Por que o diagnóstico tardio em mulheres autistas pode complicar a regulação emocional?
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Por que o diagnóstico tardio em mulheres autistas pode complicar a regulação emocional?
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta profunda e necessária. O diagnóstico tardio em mulheres autistas costuma ter um impacto direto na forma como elas lidam com as próprias emoções, porque por muitos anos elas acabam tentando se ajustar a um mundo que não faz sentido do mesmo jeito para o cérebro delas. Imagine passar décadas interpretando o próprio jeito de sentir como “exagerado”, “estranho” ou “errado”. O sistema emocional, sem um mapa claro, vai aprendendo a se proteger — e, muitas vezes, a se esconder.
Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro autista tende a processar estímulos emocionais e sociais de maneira mais intensa e, ao mesmo tempo, menos filtrada. Sem o diagnóstico, a pessoa não entende por que reage de forma tão sensível, por que certos sons, ambientes ou relações a desorganizam mais. E aí surge um padrão de autocrítica, camuflagem e tentativa constante de controle, que funciona como uma espécie de “regulação forçada”. É como se o cérebro dissesse: “Eu preciso parecer normal para não ser rejeitada.” Só que esse esforço constante cobra um preço alto — ansiedade, exaustão emocional e, muitas vezes, crises internas silenciosas.
O diagnóstico tardio também impede que essas mulheres aprendam cedo a identificar e nomear emoções de um jeito que faça sentido para elas. A ausência dessa linguagem emocional refinada gera o que chamamos de alexitimia — dificuldade em reconhecer e expressar o que se sente. Sem isso, o corpo vira o principal mensageiro, e as emoções aparecem em forma de tensão, cansaço, insônia ou até dores físicas. Você já reparou como, muitas vezes, o corpo parece “falar” antes das palavras?
Quando o diagnóstico finalmente chega, ele pode ser tanto um alívio quanto um luto: alívio por finalmente entender o que sempre pareceu sem explicação, e luto pelo tempo vivido em desajuste. A terapia, nesse momento, ajuda a reconstruir o senso de identidade emocional e a ensinar o cérebro a se regular de um modo mais gentil e coerente com a própria natureza. É um processo bonito de reconciliação interna. Caso precise, estou à disposição.
Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro autista tende a processar estímulos emocionais e sociais de maneira mais intensa e, ao mesmo tempo, menos filtrada. Sem o diagnóstico, a pessoa não entende por que reage de forma tão sensível, por que certos sons, ambientes ou relações a desorganizam mais. E aí surge um padrão de autocrítica, camuflagem e tentativa constante de controle, que funciona como uma espécie de “regulação forçada”. É como se o cérebro dissesse: “Eu preciso parecer normal para não ser rejeitada.” Só que esse esforço constante cobra um preço alto — ansiedade, exaustão emocional e, muitas vezes, crises internas silenciosas.
O diagnóstico tardio também impede que essas mulheres aprendam cedo a identificar e nomear emoções de um jeito que faça sentido para elas. A ausência dessa linguagem emocional refinada gera o que chamamos de alexitimia — dificuldade em reconhecer e expressar o que se sente. Sem isso, o corpo vira o principal mensageiro, e as emoções aparecem em forma de tensão, cansaço, insônia ou até dores físicas. Você já reparou como, muitas vezes, o corpo parece “falar” antes das palavras?
Quando o diagnóstico finalmente chega, ele pode ser tanto um alívio quanto um luto: alívio por finalmente entender o que sempre pareceu sem explicação, e luto pelo tempo vivido em desajuste. A terapia, nesse momento, ajuda a reconstruir o senso de identidade emocional e a ensinar o cérebro a se regular de um modo mais gentil e coerente com a própria natureza. É um processo bonito de reconciliação interna. Caso precise, estou à disposição.
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Anos de tentativas de adaptação sem compreensão do próprio funcionamento geram culpa, fadiga e sensação de inadequação. O diagnóstico tardio adia o autoconhecimento e perpetua estratégias de camuflagem que fragilizam a autorregulação emocional.
Porque: A emoção foi suprimida, não regulada.
Aprendizagem punitiva: emoções foram reprimidas em vez de reguladas.
Falta de ensino explícito: não houve treino precoce de autorregulação.
O trabalho terapêutico é ensinar habilidades de autorregulação funcional e reduzir demandas ambientais, permitindo recuperação emocional.
Aprendizagem punitiva: emoções foram reprimidas em vez de reguladas.
Falta de ensino explícito: não houve treino precoce de autorregulação.
O trabalho terapêutico é ensinar habilidades de autorregulação funcional e reduzir demandas ambientais, permitindo recuperação emocional.
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