Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, senti

30 respostas
Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, sentimentos diversos como angústia, tristeza, melancolia, vazio profundo, culpa, raiva, muitos sentimentos misturados e no momento que escrevo me sinto entorpecido, anestesiado, sinto que uma barreira não deixa as emoções aflorarem. Coisas muito diversas ao mesmo tempo acontecendo.
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, agradeço por compartilhar algo tão íntimo. Perder alguém querido mobiliza emoções profundas que nem sempre conseguimos nomear ou organizar — e isso é absolutamente humano. O que você descreve — dias de choro intenso, sentimentos misturados, alternância entre dor e anestesia — faz parte do processo de luto, mas também aponta para algo que pede um espaço de escuta mais cuidadoso.

Na psicanálise, entendemos que o luto não se resolve apenas “passando o tempo”. Ele é um trabalho psíquico, um atravessamento onde cada pessoa dá sentido à perda de modo único. Às vezes, certas emoções, como culpa ou raiva, aparecem de forma inesperada, justamente porque nem sempre estamos conscientes do que ficou não dito ou não vivido com essa pessoa.

A terapia psicanalítica pode ajudar oferecendo um espaço onde essas emoções e silêncios podem existir sem julgamento, onde é possível colocar em palavras aquilo que, agora, talvez esteja preso ou sem forma dentro de você. Inclusive esse “entorpecimento” que você menciona: muitas vezes é o modo que nossa mente encontra para proteger-se temporariamente de uma dor muito intensa.

O convite aqui não é esquecer ou “superar”, mas compreender como essa perda atravessa sua história, seus afetos e suas escolhas daqui para frente. Estarei disponível para caminhar junto com você nesse processo, no seu tempo, respeitando seus silêncios e suas palavras.

Quando sentir que for o momento, podemos conversar mais sobre como começar esse trabalho juntos.

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 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! O luto é uma travessia que não segue um mapa. O que você associa a essa mistura de afetos - o entorpecimento, o choro, o vazio - são pausas necessárias no seu caminho. Deixe que cada emoção encontre sua palavra, sem pressa. O trabalho do luto é justamente essa elaboração lenta, onde nada precisa ser igual. Sugiro procurar uma psicóloga/psicanalista para aliviar esse processo.
 Samuel Viana
Psicanalista
São Paulo
O que você está vivendo é o luto, em sua forma mais crua e verdadeira. Não existe uma lógica ou uma linha reta nesse processo: é uma montanha emocional onde o vazio e o transbordamento podem se alternar no mesmo dia, ou na mesma hora. Chorar muito num momento e, no outro, sentir-se anestesiado é o cérebro tentando dosar o sofrimento para que você suporte o que, no fundo, parece insuportável.

Esse entorpecimento que sente não significa que você não está sentindo — significa que está sentindo tanto que seu corpo e mente ativaram uma proteção. A culpa, a raiva, a saudade, o vazio… tudo isso é parte da tentativa da tua alma de reorganizar a realidade sem essa pessoa que você amava.

Não lute contra essas emoções. Acolha-as como mensageiras. Não se cobre por se sentir assim. O luto não é um erro a ser corrigido, é um rito interno de transição.

Se puder, compartilhe esse peso com alguém que possa apenas te ouvir. E quando a anestesia vier, respeite. Às vezes, silenciar também é chorar. Você não está errado. Você está vivo — mesmo quando sente que não está.

Te abraço em silêncio, com respeito à tua dor. Ela é sagrada. E, mesmo sem perceber, você está atravessando
 Jéssica Lago
Psicólogo, Psicanalista
Brasília
Sinto muito pela sua perda!! Acho que pode ser importante você buscar terapia nesse momento para lidar com tudo o que está sentindo, para conseguir entrar em contato com essa emoções acompanhada(o), trabalhando com elas.
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! Mesmo que ainda esteja no período de luto, os sentimentos que relatas são bastante fortes e seria importante começar um processo de escuta psicanalítica para dar lugar a esta intensidade e organizar seus sentimentos! Bastante recomendável!
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
O luto é um processo profundo e singular; não segue uma linha reta, nem tem um tempo definido. O que você descreve, essa alternância entre explosão de sentimentos e momentos de anestesia emocional, faz parte da travessia. Em um momento, a dor extravasa; em outro, o psiquismo parece lançar mão de defesas para suportar o insuportável.

