Por que a mulher autista pode sentir-se infantilizada no dia-a-dia ?
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Por que a mulher autista pode sentir-se infantilizada no dia-a-dia ?
Oi, tudo bem? Essa é uma questão muito importante — e dolorosa para muitas mulheres autistas. A sensação de ser tratada como “criança” costuma aparecer não porque ela realmente seja imatura, mas porque o modo como expressa emoções, reage a estímulos ou organiza o cotidiano pode fugir dos padrões sociais esperados. Muitas mulheres autistas são extremamente inteligentes, sensíveis e perceptivas, mas, ao mesmo tempo, podem ter jeitos mais literais, sinceros ou diretos de se comunicar, o que às vezes é confundido com ingenuidade.
O cérebro autista costuma processar as informações sociais de um jeito diferente — prioriza a coerência e a verdade mais do que a “forma socialmente adequada” de dizer algo. Isso faz com que, em interações diárias, a mulher autista pareça mais “transparente” emocionalmente, o que o mundo neurotípico, acostumado a sutilezas e máscaras sociais, pode interpretar como falta de maturidade. É como se o cérebro dela dissesse: “Prefiro ser autêntica a seguir o script.”
Além disso, existe um viés de gênero que pesa muito: desde cedo, a sociedade espera que as mulheres sejam socialmente hábeis, empáticas e emocionalmente refinadas. Quando uma mulher autista não corresponde a esse padrão, ela tende a ser subestimada — suas competências são vistas como exceção, e suas vulnerabilidades, como fragilidade. Já percebeu como, muitas vezes, ela é elogiada por “fazer o básico”, como se não fosse capaz de mais? Isso também é uma forma de infantilização.
Uma boa reflexão seria: o quanto desse olhar vem dela mesma, e o quanto vem das expectativas sociais ao redor? E como seria poder ocupar o próprio jeito de ser, sem precisar traduzi-lo o tempo todo? A terapia pode ajudar muito nesse processo de reconstruir o senso de identidade, diferenciando o que é característica do autismo do que é o peso do julgamento externo. Caso precise, estou à disposição.
O cérebro autista costuma processar as informações sociais de um jeito diferente — prioriza a coerência e a verdade mais do que a “forma socialmente adequada” de dizer algo. Isso faz com que, em interações diárias, a mulher autista pareça mais “transparente” emocionalmente, o que o mundo neurotípico, acostumado a sutilezas e máscaras sociais, pode interpretar como falta de maturidade. É como se o cérebro dela dissesse: “Prefiro ser autêntica a seguir o script.”
Além disso, existe um viés de gênero que pesa muito: desde cedo, a sociedade espera que as mulheres sejam socialmente hábeis, empáticas e emocionalmente refinadas. Quando uma mulher autista não corresponde a esse padrão, ela tende a ser subestimada — suas competências são vistas como exceção, e suas vulnerabilidades, como fragilidade. Já percebeu como, muitas vezes, ela é elogiada por “fazer o básico”, como se não fosse capaz de mais? Isso também é uma forma de infantilização.
Uma boa reflexão seria: o quanto desse olhar vem dela mesma, e o quanto vem das expectativas sociais ao redor? E como seria poder ocupar o próprio jeito de ser, sem precisar traduzi-lo o tempo todo? A terapia pode ajudar muito nesse processo de reconstruir o senso de identidade, diferenciando o que é característica do autismo do que é o peso do julgamento externo. Caso precise, estou à disposição.
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O estilo comunicativo mais sensível e literal pode ser confundido com ingenuidade. Somado ao esforço constante de mascaramento social, isso gera uma percepção externa de fragilidade, fazendo com que a mulher autista seja tratada como menos autônoma do que realmente é.
Porque: A infantilização é mantida por contingências sociais que reforçam controle externo e punem autonomia. A terapia foca em ensinar comunicação assertiva, promover escolhas reais e ajustar o ambiente para respeitar a competência funcional da mulher autista.
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