Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
Olá! O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade, especialmente pela forma como os sintomas aparecem e mudam conforme sua atenção está focada neles. Na ansiedade, muitas vezes a pessoa entra em um estado de monitoramento constante do corpo: percebe respiração, batimentos, sensações físicas e pensamentos, e isso pode aumentar a sensação de cansaço e desconforto. O exemplo da volta é interessante: quando sua atenção estava voltada para a conversa, você deixou de “vigiar” os sintomas e conseguiu realizar o percurso com muito menos desgaste. Isso é algo que vemos com frequência em quadros de ansiedade. Mesmo assim, é importante não atribuir tudo automaticamente à ansiedade sem avaliação. Fazer exames médicos e investigar sua saúde física pode trazer segurança. Na TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) trabalhamos justamente essa relação entre pensamentos, atenção, sensações corporais e ansiedade, ajudando a pessoa a retomar atividades como caminhada e exercícios de forma gradual, sem ficar presa ao medo dos sintomas. Procure um psicólogo para te ajudar nesse processo e superar/controlar a sua ansiedade.

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O que você relata pode, sim, estar relacionado à ansiedade. Quando focamos excessivamente nas sensações corporais, é comum perceber mais cansaço e desconforto. O fato de ter feito o mesmo percurso conversando e sem notar os sintomas sugere que a atenção pode estar desempenhando um papel importante. Ainda assim, é recomendável realizar uma avaliação médica para descartar possíveis causas físicas.
Sim, o que você descreveu pode estar relacionado a ansiedade, mas é importante lembrar que apenas uma avaliação profissional pode confirmar isso. Um ponto importante no seu relato é a diferença entre os dois momentos: na ida você estava muito focado nos sintomas e nos pensamentos, o que pode aumentar a percepção de cansaço e desconforto. Na volta, conversando com alguém, sua atenção estava voltada para outra coisa e você conseguiu completar o caminho sem sentir o mesmo desgaste. A ansiedade pode fazer a pessoa ficar em alerta constante, observando o próprio corpo e interpretando sensações como sinais de perigo. Mesmo assim, como você ainda não fez exames, vale investigar também possíveis causas físicas. Esse padrão que você percebeu é uma informação importante para levar em uma avaliação.
Olá! Espero que você esteja bem.
Antes de tudo, quero dizer que faz sentido que essa situação gere dúvidas e preocupação. A experiência que você descreve é bastante interessante e mostra como o nosso estado de atenção e a forma como nos relacionamos com pensamentos, emoções e sensações físicas podem influenciar a maneira como vivenciamos determinadas atividades.
No entanto, não é possível afirmar, apenas a partir desse relato, se isso aponta ou não para ansiedade. Para compreender melhor o que está acontecendo, é importante considerar diferentes possibilidades e olhar para o seu caso de forma cuidadosa. Como você mencionou que ainda não realizou exames médicos, também pode ser importante investigar possíveis fatores físicos junto a um profissional de saúde, especialmente se o cansaço persistir ou trouxer prejuízos significativos.
Pela perspectiva da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), abordagem que utilizo nos meus atendimentos de psicoterapia, muitas vezes percebemos que, quanto mais ficamos monitorando sensações corporais, tentando afastar pensamentos desconfortáveis ou evitar determinadas experiências internas, mais elas parecem ocupar espaço e direcionar nosso comportamento. Em contrapartida, quando nossa atenção está voltada para algo significativo, como uma conversa agradável por exemplo, a relação com essas experiências pode mudar.
No acompanhamento psicológico, trabalhamos justamente o desenvolvimento de habilidades como desfusão (observar pensamentos sem tomá-los verdades absolutas), atenção flexível ao momento presente, aceitação das experiências internas difíceis e o fortalecimento do compromisso com aquilo que é importante para a pessoa. Assim, o objetivo não é eliminar completamente a ansiedade ou o desconforto, mas desenvolver um meio de se relacionar de maneira diferente com essas experiencias internas, criando um ambiente em que o medo de sentir determinadas sensações não acabe restringindo sua vida ou afastando você de atividades que têm valor para você, como caminhar, correr, cuidar da saúde ou desfrutar de momentos de lazer.
Espero ter conseguido responder à sua pergunta. Caso ainda reste alguma dúvida ou você queira agendar um atendimento psicológico, fico à disposição.
O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade, especialmente porque a atenção parece ficar voltada para os sintomas corporais durante a caminhada, aumentando pensamentos automáticos de preocupação e a sensação de esforço físico. O fato de o mesmo percurso parecer muito mais fácil enquanto você estava conversando sugere que o foco da atenção mudou dos sintomas para a interação, reduzindo o estado de alerta. Isso é comum em pessoas com transtorno de ansiedade, mas não permite concluir a causa dos sintomas sem uma avaliação adequada. Como você ainda não realizou exames médicos, também é importante considerar essa investigação para descartar fatores físicos. A terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha justamente a relação entre pensamentos, sensações corporais e ansiedade, podendo ser realizada por meio de consulta online.