Raiva, culpa, tristeza, vazio, angústia... são afetos que muitas vezes se embaralham durante o luto e podem causar estranhamento ou até sensação de estar “perdido dentro de si”. Falar sobre isso, mesmo que pareça confuso ou fragmentado, pode abrir caminhos de elaboração. Na escuta psicanalítica, cada palavra, cada silêncio, cada repetição, pode ter um sentido a ser descoberto.
Dra. Rosemeire Garófolo
Psicólogo, Psicanalista
Campinas
Perder alguém que amamos mexe com todas as partes da nossa vida. Quatro meses ainda é pouco tempo, e é natural que o luto venha em ondas — às vezes com uma intensidade enorme, e em outras com uma sensação de anestesia, como se as emoções ficassem presas. O luto não é uma linha reta. Ele pode trazer tristeza, raiva, culpa, vazio e até momentos em que parece que não sentimos nada. Tudo isso faz parte do processo de adaptação à ausência e é uma forma do nosso corpo e mente tentarem lidar com algo tão grande.
O que pode ajudar:
Permitir sentir – Não tente se forçar a "estar bem" o tempo todo. Deixe as lágrimas virem quando precisarem, e aceite os momentos de anestesia como pausas naturais do corpo.
Falar sobre isso – Compartilhar com alguém de confiança ou um profissional ajuda a aliviar o peso. Colocar em palavras o que sente pode dar mais clareza ao que está acontecendo dentro de você.
Criar rituais de conexão – Às vezes, escrever uma carta para a pessoa que se foi, acender uma vela ou criar um momento simbólico de lembrança ajuda a elaborar a perda.
Cuidar do básico – Sono, alimentação e rotina fazem diferença. Quando estamos de luto, é fácil descuidar dessas áreas, mas elas sustentam o emocional.
Buscar ajuda profissional – Um psicólogo pode ajudar a dar sentido a esses sentimentos misturados e te guiar nesse processo sem que você se sinta sobrecarregado sozinho. Forte abrao!

Se sentir que a dor está insuportável ou que os sintomas estão muito intensos por muito tempo, procurar ajuda profissional não é sinal de fraqueza — é uma forma de cuidado consigo mesmo.
 Henara Ferreira
Psicanalista
Porto Alegre
Você fala que "perdeu" um ente querido. Sim, perder alguém é bastante dolorido e avassalador. Para entender o processo é importante falar e ser 'escutado', uma forma de amenizar os danos de um luto e poder dar um sentido para essa ausência.
Esses momentos de intensa dor, culpa, raiva, que você descreve falam muito sobre esse momento de luto. Essa “anestesia” pode ser uma defesa natural e temporária diante do excesso de dor. Não há uma forma “certa” de sentir ou um tempo exato para a dor passar. Fica como sugestão procurar se possível, um espaço terapêutico para elaborá-los esses sentimentos com segurança. Luto é amor em travessia — e merece cuidado.
 Ricardo Macedo
Psicanalista
São Paulo
Sinto muito pela sua perda.

Viver o luto de um ente querido é amargo, mas é preciso vivê-lo. É um processo de altos e baixos, como cair, levantar, seguir, cair, levantar e seguir. A montanha-russa de emoções que você descreve é totalmente compreensível.

É muito interessante que esteja nomeando e identificando os sentimentos. Com o tempo, tudo isso fará sentido e ganhará um novo significado para você. Lembre-se, não há um prazo de validade para assimilar a perda; cada um tem seu próprio tempo e sua forma de lidar com o fato.

