Por que algumas mulheres autistas acham a amizade com homens mais fácil do que com outras mulheres?
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Por que algumas mulheres autistas acham a amizade com homens mais fácil do que com outras mulheres?
Olá, paciente anônimo.
Sabemos que as amizades, a vida social, assim também como os relacionamentos amorosos é algo fundamental na vida humana, para todas as pessoas. Pois é através dos laços afetivos que conseguimos entender melhor quem somos, tendo apoio emocional, crescimento pessoal e um senso de pertencimento. Porém na questão do autismo, que é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social e pela presença de padrões de comportamentos restritos e repetitivos manter uma amizade pode ser um desafio. Sabe-se que o TEA é uma caraterística muito singular e que pessoas com esse tipo de transtorno podem carregar estereótipos de serem fechadas, ou solitárias por viverem em se próprio mundo.
Porém apesar das dificuldades de interação social, os autistas tem amigos e conseguem manter um relacionamento de amizade á sua maneira.
Essas dificuldades que eles apresentam em várias áreas da vida se dá devido ao déficit para interpretar as questões sociais tornando a socialização um desafio. Mas isso não significa que essas normas podem ser aprendidas e aprimoradas.
É importante entender que pessoas autistas podem precisar de mais tempo para desenvolver confiança perceber interesses em comum.
Muitos estudos vem acontecendo para saber se existe alguma diferença na escolha de socializar mais ou menos com m determinado gênero. Alguns estudos revelam que mulheres autistas, acharam mais difícil interpretar situações sociais e, em geral, relataram ter experiências de amizade/relacionamento mais difíceis do que mulheres neurotípicas. E apesar dessas dificuldades, as mulheres autistas eram mais felizes com seus relacionamentos e muito mais confiantes em suas habilidades sociais na idade adulta. Porém não há nenhum estudo comprovado que mencione a facilidade de mulheres autistas em se relacionar melhor com homens. Isso depende mais da forma de aprendizado desenvolvido do que a própria condição do TEA.
Espero ter ajudado.
Caso precisar sigo a disposição. Abçs
Sabemos que as amizades, a vida social, assim também como os relacionamentos amorosos é algo fundamental na vida humana, para todas as pessoas. Pois é através dos laços afetivos que conseguimos entender melhor quem somos, tendo apoio emocional, crescimento pessoal e um senso de pertencimento. Porém na questão do autismo, que é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social e pela presença de padrões de comportamentos restritos e repetitivos manter uma amizade pode ser um desafio. Sabe-se que o TEA é uma caraterística muito singular e que pessoas com esse tipo de transtorno podem carregar estereótipos de serem fechadas, ou solitárias por viverem em se próprio mundo.
Porém apesar das dificuldades de interação social, os autistas tem amigos e conseguem manter um relacionamento de amizade á sua maneira.
Essas dificuldades que eles apresentam em várias áreas da vida se dá devido ao déficit para interpretar as questões sociais tornando a socialização um desafio. Mas isso não significa que essas normas podem ser aprendidas e aprimoradas.
É importante entender que pessoas autistas podem precisar de mais tempo para desenvolver confiança perceber interesses em comum.
Muitos estudos vem acontecendo para saber se existe alguma diferença na escolha de socializar mais ou menos com m determinado gênero. Alguns estudos revelam que mulheres autistas, acharam mais difícil interpretar situações sociais e, em geral, relataram ter experiências de amizade/relacionamento mais difíceis do que mulheres neurotípicas. E apesar dessas dificuldades, as mulheres autistas eram mais felizes com seus relacionamentos e muito mais confiantes em suas habilidades sociais na idade adulta. Porém não há nenhum estudo comprovado que mencione a facilidade de mulheres autistas em se relacionar melhor com homens. Isso depende mais da forma de aprendizado desenvolvido do que a própria condição do TEA.
Espero ter ajudado.
Caso precisar sigo a disposição. Abçs
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta profunda e cheia de nuances — porque fala sobre como o autismo se expressa de formas diferentes em cada pessoa e, especialmente, sobre como o contexto social pode moldar a experiência das mulheres no espectro.
