Pessoal, gostaria de compartilhar uma situação e pedir a opinião de vocês, especialmente de psicólog
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Pessoal, gostaria de compartilhar uma situação e pedir a opinião de vocês, especialmente de psicólogos ou quem já viveu algo semelhante.
Terminei um relacionamento há poucos meses, foi intenso e muito amoroso. O fim não veio por falta de amor, traição ou brigas, mas pelo cansaço emocional, ansiedade e uma fase difícil que desgastou a convivência.
Desde então, mergulhei em um processo profundo de transformação:
Terapia constante;
Atividade física regular;
Vida espiritual mais presente;
Estudos e projetos de carreira.
Hoje me sinto outra pessoa: centrado, em paz e consciente dos meus valores.
Ela, por sua vez, nunca cortou completamente o vínculo:
Mantive acesso aos status dela;
Ela curte, reage e responde mensagens minhas de forma afetiva;
Em certo momento, disse que ‘me guarda em oração’;
Sua família segue mantendo contato tranquilo comigo.
Dois psicólogos (meu e um conhecido), cientes do contexto, avaliaram que temos grandes chances de um recomeço saudável, dado o amor que ainda existe e o amadurecimento de ambos.
Há uma semana, escrevi uma carta sincera a ela:
Falei da minha jornada, do amor que permanece, e a convidei para um reencontro leve, em um local simbólico, sem pressão ou drama.
Agora, estou aguardando… e refletindo.
Gostaria de opiniões sobretudo sobre:
Esses sinais de manutenção de vínculo são consistentes com vontade de reatar?
O fato de dois profissionais verem chances reais, isso é um indicativo confiável?
Como dosar esperança e cautela sem cair em idealização?
Vocês já viram casos assim darem certo?
Agradeço muito cada visão, experiência ou orientação.
Terminei um relacionamento há poucos meses, foi intenso e muito amoroso. O fim não veio por falta de amor, traição ou brigas, mas pelo cansaço emocional, ansiedade e uma fase difícil que desgastou a convivência.
Desde então, mergulhei em um processo profundo de transformação:
Terapia constante;
Atividade física regular;
Vida espiritual mais presente;
Estudos e projetos de carreira.
Hoje me sinto outra pessoa: centrado, em paz e consciente dos meus valores.
Ela, por sua vez, nunca cortou completamente o vínculo:
Mantive acesso aos status dela;
Ela curte, reage e responde mensagens minhas de forma afetiva;
Em certo momento, disse que ‘me guarda em oração’;
Sua família segue mantendo contato tranquilo comigo.
Dois psicólogos (meu e um conhecido), cientes do contexto, avaliaram que temos grandes chances de um recomeço saudável, dado o amor que ainda existe e o amadurecimento de ambos.
Há uma semana, escrevi uma carta sincera a ela:
Falei da minha jornada, do amor que permanece, e a convidei para um reencontro leve, em um local simbólico, sem pressão ou drama.
Agora, estou aguardando… e refletindo.
Gostaria de opiniões sobretudo sobre:
Esses sinais de manutenção de vínculo são consistentes com vontade de reatar?
O fato de dois profissionais verem chances reais, isso é um indicativo confiável?
Como dosar esperança e cautela sem cair em idealização?
Vocês já viram casos assim darem certo?
Agradeço muito cada visão, experiência ou orientação.
Do ponto de vista psicanalítico, você vive um momento de elaboração: a ruptura ainda está sendo metabolizada, mas há sinais de amadurecimento e reorganização interna importantes. Os gestos dela podem indicar que o vínculo não se rompeu, mas não garantem necessariamente o desejo de retomar.
A opinião dos profissionais é relevante como leitura do cenário, não como previsão. Cada sujeito tem seu tempo e seu desejo, e isso só se revela na relação concreta, não na expectativa.
Para equilibrar esperança e cautela, é importante manter a abertura, mas sem substituir a realidade pela idealização. Você já fez o movimento que precisava; agora, é esperar a resposta dela e continuar sustentando seu próprio processo, independentemente do desfecho. Reencontros saudáveis são possíveis quando ambos chegam por um desejo renovado; e isso só o tempo e o diálogo podem mostrar.
