sendo assim, você pode primeiro procurar um psicólogo e junto a ele entender melhor a sua questão.
Pelo que você descreve, procurar um psicólogo pode ser uma decisão muito importante. Quando crenças construídas ao longo da vida começam a gerar medo, ansiedade, insegurança ou impacto nos relacionamentos, vale a pena investigar de onde elas vêm e como continuam influenciando suas escolhas e sua forma de se perceber.

Muitas pessoas LGBTQIA+ crescem expostas, de forma explícita ou sutil, a mensagens de rejeição, inadequação ou necessidade de esconder partes de si. Mesmo quando racionalmente essas crenças já não fazem sentido, elas podem continuar produzindo sofrimento emocional e afetando a autoestima, os vínculos afetivos e a sensação de segurança nos relacionamentos.

Já a avaliação com um psiquiatra pode ser indicada caso a ansiedade esteja muito intensa, persistente ou causando prejuízos importantes no seu dia a dia. Em muitos casos, a psicoterapia é o primeiro passo, e o próprio psicólogo pode ajudar a identificar se uma avaliação psiquiátrica seria útil.

O fato de você já estar refletindo sobre esses padrões é um sinal importante de autoconhecimento. A terapia pode ser muito eficiente nesse processo, pois ajuda a compreender a origem dessas crenças, fortalecer sua identidade e construir formas mais livres e autênticas de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

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