Muitas mulheres autistas relatam sentir que as amizades com homens são mais previsíveis emocionalmente. Isso acontece porque, em geral, os homens tendem a se comunicar de modo mais direto e menos baseado em sutilezas sociais, o que reduz a necessidade de “ler entrelinhas” — algo que costuma ser cansativo para quem está no espectro. Em contrapartida, as amizades com outras mulheres, embora profundas, podem envolver códigos sociais implícitos, trocas emocionais intensas e expectativas não ditas que exigem um alto grau de leitura social e de empatia inferencial.
Do ponto de vista da neurociência, o cérebro autista tende a preferir padrões claros, previsibilidade e coerência. Isso faz com que a comunicação mais objetiva — comum em muitos homens — seja percebida como mais segura e menos ambígua. É como se o campo da amizade ficasse menos nebuloso e mais lógico, diminuindo a ansiedade de interpretar intenções ou emoções ocultas.
Mas isso não significa que as amizades femininas sejam mais difíceis por natureza — e sim que podem exigir um tipo diferente de energia social. Às vezes, quando a mulher autista se sente mais confortável e compreendida, ela constrói laços com outras mulheres tão profundos quanto, ou até mais. A diferença está no quanto o ambiente permite que ela seja autêntica, sem precisar mascarar comportamentos para ser aceita.
Vale pensar: em quais tipos de relação você sente que pode relaxar e ser você mesma? O que costuma tornar uma amizade leve para você? E quando percebe desconforto, é por causa do outro — ou do esforço que seu cérebro faz para se ajustar?
Essas respostas ajudam a entender que não se trata de gênero, mas de compatibilidade emocional e de segurança no vínculo. Caso precise, estou à disposição.
Muitas mulheres autistas relatam sentir que as amizades com homens são mais previsíveis emocionalmente. Isso acontece porque, em geral, os homens tendem a se comunicar de modo mais direto e menos baseado em sutilezas sociais, o que reduz a necessidade de “ler entrelinhas” — algo que costuma ser cansativo para quem está no espectro. Em contrapartida, as amizades com outras mulheres, embora profundas, podem envolver códigos sociais implícitos, trocas emocionais intensas e expectativas não ditas que exigem um alto grau de leitura social e de empatia inferencial.
Do ponto de vista da neurociência, o cérebro autista tende a preferir padrões claros, previsibilidade e coerência. Isso faz com que a comunicação mais objetiva — comum em muitos homens — seja percebida como mais segura e menos ambígua. É como se o campo da amizade ficasse menos nebuloso e mais lógico, diminuindo a ansiedade de interpretar intenções ou emoções ocultas.
Mas isso não significa que as amizades femininas sejam mais difíceis por natureza — e sim que podem exigir um tipo diferente de energia social. Às vezes, quando a mulher autista se sente mais confortável e compreendida, ela constrói laços com outras mulheres tão profundos quanto, ou até mais. A diferença está no quanto o ambiente permite que ela seja autêntica, sem precisar mascarar comportamentos para ser aceita.
Vale pensar: em quais tipos de relação você sente que pode relaxar e ser você mesma? O que costuma tornar uma amizade leve para você? E quando percebe desconforto, é por causa do outro — ou do esforço que seu cérebro faz para se ajustar?
Essas respostas ajudam a entender que não se trata de gênero, mas de compatibilidade emocional e de segurança no vínculo. Caso precise, estou à disposição.
Algumas mulheres autistas relatam que a amizade com homens pode parecer mais fácil porque essas relações tendem a ser percebidas como mais diretas, com menos exigências implícitas de leitura emocional e social. Interações que privilegiam temas objetivos, regras mais claras de comunicação e menor expectativa de sutilezas relacionais podem gerar maior sensação de previsibilidade e segurança. Já nas amizades com outras mulheres, frequentemente há demandas sociais mais complexas, como leitura de nuances afetivas, trocas implícitas e expectativas não verbalizadas, o que pode aumentar o cansaço emocional e a sensação de inadequação. Essa preferência não é regra nem universal, mas revela como o funcionamento social no TEA se articula com contextos que oferecem maior clareza relacional e menor ambiguidade.
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