A opinião dos profissionais é relevante como leitura do cenário, não como previsão. Cada sujeito tem seu tempo e seu desejo, e isso só se revela na relação concreta, não na expectativa.
Para equilibrar esperança e cautela, é importante manter a abertura, mas sem substituir a realidade pela idealização. Você já fez o movimento que precisava; agora, é esperar a resposta dela e continuar sustentando seu próprio processo, independentemente do desfecho. Reencontros saudáveis são possíveis quando ambos chegam por um desejo renovado; e isso só o tempo e o diálogo podem mostrar.
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Olá. O fato dos profissionais verem chances reais é reconfortante masssss não deve ser tomado com uma previsão. Os sinais que ela te dá (contato, curtidas, etc) podem representar afeto, cuidado ou apenas uma dificuldade de cortar vínculos, porém não substituem um posicionamento claro por parte dela. Na psicanálise, trabalhamos justamente com o que está dito e o que não está: ela não se posicionou sobre reatar.
Espere pela resposta dela, se apoiando no real e mantendo os pés no chão: ela pode querer reaproximar, mas também pode não querer, e isso não diminui o que você construiu em si.
Existe chance de um recomeço? Sim, mas também pode não haver. Então é importante você não fazer dessa chance um "destino fechado" para não se decepcionar e sofre novamente.
O importante agora é o que você e ela desejam e não o que os outros supõe que pode acontecer. Abs
Espere pela resposta dela, se apoiando no real e mantendo os pés no chão: ela pode querer reaproximar, mas também pode não querer, e isso não diminui o que você construiu em si.
Existe chance de um recomeço? Sim, mas também pode não haver. Então é importante você não fazer dessa chance um "destino fechado" para não se decepcionar e sofre novamente.
O importante agora é o que você e ela desejam e não o que os outros supõe que pode acontecer. Abs
Não entendo que a vontade de se reencontrar seja um indício forte de desejo por uma reconciliação. Mais me parece como uma necessidade de entender como a relação mais próxima pode se desenrolar nesse seu novo momento espiritual e mental. Pode sim se reverter em um novo relacionamento, pode fortalecer os laços em forma de amizade ou pode até gerar uma frustração e levar a um corte definitivo no contato. Tudo depende da dinâmica do encontro e como você vai encarar. Muito importante ir sem gerar expectativa para que o sentimento não fique enviesado.
Que bom que você buscou evoluir através de terapia, atividade física, fortalecimento da vida espiritual... isso nos fortalece e nos ajuda a olhar a vida com outros olhos. Pelo que você disse, o amor nunca deixou de existir, ele apenas esfriou por diversos motivos, o interessante é que vocês precisaram se afastar pra perceberem que o sentimento que vocês tem um pelo outro não estava sendo nutrido. Concordo plenamente com a posição desses dois profissionais, pois é possível sim um novo recomeço, ambos olhando na mesma direção e não cometendo os erros de antes. As chances de dar certo é muito real, só dependem de vocês se fortalecerem sem soltar a mão do outro.
Ola,
A minha visão diante deste relato é que você precisa refletir de forma íntima o que te leva a sentir esta dúvida referente à reatar a relação.
As análises são para que você adquira cada vez mais autoconfiança e amor próprio e assim consiga tomar suas decisões de forma a aceitar as consequências tanto positivas quando negativas desta escolha. Sugiro que reflita se esta realmente pronto para este reinício, a Terapia deve ser um auxílio para que seja capaz de avaliar por si mesmo.
Espero que tenha ajudado
A minha visão diante deste relato é que você precisa refletir de forma íntima o que te leva a sentir esta dúvida referente à reatar a relação.
As análises são para que você adquira cada vez mais autoconfiança e amor próprio e assim consiga tomar suas decisões de forma a aceitar as consequências tanto positivas quando negativas desta escolha. Sugiro que reflita se esta realmente pronto para este reinício, a Terapia deve ser um auxílio para que seja capaz de avaliar por si mesmo.
Espero que tenha ajudado
Olá. Os sinais que você relata parecem consistentes com vontade de reatar. Apenas por dois profissionais verem chances reais, não me parece indicatívo confiável. Dosar esperança e cautela, é observar e conversar, em novos momentos, o que de fato mudou para para cada um de vocês em termos de: entendimento, percepção emocional e comportamentos. São essas mudanças, se realmente ocorreram, que irão sustentar uma nova realidade. Sim, já vi casos assim darem certo, todos nós mudamos renovando nossas perspectivas. Abraço!
