Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são apenas sensíveis à rejeição social?
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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são apenas sensíveis à rejeição social?
Bom dia,
Não, a sensibilidade vai muito além. A rejeição social é uma parte, mas o núcleo é uma intolerância à solidão e um medo intenso de abandono (real ou imaginado) por figuras significativas. A "pele emocional" é tão fina que qualquer sinal de distância, desaprovação ou falha na atenção de alguém importante pode ser vivido como uma rejeição catastrófica. É uma hiper-reatividade nos vínculos íntimos, onde a pessoa oscila entre a idealização e a desvalorização, tornando os relacionamentos intensos e instáveis. A psicoterapia ajuda a construir uma maior tolerância a essas angústias.
Espero que ajude na sua duvida,
Até mais.
Não, a sensibilidade vai muito além. A rejeição social é uma parte, mas o núcleo é uma intolerância à solidão e um medo intenso de abandono (real ou imaginado) por figuras significativas. A "pele emocional" é tão fina que qualquer sinal de distância, desaprovação ou falha na atenção de alguém importante pode ser vivido como uma rejeição catastrófica. É uma hiper-reatividade nos vínculos íntimos, onde a pessoa oscila entre a idealização e a desvalorização, tornando os relacionamentos intensos e instáveis. A psicoterapia ajuda a construir uma maior tolerância a essas angústias.
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Não. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline não são apenas sensíveis à rejeição social, embora ela seja uma vivência central. A sensibilidade costuma se estender a qualquer sinal de distância, ambiguidade ou mudança na relação, incluindo silêncio, atraso, frustração, limites e diferenças de desejo. Esses elementos podem ser experimentados como perda, desvalorização ou ameaça ao vínculo, mobilizando reações emocionais intensas. Esse funcionamento revela uma dificuldade em sustentar a presença do outro internamente quando ele não está disponível como esperado. Na análise, torna-se possível compreender essa lógica relacional e construir modos mais estáveis de lidar com a alteridade, sem que toda diferença seja vivida como abandono.
Olá, tudo bem? Não, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline não são sensíveis apenas à rejeição social, embora esse seja um aspecto muito visível do quadro. A sensibilidade à rejeição costuma chamar mais atenção porque aparece nos relacionamentos, mas o funcionamento é mais amplo e envolve uma sensibilidade elevada a várias experiências emocionais, internas e externas.
Além da rejeição, muitas pessoas com TPB são altamente sensíveis a frustrações, mudanças inesperadas, perdas simbólicas, críticas sutis, ambivalências e até à própria percepção de falhar ou decepcionar alguém. Emoções como vergonha, culpa, medo e raiva podem ser vividas com intensidade muito alta, mesmo quando o gatilho parece pequeno para quem observa de fora. O sistema emocional reage como se estivesse constantemente tentando evitar uma dor já conhecida.
Também existe uma sensibilidade importante ao estado interno do próprio corpo e da mente. Sensações de vazio, confusão, cansaço extremo ou desconforto físico podem rapidamente ganhar um significado emocional intenso, ampliando sofrimento e reações. Por isso, reduzir o TPB apenas à “sensibilidade à rejeição” acaba simplificando demais um funcionamento que é complexo e multifacetado.
Vale se perguntar: o que mais costuma te afetar além das relações? Frustrações, mudanças de planos ou críticas internas também disparam reações fortes? Depois que a emoção passa, você percebe que a intensidade foi maior do que gostaria? Essas perguntas ajudam a ampliar a compreensão do que está acontecendo, sem rótulos restritivos.
Na psicoterapia, esse conjunto de sensibilidades é trabalhado de forma integrada, ajudando a pessoa a reconhecer padrões, regular emoções e construir uma relação mais estável consigo e com os outros. Se a pessoa já estiver em acompanhamento, conversar sobre essa visão mais ampla da sensibilidade com o profissional que a atende pode ser bastante esclarecedor. Caso precise, estou à disposição.
Além da rejeição, muitas pessoas com TPB são altamente sensíveis a frustrações, mudanças inesperadas, perdas simbólicas, críticas sutis, ambivalências e até à própria percepção de falhar ou decepcionar alguém. Emoções como vergonha, culpa, medo e raiva podem ser vividas com intensidade muito alta, mesmo quando o gatilho parece pequeno para quem observa de fora. O sistema emocional reage como se estivesse constantemente tentando evitar uma dor já conhecida.
Também existe uma sensibilidade importante ao estado interno do próprio corpo e da mente. Sensações de vazio, confusão, cansaço extremo ou desconforto físico podem rapidamente ganhar um significado emocional intenso, ampliando sofrimento e reações. Por isso, reduzir o TPB apenas à “sensibilidade à rejeição” acaba simplificando demais um funcionamento que é complexo e multifacetado.
Vale se perguntar: o que mais costuma te afetar além das relações? Frustrações, mudanças de planos ou críticas internas também disparam reações fortes? Depois que a emoção passa, você percebe que a intensidade foi maior do que gostaria? Essas perguntas ajudam a ampliar a compreensão do que está acontecendo, sem rótulos restritivos.
Na psicoterapia, esse conjunto de sensibilidades é trabalhado de forma integrada, ajudando a pessoa a reconhecer padrões, regular emoções e construir uma relação mais estável consigo e com os outros. Se a pessoa já estiver em acompanhamento, conversar sobre essa visão mais ampla da sensibilidade com o profissional que a atende pode ser bastante esclarecedor. Caso precise, estou à disposição.
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