Prof. Rosimeri Mebs
Psicólogo
Balneário Camboriú
Essa experiência que você descreveu é um exemplo clássico de como a TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) opera através da hipervigilância e do foco interno. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), analisamos isso como um ciclo onde a atenção excessiva aos sintomas acaba por intensificá-los.Aqui está uma análise técnica sobre o que aconteceu e como lidar com isso:1. A Perspectiva da TCC: Foco Interno vs. Foco ExternoO que você viveu ontem ilustra perfeitamente a diferença entre o foco na ameaça e a distração cognitiva:
Na ida (Foco Interno): Sua atenção estava voltada para os sintomas físicos (taquicardia, respiração, tensão). Na TCC, sabemos que quanto mais você monitora um sintoma, mais o seu cérebro o amplifica. Isso gera um "dreno" de energia, pois seu corpo está em modo de luta ou fuga constante, o que causa o cansaço físico real.
Na volta (Foco Externo): Ao conversar com alguém, sua atenção foi capturada por um estímulo externo. Isso interrompeu o monitoramento dos sintomas, permitindo que seu corpo funcionasse de forma automática e eficiente.
2. O Gatilho da Caminhada/CorridaPara quem tem TAG, o aumento dos batimentos cardíacos e da frequência respiratória durante o exercício pode ser interpretado pelo cérebro como o início de uma crise de ansiedade. O cérebro confunde o esforço físico com o pânico, disparando pensamentos catastróficos que "travam" sua capacidade física.3. Realidade Virtual (RV) como Mecanismo de AjudaA Realidade Virtual é uma ferramenta extraordinária para ajudar você a retomar a prática de exercícios com TAG:
Exposição Gradual com Distração: Você pode usar a RV para caminhar ou correr em uma esteira enquanto está imerso em um ambiente virtual relaxante (como uma floresta ou uma praia). O estímulo visual e auditivo da RV atua como a "conversa" que você teve na volta do restaurante, mantendo seu foco fora dos sintomas internos enquanto seu corpo se acostuma novamente com o esforço físico.
Treino de Reinterpretação: Em um ambiente seguro de RV, você pode monitorar seus sinais vitais e aprender, na prática, que o aumento dos batimentos é uma resposta saudável ao exercício, e não um perigo. Isso ajuda a "desensibilizar" o gatilho da ansiedade.
4. O que fazer para voltar a treinar?O segredo é treinar o cérebro para não "sequestrar" o momento do exercício.ResumindoSua ansiedade drena sua energia porque força seu corpo a trabalhar em estado de alerta. O fato de você ter caminhado bem ao conversar prova que seu corpo é capaz; o desafio está em onde você coloca sua atenção. A TCC ajuda a reorientar esse foco, e a Realidade Virtual pode ser o "parceiro de conversa" tecnológico para você voltar a correr com segurança e prazer.Próximos Passos
Uso de Distração Ativa: No início, não caminhe em silêncio. Use podcasts, audiolivros ou músicas que exijam sua atenção. Isso simula o efeito da conversa que você teve.
Técnica de Observação Externa: Durante a caminhada, tente descrever mentalmente 5 coisas que você está vendo (cores, formas, objetos). Isso força o foco para fora do corpo.
Exposição Gradual: Comece com trajetos curtos e conhecidos, aumentando a distância conforme você se sente mais seguro em gerenciar os pensamentos.
Terapia TCC: Um psicólogo ajudará você a reestruturar os pensamentos que surgem durante o trajeto, transformando o "estou passando mal" em "meu corpo está apenas se exercitando".
Pode ser que a ansiedade esteja contribuindo para essa experiência, principalmente porque você relata que, quando está focado nos sintomas, nos pensamentos ou tentando monitorar o que está sentindo, o percurso parece mais cansativo e desgastante. Já na volta, ao estar conversando com outra pessoa, sua atenção parece ter se voltado para algo que era prazeroso e envolvente, o que pode ter reduzido o foco nos sintomas e na preocupação com eles. Muitas estratégias utilizadas no tratamento da ansiedade envolvem justamente ampliar o contato com atividades significativas e prazerosas, favorecendo que a atenção não fique constantemente voltada para os sinais do corpo ou para pensamentos ansiosos. Ainda assim, como você mencionou que não realizou exames médicos, é importante não atribuir tudo automaticamente à ansiedade e buscar uma avaliação adequada caso existam dúvidas sobre sua saúde física. Além disso, o acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor esses gatilhos e a forma como eles têm impactado sua rotina.
É possível que seja um contexto mais desafiador mesmo. Se é o caso de seus pensamentos serem muito ativados durante sua caminhada, recomendo o uso de algum distrator para suas corridas. Ouvir música, um podcast envolvente... Algo que te distraia do que pensa. A caminhada não te dá ansiedade, mas os pensamentos durante ela é que te deixam ansioso.

Pode ser ansiedade, mas difícil te dar a certeza. Há muitas pessoas que confundem momentos de ansiedade com alguma questão fisiológica, como batimentos cardíacos acelerados.
 Junior Noronha da Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Olá, por sua descrição seus sintomas parecem ser mesmo decorrentes de ansiedade sobretudo pelo seu diagnóstico anterior de TAG. Porém, apenas saber o que possui não resolve o problema, você trata sua ansiedade? Esses gatilhos que você desenvolveu poderão se multiplicar com o passar do tempo, te recomendo a busca por psicoterapia.

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