Muita força para continuar sua caminhada. Se sentir que a dor se torna muito pesada, buscar um auxílio terapêutico pode ser uma forma valiosa de dividir e mitigar essa dor, oferecendo um espaço seguro para você processar tudo.
 Sônia Helena Tlusty Furlanetto
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo


Olá! Sinto muito pela sua perda! A perda de um ente querido é uma das experiências mais dolorosas que podemos enfrentar, e o processo de luto é frequentemente repleto de emoções complexas e contraditórias. É importante reconhecer que o que você está sentindo—tristeza, angústia, raiva, culpa são reações normais diante da perda.

1. **Reconhecimento das emoções**: Cada emoção que surge é válida e tem seu espaço. Em vez de tentar reprimir ou ignorar esses sentimentos, permita-se experimentá-los. A psicanálise enfatiza a importância de dar voz ao que está dentro de nós. Pergunte-se: o que essas emoções estão tentando me dizer? Que necessidades ou desejos não realizados estão por trás delas?

2. **Exploração do inconsciente**: Muitas vezes, a dor da perda pode reativar questões não resolvidas do passado. Considere refletir sobre a relação que você tinha com a pessoa que partiu. Quais eram os sentimentos predominantes em vida? Isso pode ajudar a trazer à tona aspectos do seu próprio eu que precisam ser explorados e compreendidos.

3. **A importância do simbolismo**: O luto muitas vezes se manifesta em sonhos, memórias e até em pensamentos recorrentes. Tente prestar atenção a esses sinais. O que eles podem simbolizar para você? Pode ser útil registrar seus sonhos ou reflexões em um diário, permitindo que sua mente consciente se expresse.

4. **A construção de um espaço de memória**: Criar um espaço ou ritual em homenagem ao seu ente querido pode ser uma forma significativa de processar a dor. Isso pode incluir escrever cartas, acender uma vela ou simplesmente reservar um tempo para lembrar os momentos compartilhados. Esse espaço pode servir como um ponto de conexão, permitindo que você mantenha viva a memória da pessoa enquanto também honra suas próprias emoções. Caso acredite que seja necessário.

5. **Busca de apoio profissional**: Se sentir que as emoções são avassaladoras, não hesite em buscar a ajuda de um psicoterapeuta. O trabalho em terapia pode oferecer um espaço seguro para explorar seus sentimentos e encontrar novas formas de lidar com a dor.

Lembre-se, o caminho do luto não é linear. É um processo que exige tempo e paciência. Seja gentil consigo mesmo enquanto navega por essa jornada de autodescoberta e cura.

Espero que essa abordagem ajude a guiar suas reflexões e ofereça um suporte significativo.
 Léa Michaan
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
O ser humano é um ser volátil, a cada instante uma outra faceta do Eu predomina. E também a cada faceta diferente de nos que predomina, é produzido diferentes hormônios, para termos equilíbrio hormonal, faz se necessário que aspectos contrastantes predominem. Por isso, as vezes você está triste, indiferente, animado, etc…
Respeite-se e viva sem cobranças e exigências; procurando ser pertinente, equilibrado e em busca da justa medida para todas as coisas,
Um abraço,
Lea
Dra. Maura Cristina de Carvalho
Psicólogo, Psicanalista
Brasília
Sinta meu carinho, faz pouco perdi meu irmão mais novo. Existem muitos profissionais que podem ajudar no processo de luto que é também um momento de grande oportunidade para que vc refaça suas escolhas de vida e reavalie suas prioridades.
Dr. Judson Riker
Psicólogo, Psicanalista
Salvador
As perdas e lutos fazem parte da vida. Acontecem com todas as pessoas e podem gerar muitos sentimentos. Precisamos aprender a não reprimir nossos sentimentos e sim vivê-los de firma sadia. As descobertas cientificas de KUBLER ROSS sobre o que passamos no livro SOBRE A MORTE E O PROCESSO DE MORRER tem excelente contribuição.
Olá! O processo do luto, na nossa cultura, está relacionado com os sintomas que descreves. Então, seria relevante analisares os efeitos desse processo em outros aspectos da tua vida. Se perceberes que estás tendo prejuízos no trabalho, nas relações afetivas e sociais e na tua disposição para as atividades em geral, por exemplo, seria recomendável avaliares a possibilidade de buscares auxílio profissional.
Meus sentimentos pela sua perda. Endendo o seu momento. Essa barreira que não deixa as emoções aflorarem e os sentimentos de torpor e anestesia, podem ser trabalhados com psicoterapia. Fico à dispoisção. Abraço.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Primeiramente, sinto muito pela sua perda. O luto é um processo profundamente singular e pode despertar uma mistura intensa de emoções, como as que você descreve. Não ter clareza ou sentir-se anestesiado também faz parte desse percurso. Buscar ajuda profissional pode oferecer um espaço seguro para acolher o que hoje parece impossível de nomear. Permita-se encontrar um profissional com quem você se identifique. Quando quiser, estarei por aqui.
Oi, meu coração sente muito pela sua dor.

