Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem apresentar comportamentos autodestrut

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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem apresentar comportamentos autodestrutivos?
Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem apresentar comportamentos autodestrutivos, especialmente em momentos de dor emocional intensa. Muitas vezes isso aparece como uma forma de tentar aliviar sentimentos difíceis ou lidar com o medo de abandono. É um sinal de sofrimento profundo, não de fraqueza, e com escuta acolhedora e cuidado adequado, é possível encontrar formas mais seguras de se regular emocionalmente.

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Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência e, como psicóloga da TCC, quero dizer que a presença de reações impulsivas que trazem prejuízo à própria pessoa é uma das características mais dolorosas e complexas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e agradeço por sua observação. Para quem convive com o transtorno, a intensidade das emoções pode ser tão avassaladora que a pessoa sente como se perdesse o controle sobre suas ações. Nesses momentos, comportamentos que ferem a própria dignidade ou saúde surgem como uma tentativa desesperada de aplacar uma agonia emocional que parece não ter fim. Essas reações podem se manifestar de diversas formas na rotina, desde decisões impensadas em relacionamentos até o descuido sistemático com a própria segurança ou saúde física. Sob a perspectiva da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), entendemos que esses atos funcionam como uma estratégia de enfrentamento disfuncional: a pessoa busca um alívio imediato para uma dor mental que não sabe como processar. O grande problema é que esse alívio é ilusório e passageiro, geralmente sendo sucedido por uma onda de culpa e desespero, o que mantém o ciclo de instabilidade e sofrimento ativo. A boa notícia é que o tratamento de base, que une a psicoterapia TCC ao acompanhamento psiquiátrico, é o caminho mais seguro para transformar essa realidade. Na terapia, trabalhamos para identificar os pensamentos catastróficos que disparam essa "tempestade interna" e ensinamos ferramentas práticas para que a pessoa consiga tolerar o desconforto sem precisar agir de forma impulsiva. O objetivo é que o paciente aprenda a reconhecer o aumento da "voltagem" emocional e utilize técnicas de regulação antes que o comportamento de risco se concretize. Buscar um psicólogo da TCC é a estratégia fundamental para quem deseja trocar a impulsividade pelo autoconhecimento e pela proteção de si mesmo. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem apresentar comportamentos autodestrutivos, como automutilação ou abuso de substâncias, muitas vezes como forma de lidar com angústias intensas, vazio interno ou medo de abandono; na perspectiva psicanalítica, esses atos podem ser compreendidos como acting out, em que o sujeito externaliza sentimentos que não consegue simbolizar, utilizando o corpo ou ações como via de regulação psíquica temporária.

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