Os sinais que ela mantém, tipo: respostas afetivas, status, contato da família, indicam abertura, mas não uma intenção garantida de reatar. A opinião de dois profissionais reforça que existe potencial, não certeza. O ideal é manter esperança com os pés no chão, sem romantizar o passado. Espere o retorno dela com calma e maturidade emocional. Histórias como a sua podem dar certo quando ambos crescem e se reencontram no tempo certo.
Foi realmente interessante, para mim, ler sua história. Sua narrativa me vez imaginar o percurso de crescimento interno e amadurecimento que você passou e que, talvez, ainda esteja passando. Quanto libertador deve ter sido para você encontrar-se com esse novo "eu".
Vamos, calmamente, avaliar seus questionamentos:
1. Sobre sinais de manutenção de vínculo e vontade de reatar: na minha visão, manter contato com alguém pode trazer inúmeras motivações. E, muitas das vezes, as motivações nem ao menos estão tão claras para aqueles que as mantém. Então, uma forma de você conseguir entender suas angústias sobre os reais interesses, é através de conversas francas e observações. Nessa interação real, será possível sentir e reconhecer quais são, em verdade seus interesses, e se há real desejo de você reatar. Havendo pela a outra parte entendimento também dos próprios desejos, o acordo tem a possibilidade de se tornar mais claro e leve.
2. Sobre a avaliação de dois profissionais: Certamente tais pessoas se dispuseram a avaliar a situação com cuidado e profissionalismo. Acontece que, na nossa vida, nada é seguro e certo o tempo todo. As "coisas" mudam, pessoas mudam, interesses mudam. A melhor pessoa para avaliar sobre um possível sucesso no vínculo é você mesmo. Analise o momento presente. Preste atenção nos sinais. Escute suas vozes internas. Converse com seu terapeuta. Você obterá a resposta de qual caminho seguir.
3. Sobre cautela, esperança e idealização: São três dimensões que fazem parte do sujeito. A cautela existe quando não queremos reproduzir o mesmo resultado. A esperança nos espreita sempre que desejamos viver algo que não está se manifestando no momento atual. A idealização faz parte do humano e é, muitas vezes, o que nos salva, por alguns momentos. Para que essas dimensões convivam em harmonia é imprescindível que você conheça seus limites internos e esteja conectado com o momento presente.
4. Sobre outros casos parecidos: nossa vida é um imenso aglomerado de histórias. Poderemos pensar sobre o que é "dar certo". O dar certo pode ser por um tempo e não significa que, se houve mudanças, que não deu certo. Vocês deram certo e, talvez, ainda estejam dando certo, porém, agora, numa nova roupagem. Respeita teu sentir e teu desejo. A vida está acontecendo agora!
Espero ter lhe ajudado.
Vamos, calmamente, avaliar seus questionamentos:
1. Sobre sinais de manutenção de vínculo e vontade de reatar: na minha visão, manter contato com alguém pode trazer inúmeras motivações. E, muitas das vezes, as motivações nem ao menos estão tão claras para aqueles que as mantém. Então, uma forma de você conseguir entender suas angústias sobre os reais interesses, é através de conversas francas e observações. Nessa interação real, será possível sentir e reconhecer quais são, em verdade seus interesses, e se há real desejo de você reatar. Havendo pela a outra parte entendimento também dos próprios desejos, o acordo tem a possibilidade de se tornar mais claro e leve.
2. Sobre a avaliação de dois profissionais: Certamente tais pessoas se dispuseram a avaliar a situação com cuidado e profissionalismo. Acontece que, na nossa vida, nada é seguro e certo o tempo todo. As "coisas" mudam, pessoas mudam, interesses mudam. A melhor pessoa para avaliar sobre um possível sucesso no vínculo é você mesmo. Analise o momento presente. Preste atenção nos sinais. Escute suas vozes internas. Converse com seu terapeuta. Você obterá a resposta de qual caminho seguir.