O que você está vivendo é parte do processo de luto — e ele vem mesmo em ondas, misturando emoções como tristeza, culpa, raiva, vazio… e às vezes um silêncio por dentro, como se tudo ficasse anestesiado. Isso não é fraqueza, nem confusão. É o seu jeito único de tentar processar algo muito profundo.

Se permita sentir no seu tempo. E quando não conseguir, se permita também descansar da dor. O luto tem pausas.

Você não está só. Se quiser conversar mais sobre isso ou sentir que precisa de ajuda, estou aqui.
Dra. Paula Marinho
Psicanalista
Niterói
A perda é algo que aflora muitos sentimentos. É importante elaborar o luto e se puder fazer uma terapia ajudará nesse processo. Um abraço.
 Daniel Strucchi
Terapeuta complementar, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá. Em primeiro lugar, quero reconhecer sua coragem em colocar tudo isso em palavras. O que você está vivendo é um processo de luto, e ele pode mesmo ser intenso, confuso e oscilante.

A perda de alguém significativo pode desencadear uma sequência de emoções que vêm em ondas: tristeza profunda, saudade, raiva, culpa, sensação de vazio, e até momentos de anestesia emocional, como se o corpo e a mente desligassem por proteção.

Tudo isso faz parte da forma como o cérebro e o coração tentam assimilar uma ausência tão grande. Não há um jeito “certo” de viver o luto, e ele não segue uma linha reta. Às vezes você pode sentir que está indo melhor e, no dia seguinte, ser tomado por uma nova onda de dor.

O entorpecimento emocional que você descreve pode ser uma resposta natural do sistema nervoso para lidar com algo que ainda é intenso demais. Às vezes, a psique cria uma “barreira” temporária para dosar o impacto da perda.

A psicoterapia pode ajudar muito nesse momento. Não para acelerar o luto, mas para te acompanhar com respeito, acolher cada emoção que surgir e te ajudar a dar sentido ao que está acontecendo — aos poucos, no seu tempo. Falar com alguém que sabe escutar com presença pode aliviar essa sobrecarga interna.

Se quiser, estou à disposição para te receber nesse momento tão delicado. Você não precisa atravessar isso sozinho.

Um abraço,
Daniel
 Helton Alcioní Da Silva
Psicanalista
Florianópolis
A perda de alguém importante pode abrir um tempo muito singular na vida da gente. As emoções ficam mesmo confusas, intensas, às vezes misturadas ou até bloqueadas. Esse entorpecimento que você descreve também pode ser uma forma do psiquismo tentar dar conta de algo muito difícil de elaborar. Falar sobre isso, pouco a pouco, num espaço de escuta, pode ajudar a atravessar esse momento tão delicado. Não tem um jeito certo de viver o luto — cada pessoa sente à sua maneira.
Olá,

