Pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são consideradas neurodivergentes?

3 respostas
Pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são consideradas neurodivergentes?
O termo vem do movimento da neurodiversidade, que surgiu para destacar que existem diferentes formas de funcionamento neurológico e cognitivo, sem necessariamente classificá-las como “defeitos”. Em geral, o rótulo neurodivergente é mais associado a condições como:
* Autismo (TEA)
* TDAH
* Dislexia, dispraxia, discalculia
* Síndromes de Tourette, entre outras

O TOC é um transtorno mental reconhecido (no DSM-5 e CID-11), caracterizado por obsessões e compulsões. Algumas comunidades consideram que pessoas com TOC também podem se identificar como neurodivergentes, já que o transtorno afeta o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental de modo persistente. Contudo, não existe um consenso formal. Muitos profissionais da saúde mental ainda veem TOC dentro da categoria de transtornos psiquiátricos, não necessariamente sob o guarda-chuva da neurodiversidade.

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Dr. Leonardo Mello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
O TOC nem sempre é classificado formalmente como neurodivergência, mas muitas pessoas o incluem dentro desse conceito por envolver um funcionamento neurológico atípico em relação ao padrão considerado típico.
Sim, algumas abordagens contemporâneas consideram pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo dentro do campo mais amplo da neurodivergência, pois o transtorno envolve padrões de funcionamento cerebral e cognitivo que diferem do que é considerado típico, especialmente em processos como controle inibitório, processamento de erro, rigidez cognitiva e regulação da ansiedade. No entanto, o termo neurodivergência não é um diagnóstico clínico e nem é consensualmente aplicado ao TOC em todos os contextos científicos, sendo mais frequentemente usado para condições do neurodesenvolvimento. Em uma perspectiva psicanalítica, além das bases neurocognitivas, o TOC também é compreendido como uma forma de organização defensiva do sujeito diante da angústia e do conflito psíquico, em que o pensamento repetitivo e os rituais funcionam como tentativas de manter controle sobre conteúdos internos que ameaçam emergir à consciência.

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