3. Sobre cautela, esperança e idealização: São três dimensões que fazem parte do sujeito. A cautela existe quando não queremos reproduzir o mesmo resultado. A esperança nos espreita sempre que desejamos viver algo que não está se manifestando no momento atual. A idealização faz parte do humano e é, muitas vezes, o que nos salva, por alguns momentos. Para que essas dimensões convivam em harmonia é imprescindível que você conheça seus limites internos e esteja conectado com o momento presente.
4. Sobre outros casos parecidos: nossa vida é um imenso aglomerado de histórias. Poderemos pensar sobre o que é "dar certo". O dar certo pode ser por um tempo e não significa que, se houve mudanças, que não deu certo. Vocês deram certo e, talvez, ainda estejam dando certo, porém, agora, numa nova roupagem. Respeita teu sentir e teu desejo. A vida está acontecendo agora!
Espero ter lhe ajudado.
Pelo que você nos diz, não dá para eu reconhecer um problema a não ser a sua insegurança. Por isto, recomendo trabalhar a sua atitude de insegurança com um(a) profissional de psicoterapia falada ou seja da linha humanista ou psicanalítica. Recomendo você se informar sobre estas duas linhas de psicoterapia, pois a sua expectativa parece ser outra: Você conta o que você viveu -- e um pouco o que você deseja -- como se se tratasse de uma tarefa objetiva. Comparo com um defeito não diagnosticado num carro e você pergunta o mecânica como proceder para concertá-lo ou talvez comprar outro. Tratando-se da sua alma, não se recomenda raciocinar com este modelo de raciocínio, mas de explorar a sua própria personalidade e se fortalecer. Desta maneira, você vai poder achar um caminho satisfatório.
As idealizações são processos comuns da paixão. Pessoas se apaixonam e não há problema algum com isso. Todo carinho, afeto positivo e desejo quando bem conduzidos (por ambas as partes) podem proporcionar deliciosos encontros ou reencontros. Legal você pedir a opinião de pessoas e de profissionais da área psi para pensar seus sentimentos... Mas seus sentimentos são seus e é você que, num cuidadoso processo terapêutico, vai (re)elaborar melhor seus sentimentos. Na psicanálise trabalhamos com a autonomização do sujeito: é você quem dará nome aos seus sentimentos. Esse pode ser um dos seus trabalhos em análise.
Espero ter contribuído (e, claro, não "resolvido", suas questões)...rs
Fique bem.
Abraços
Espero ter contribuído (e, claro, não "resolvido", suas questões)...rs
Fique bem.
Abraços
Oi, entendo o quanto esse processo é delicado; os sinais que você descreve mostram que ainda existe vínculo e afeto, mas isso não garante retorno — mostra apenas que não houve ruptura emocional completa; o mais importante agora é manter os pés no chão, reconhecer o quanto você mudou e permitir que o tempo faça a parte dele sem idealização; reencontros podem acontecer e ter bons resultados, mas só quando ambos estão prontos e não por carência ou urgência, então siga com calma e autenticidade.
Boas perguntas pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista...
O que você descreve é um território delicado: o lugar onde o amor não acabou, mas a relação sim — pelo menos por enquanto. Isso não é ruptura; é suspensão. E na suspensão, tudo pode renascer… ou morrer em silêncio.
Vamos aos pontos:
1. Os sinais dela são consistentes com vontade de reatar?
Sim — mas com limite.
Manter status aberto, reagir, responder com afeto, “guardar em oração”, permitir aproximação da família… tudo isso sinaliza que o vínculo não foi rompido no imaginário dela.
Mas isso não significa decisão.
Significa afeto vivo, não retorno garantido.
2. A opinião de dois profissionais é confiável?
É confiável dentro do que ela mostrou até agora — não como previsão de futuro.
A clínica não profetiza e não sugere. Ela lê movimentos.
E os movimentos de vocês indicam que existe matéria para reconstituição: amor, respeito, trabalho interno, crescimento. Isso não é pouca coisa.
Mas reconstrução só existe se os dois quiserem ao mesmo tempo.
3. Como equilibrar esperança e cautela?
A esperança só adoece quando se transforma em exigência.
A esperança deve ser ativa, não ansiosa:
– Você estendeu a mão com maturidade.
– Agora ela talvez precisará de tempo para que responda com liberdade.
– Não coloque sua vida entre parênteses enquanto espera.
