Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem melhorar sua capacidade de lidar com

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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem melhorar sua capacidade de lidar com mudanças na vida?
Sim. Antes de ter um diagnóstico, é uma pessoa que pode construir uma vida que vale a pena ser vivida. O TPB são apenas sintomas, existe uma vida que foi afetada por diversos acontecimentos que fez com que tivesse um modo de funcionar que se categoriza como TPB.

Através da psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e com hábitos saudáveis podem ocorrer remissão dos sintomas vivenciados. Assim como outros transtornos, o engajamento no cuidado resulta em melhora da qualidade de vida.

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Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem melhorar sua capacidade de lidar com mudanças, especialmente com acompanhamento terapêutico consistente, desenvolvendo maior tolerância à incerteza e flexibilidade psíquica; na perspectiva psicanalítica, o trabalho clínico favorece a ampliação da simbolização e da continuidade do eu, permitindo que o sujeito atravesse transformações sem vivenciá-las apenas como ruptura ou ameaça, mas também como algo possível de ser elaborado.
 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?

Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem desenvolver, ao longo do tempo, uma capacidade muito maior de lidar com mudanças na vida. Isso não acontece de forma automática, mas é algo bastante possível quando há um processo terapêutico consistente e um trabalho de autoconhecimento mais aprofundado.

O que costuma acontecer é que, para quem tem esse padrão emocional, mudanças podem ser sentidas como ameaças muito intensas, mesmo quando, racionalmente, não parecem tão grandes. É como se o sistema emocional interpretasse qualquer alteração como um risco de perda, abandono ou desorganização interna. E aí a reação não é exagero “por escolha”, mas sim uma resposta emocional muito rápida e forte.

Com o tempo, a terapia ajuda a pessoa a identificar esses padrões, nomear o que está sentindo e, principalmente, criar um pequeno espaço entre a emoção e a ação. Esse espaço faz muita diferença. Aos poucos, a mudança deixa de ser vivida como algo caótico e passa a ser algo que pode ser compreendido, processado e tolerado.

Vale a pena se perguntar: o que exatamente nas mudanças costuma ser mais difícil para você — a sensação de perder controle, o medo de ser deixado, ou a incerteza do que vem depois? Quando algo muda, qual é a primeira emoção que aparece, mesmo que seja bem rápida? E como você costuma reagir logo depois que essa emoção surge?

Essas respostas ajudam muito a entender por onde começar um trabalho mais profundo. Com o suporte certo, não só é possível lidar melhor com mudanças, como também desenvolver uma sensação maior de estabilidade interna, mesmo quando a vida do lado de fora muda.

Caso precise, estou à disposição.

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