Por que as mulheres autistas são frequentemente diagnosticadas com outras condições ?
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Por que as mulheres autistas são frequentemente diagnosticadas com outras condições ?
Mulheres autistas são frequentemente diagnosticadas com outras condições porque muitos sinais do autismo feminino são sutis e mascarados. Ansiedade, depressão, transtornos alimentares ou dismorfia podem chamar mais atenção, enquanto traços autistas passam despercebidos. Isso faz com que o foco do diagnóstico fique em sintomas visíveis, atrasando ou dificultando o reconhecimento do TEA.
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Porque muitas mulheres autistas apresentam camuflagem social intensa, escondendo traços do autismo que seriam mais evidentes em homens. Isso faz com que seus sintomas sejam interpretados como ansiedade, depressão, transtornos alimentares ou outros diagnósticos psiquiátricos, mascarando a condição autista subjacente e atrasando o reconhecimento de sua verdadeira singularidade.
Porque muitas mulheres autistas mascaram os sintomas desde cedo e apresentam sinais mais sutis, que acabam sendo interpretados como ansiedade, depressão, TDAH, transtornos alimentares ou de personalidade.
Além disso, os critérios diagnósticos foram historicamente baseados em padrões masculinos, o que contribui para diagnósticos tardios ou equivocados em mulheres.
Além disso, os critérios diagnósticos foram historicamente baseados em padrões masculinos, o que contribui para diagnósticos tardios ou equivocados em mulheres.
Essa é uma das questões mais complexas e importantes quando falamos de autismo feminino. O fato de muitas mulheres chegarem à vida adulta com diagnósticos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar ou borderline, para só então descobrirem o autismo, não é uma coincidência, mas o resultado de como o cérebro feminino muitas vezes se adapta ao meio social. Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência e, com base na minha atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental, gostaria de explicar que o diagnóstico tardio ou o "erro" de diagnóstico ocorre principalmente devido ao fenômeno do masking (camuflagem social). Desde muito cedo, as meninas autistas costumam ser exímias observadoras do comportamento alheio e aprendem a imitar gestos, tons de voz e reações para se encaixarem. Esse esforço constante para parecer "normal" é tão exaustivo que o sistema nervoso acaba entrando em colapso, manifestando-se através de sintomas que se parecem muito com outras condições. A intensidade emocional e a dificuldade de regulação no autismo podem ser facilmente confundidas com o Transtorno de Personalidade Borderline. Já a necessidade de isolamento para recarregar as energias pode ser lida como depressão, quando na verdade é um esgotamento sensorial. Por muito tempo, os critérios de diagnóstico foram baseados em comportamentos masculinos. Como as mulheres tendem a ter interesses mais socialmente aceitos e maior habilidade em manter o contato visual (mesmo que forçado), elas acabam passando "abaixo do radar" dos profissionais. Na TCC, o nosso papel é olhar para além dos rótulos e entender a estrutura do seu funcionamento. A psicoterapia ajuda a separar o que é um traço do seu autismo do que é um sintoma de ansiedade gerado pelo esforço de camuflagem. O objetivo é que você pare de tratar apenas as "consequências" e comece a acolher a sua verdadeira natureza. Receber o diagnóstico correto é libertador, pois permite que você pare de se sentir "quebrada" ou "errada" e passe a entender que seu cérebro apenas opera em uma frequência diferente. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
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