Se ela voltar, que seja encontro, não resgate.
Se não voltar, que a sua carta tenha funcionado como ritual de fechamento, não como ferida aberta.
4. Casos assim dão certo?
Sim, quando existe amor + responsabilidade + revisão real dos padrões que antes destruíam a relação.
E não, quando as pessoas tentam voltar ao que era — porque o que era não funciona mais.
Só dá certo quando nasce uma terceira relação, diferente da primeira e da ruptura.
Em síntese:
Os sinais são reais, o potencial existe, e você fez o gesto certo.
Agora, o movimento é dela.
O seu papel é manter os pés no chão e o coração limpo — sem fantasiar finais perfeitos, mas sem sufocar o que sente.
Se ela aceitar o reencontro, ótimo.
Se não aceitar, você seguirá inteiro — porque já está diferente.
Vamos aos pontos:
1. Os sinais dela são consistentes com vontade de reatar?
Sim — mas com limite.
Manter status aberto, reagir, responder com afeto, “guardar em oração”, permitir aproximação da família… tudo isso sinaliza que o vínculo não foi rompido no imaginário dela.
Mas isso não significa decisão.
Significa afeto vivo, não retorno garantido.
2. A opinião de dois profissionais é confiável?
É confiável dentro do que ela mostrou até agora — não como previsão de futuro.
A clínica não profetiza e não sugere. Ela lê movimentos.
E os movimentos de vocês indicam que existe matéria para reconstituição: amor, respeito, trabalho interno, crescimento. Isso não é pouca coisa.
Mas reconstrução só existe se os dois quiserem ao mesmo tempo.
3. Como equilibrar esperança e cautela?
A esperança só adoece quando se transforma em exigência.
A esperança deve ser ativa, não ansiosa:
– Você estendeu a mão com maturidade.
– Agora ela talvez precisará de tempo para que responda com liberdade.
– Não coloque sua vida entre parênteses enquanto espera.
Se ela voltar, que seja encontro, não resgate.
Se não voltar, que a sua carta tenha funcionado como ritual de fechamento, não como ferida aberta.
4. Casos assim dão certo?
Sim, quando existe amor + responsabilidade + revisão real dos padrões que antes destruíam a relação.
E não, quando as pessoas tentam voltar ao que era — porque o que era não funciona mais.
Só dá certo quando nasce uma terceira relação, diferente da primeira e da ruptura.
Em síntese:
Os sinais são reais, o potencial existe, e você fez o gesto certo.
Agora, o movimento é dela.
O seu papel é manter os pés no chão e o coração limpo — sem fantasiar finais perfeitos, mas sem sufocar o que sente.
Se ela aceitar o reencontro, ótimo.
Se não aceitar, você seguirá inteiro — porque já está diferente.
Com o acesso ao subconsciente sabemos se é real. O consciente apenas replica as vivências que estão no subconsciente e inconsciente, que podem estar conectadas ao apego, apenas uma possibilidade.
O investimento que você descreve em si mesmo (terapia, corpo, espiritualidade, projetos) é clinicamente significativo, sobretudo porque não parece ter sido feito como estratégia para recuperar o outro, mas como resposta a um sofrimento. Isso, de fato, pode produzir deslocamentos subjetivos importantes. Contudo, a psicanálise nos lembra que mudanças internas não se verificam apenas pela intenção ou pela sensação de paz atual, mas pela forma como o sujeito se posiciona quando reencontra o outro e os antigos impasses.
Sobre dosar esperança e cautela, talvez a questão não seja conter a esperança, mas interrogar o lugar que ela ocupa: se ela abre espaço para um encontro real, com alteridade e limites, ou se sustenta uma expectativa de retorno a um ideal de relação. A cautela, nesse sentido, não é frieza, mas disponibilidade para acolher qualquer resposta sem que ela invalide o trabalho subjetivo já realizado.
Do ponto de vista psicanalítico, o que você descreve aponta menos para a pergunta “vai ou não vai reatar?” e mais para como o vínculo está sendo simbolizado por cada um neste momento.
Caso sinta necessidade de aprofundar essa reflexão em um espaço de escuta individual, coloco-me à disposição como psicanalista para acompanhamento e elaboração desse processo.