Será que você teria interesse em buscar um acompanhamento psicoterápico? Em situações como esta que você está experienciando pode ser uma oportunidade de receber ajuda e se abrir para o auto-conhecimento.
Olá! Trato muitos pacientes com luto prolongado, que parecer teu caso. Isso pode melhorar muito com a psicanálise.
 Rosane Rodrigues Fraga
Psicanalista
Belo Horizonte
Escrever é um recurso excelente. Poder se abrir numa análise seria fantástico. Afinal, muitos outros lutos virão. Precisamos pensar sobre a morte, falar, sonhar...A psicanálise trabalha com os sonhos, entre outros recursos. Você não tenha ideia do que podem revelar e como nos ajudam através da vida. Se der uma chance a eles.
O que você está descrevendo é uma reação normal e esperada ao luto, especialmente nos primeiros meses após a perda de alguém querido. O luto é um processo emocional complexo, e é absolutamente comum sentir uma mistura intensa de emoções — tristeza, raiva, culpa, vazio, melancolia — que podem surgir de forma imprevisível.
Sinto muito pela sua perda.
Acho que ajudaria bastante se você pudesse ter um acompanhamento terapêutico neste momento para te auxiliar no processo de luto pois embora muito falado, é um processo complexo e muito doloroso.
Na psicanálise, o luto não se trata apenas da dor pela perda de alguém querido, mas de um processo de elaboração interna em que a pessoa se vê diante da ausência e precisa ressignificar sua relação com a pessoa que partiu.
Nas sessões de análise, o luto encontra lugar na palavra: falar sobre a perda, sobre a dor, sobre o vazio abre caminha para a elaboração. O inconsciente pode reinscrever essa experiência, permitindo que a pessoa não fique aprisionada no passado, mas construa novas formas de viver. Agende uma consulta com psicanalista para passar por esse processo que é doloroso, que precisa ser vivido e ressignificado!
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
E já pensou em falar de tudo isso em sua psicanálise, com um psicanalista...?
Quando perdemos alguém importante, o cérebro e o psiquismo entram em um movimento de reorganização emocional. O luto não é linear: há dias em que as emoções transbordam e outros em que parece que tudo “parou”. Essa alternância entre intensidade e anestesia é uma forma de proteção — o organismo tenta administrar a dor em doses suportáveis.
A tristeza profunda, o vazio, a raiva, a culpa e até a sensação de entorpecimento são expressões diferentes de um mesmo processo: a tentativa de elaborar a ausência. Nenhum desses sentimentos é “errado”; todos fazem parte da reconstrução psíquica depois da perda. É como se o corpo e a mente precisassem aprender a existir novamente sem aquela presença.
Com o tempo — e, se possível, com acompanhamento terapêutico — o sofrimento vai se transformando em saudade mais serena. O luto não desaparece, mas muda de forma: da dor aguda para uma lembrança que você carrega com mais ternura e menos desespero.
Por agora, o mais importante é não se cobrar por “superar”. Permita-se viver o que vem, mesmo quando parece demais ou quando nada parece vir. Isso também é sentir — e faz parte do amor que ainda existe dentro de você.
O que você descreve é compatível com um processo de luto em curso. Nos primeiros meses após uma perda significativa, é comum que as emoções oscilem de forma intensa, com momentos de choro profundo, angústia, raiva, culpa e vazio, alternados com períodos de entorpecimento ou anestesia emocional. Essa “barreira” que você sente não significa que o luto parou ou que você não esteja sentindo, mas uma forma do psiquismo se proteger quando a dor fica excessiva. O luto não é linear e não segue uma ordem lógica; ele acontece em ondas, com avanços e recuos. Um acompanhamento terapêutico pode ajudar a sustentar esse processo, dar lugar às emoções no seu tempo e evitar que elas fiquem represadas ou se transformem em sofrimento prolongado. Você não está confuso à toa, está atravessando algo muito significativo.

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