Sobre dosar esperança e cautela, talvez a questão não seja conter a esperança, mas interrogar o lugar que ela ocupa: se ela abre espaço para um encontro real, com alteridade e limites, ou se sustenta uma expectativa de retorno a um ideal de relação. A cautela, nesse sentido, não é frieza, mas disponibilidade para acolher qualquer resposta sem que ela invalide o trabalho subjetivo já realizado.
Do ponto de vista psicanalítico, o que você descreve aponta menos para a pergunta “vai ou não vai reatar?” e mais para como o vínculo está sendo simbolizado por cada um neste momento.
Caso sinta necessidade de aprofundar essa reflexão em um espaço de escuta individual, coloco-me à disposição como psicanalista para acompanhamento e elaboração desse processo.
Os sinais que você descreve indicam manutenção de vínculo emocional, não uma decisão clara de reatar. Há afeto e ambivalência, o que abre possibilidade, mas não garante um retorno.
A avaliação de dois psicólogos é um indicativo de viabilidade, não uma certeza, pois o desejo e o tempo psíquico dela não podem ser previstos.
O equilíbrio saudável está em manter esperança sem dependência: estar aberto ao reencontro, mas inteiro mesmo se a resposta for não.
Casos assim podem dar certo, especialmente quando houve crescimento real e ausência de conflitos graves, mas também podem não evoluir, sem que isso invalide sua transformação.
A carta foi madura e respeitosa; agora, o mais importante é não interpretar o silêncio como resposta definitiva e sustentar quem você se tornou, independentemente do desfecho.
A avaliação de dois psicólogos é um indicativo de viabilidade, não uma certeza, pois o desejo e o tempo psíquico dela não podem ser previstos.
O equilíbrio saudável está em manter esperança sem dependência: estar aberto ao reencontro, mas inteiro mesmo se a resposta for não.
Casos assim podem dar certo, especialmente quando houve crescimento real e ausência de conflitos graves, mas também podem não evoluir, sem que isso invalide sua transformação.
A carta foi madura e respeitosa; agora, o mais importante é não interpretar o silêncio como resposta definitiva e sustentar quem você se tornou, independentemente do desfecho.
O que você descreve mostra um vínculo que não foi encerrado emocionalmente, mas que ainda está em um território ambíguo. Curtidas, respostas afetivas, referências espirituais e a manutenção do contato familiar costumam indicar cuidado, afeto e dificuldade de desligamento, mas não são, por si só, confirmação de desejo de reatar. Muitas vezes expressam ambivalência: a pessoa sente, mas ainda não sabe se consegue sustentar o reencontro.
A leitura de profissionais sobre “chances reais” deve ser entendida como reconhecimento de potencial, não como garantia de desfecho. Houve amor, não houve ruptura traumática e você fez movimentos consistentes de amadurecimento isso cria condições melhores, mas o ponto decisivo é como ela está hoje e o que ambos conseguem construir no presente, não a validação do passado.
Para dosar esperança e cautela, ajuda manter duas âncoras: abertura para o encontro real (sem pressionar respostas) e compromisso com a própria estabilidade, independentemente do retorno. Do ponto de vista emocional e neurobiológico, a espera ativa facilmente vira idealização; por isso, observe fatos concretos mais do que sinais indiretos. Casos assim podem dar certo quando o reencontro acontece com escuta, limites e disponibilidade mútua e também podem não acontecer, sem que isso invalide o seu processo. O cuidado agora é seguir vivendo a sua vida enquanto aguarda, para que a resposta dela não se torne o centro da sua regulação emocional.
A leitura de profissionais sobre “chances reais” deve ser entendida como reconhecimento de potencial, não como garantia de desfecho. Houve amor, não houve ruptura traumática e você fez movimentos consistentes de amadurecimento isso cria condições melhores, mas o ponto decisivo é como ela está hoje e o que ambos conseguem construir no presente, não a validação do passado.
Para dosar esperança e cautela, ajuda manter duas âncoras: abertura para o encontro real (sem pressionar respostas) e compromisso com a própria estabilidade, independentemente do retorno. Do ponto de vista emocional e neurobiológico, a espera ativa facilmente vira idealização; por isso, observe fatos concretos mais do que sinais indiretos. Casos assim podem dar certo quando o reencontro acontece com escuta, limites e disponibilidade mútua e também podem não acontecer, sem que isso invalide o seu processo. O cuidado agora é seguir vivendo a sua vida enquanto aguarda, para que a resposta dela não se torne o centro da sua regulação emocional.
Os sinais indicam ambivalência, não indiferença.
Isso não garante recomeço, mas mostra que o vínculo não foi rompido.
Avaliações profissionais apontam condições, não certezas.
Esperança saudável não pressiona, cautela saudável não se fecha.
Você fez sua parte com clareza.
Agora, observe os atos e aguarde sem se abandonar.
Rubens Torres — Psicanalista
Posso ajudar
Isso não garante recomeço, mas mostra que o vínculo não foi rompido.
Avaliações profissionais apontam condições, não certezas.
Esperança saudável não pressiona, cautela saudável não se fecha.
Você fez sua parte com clareza.
Agora, observe os atos e aguarde sem se abandonar.
Rubens Torres — Psicanalista
Posso ajudar
A pergunta que deve ser feita aqui é: VOCÊ quer reatar?
Primeiro você precisa entender o que você QUER. E se realmente quer ou se reatar seria apenas um comodismo para não ficar sozinho.
Primeiro você precisa entender o que você QUER. E se realmente quer ou se reatar seria apenas um comodismo para não ficar sozinho.
É uma jornada bem complexa essa sua de transformação e de tentar entender os rumos desse relacionamento. Esses sinais de vínculo podem sim ser um indicativo de que o carinho e a conexão permanecem, mas não garantem que um recomeço daria certo, entende? A opinião dos psicólogos é válida, pois considera o contexto, mas a decisão final é de vocês dois, e ela depende muito do que cada um busca e sente nesse momento. Espero ter ajudado! Fique bem!
Olá! Relacionamentos nos desafiam profundamente, não é verdade? Especialmente por estarem envoltos em subjetividades que nossa mente não consegue controlar, ou antever com clareza, especialmente quando mobilizam sentimentos intensos. Me pareceu que esse relacionamento foi importante para você e que o término te conduziu a maior auto cuidade e por caminhos internos profundos! Entendi que você foi verdadeiro consigo quando a procurou e revelou sua abertura, mas considero improvável antever o que se passa com ela, sem que ela se revele. Se há casais que rompem completamente e retornam, também há aqueles que mantem certa conexão e podem não retornar. Ao fazermos conjecturas podemos nos enganar e quando o desejo nos inclina para um determinado lugar, difícil mantermos a imparcialidade. Ser um observador de si mesmo, cuidar de si e continuar seu caminho de autoconhecimento poderiam continuar sendo otimas metas. Ser honesto consigo e aceitar a realidade como a melhor entrega da vida para você, também o ajudariam. Compreender o que ela realmente deseja, independente do que você preconiza, pode ajudá-lo a estabelecer ações concretas frente o futuro desse relacionamento. Entender a realidade ajuda a tomar a melhor direção para sua própria vida, a única da qual você pode ter algum controle. Te desejo um bom futuro!
Bom dia, espero que esteja bem, sou isabela abigail psicanalista, primeiro é necessário entender se não é um apego emocional, ou o desejo inconsciente que ela supra o lugar de alguém, segundo diagnosticar por que ocorreu do cansaço emocional a ansiedade, que pode vim junto com inseguranças ou controle, é necessário ir mais a fundo para poder compreender , pois através do autoconhecimento profundo que consigo compreender minhas ações, e é necessário entendermos as raízes por trás, identificar medos, traumas, oque esta dominando qual das 7 raízes que estão dominando, rejeição, medo, abandono, culpa, desistência, injustiça, raiva.
Você não precisa enfrentar isso sozinha(o). Com o acompanhamento certo, é possível compreender suas emoções, fortalecer sua estrutura interna e promover mudanças consistentes. Se fizer sentido para você, será um prazer conduzir esse processo terapêutico ao seu lado.
Você não precisa enfrentar isso sozinha(o). Com o acompanhamento certo, é possível compreender suas emoções, fortalecer sua estrutura interna e promover mudanças consistentes. Se fizer sentido para você, será um prazer conduzir esse processo terapêutico ao seu lado.
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