Quais as diferenças entre ter doenças físicas e em ter transtornos mentais ?
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Quais as diferenças entre ter doenças físicas e em ter transtornos mentais ?
As doenças físicas e os transtornos mentais são formas distintas de sofrimento, embora muitas vezes se cruzem e se influenciem mutuamente. A principal diferença está no modo como essas experiências se manifestam, são reconhecidas socialmente e afetam o sujeito em sua relação com o próprio corpo, com os outros e com o mundo.
Uma doença física, em geral, tem sinais observáveis, pode ser medida por exames, testada por parâmetros objetivos, localizada em uma parte do corpo. Há dor, alteração de funcionamento, inflamações, fraturas, infecções e o tratamento costuma envolver intervenções medicamentosas ou cirúrgicas bem delimitadas. Ainda que o impacto emocional de uma doença física possa ser intenso, ela costuma ser legitimada socialmente: é algo “visível”, compreensível, e raramente questionado.
Já os transtornos mentais dizem respeito ao sofrimento psíquico o que é, por definição, subjetivo, simbólico, afetivo e muitas vezes invisível aos olhos de quem está de fora. Eles se expressam através de sentimentos, pensamentos, comportamentos e sintomas que não podem ser medidos por exames laboratoriais, mas que têm efeitos profundos: angústia constante, oscilações de humor, desorganização do pensamento, crises de ansiedade, perda de sentido na vida, dificuldades de vínculo e de sustentação da realidade.
Além disso, os transtornos mentais ainda carregam muito estigma e desconhecimento. Enquanto a dor física é validada com facilidade, a dor psíquica muitas vezes é desacreditada, banalizada ou tratada como fraqueza, exagero ou falta de vontade. Isso torna o sofrimento mental mais solitário, mais silencioso e muitas vezes mais difícil de tratar, justamente porque é difícil de ser dito e escutado.
Outra diferença importante está na forma como o sujeito se envolve com a própria doença. Nas doenças físicas, o corpo pode ser visto como algo "afetado de fora", enquanto nos transtornos mentais, o sofrimento vem de dentro, atravessa o pensamento, o desejo, a identidade. A doença mental toca diretamente o modo como o sujeito se percebe e se expressa no mundo, o que faz com que o tratamento não possa ser apenas técnico: ele precisa ser relacional, simbólico, escutado em sua singularidade.
Por isso, o cuidado em saúde mental não é apenas uma questão médica. Ele envolve tempo, escuta, vínculo, linguagem, história. E não existe um “remédio único” ou um “caminho certo para todos”, mas sim trajetos possíveis construídos entre o sujeito e os que o acompanham, sempre respeitando o que há de mais humano nesse sofrimento: o desejo de viver, mesmo que por vezes silenciado.
Uma doença física, em geral, tem sinais observáveis, pode ser medida por exames, testada por parâmetros objetivos, localizada em uma parte do corpo. Há dor, alteração de funcionamento, inflamações, fraturas, infecções e o tratamento costuma envolver intervenções medicamentosas ou cirúrgicas bem delimitadas. Ainda que o impacto emocional de uma doença física possa ser intenso, ela costuma ser legitimada socialmente: é algo “visível”, compreensível, e raramente questionado.
Já os transtornos mentais dizem respeito ao sofrimento psíquico o que é, por definição, subjetivo, simbólico, afetivo e muitas vezes invisível aos olhos de quem está de fora. Eles se expressam através de sentimentos, pensamentos, comportamentos e sintomas que não podem ser medidos por exames laboratoriais, mas que têm efeitos profundos: angústia constante, oscilações de humor, desorganização do pensamento, crises de ansiedade, perda de sentido na vida, dificuldades de vínculo e de sustentação da realidade.
Além disso, os transtornos mentais ainda carregam muito estigma e desconhecimento. Enquanto a dor física é validada com facilidade, a dor psíquica muitas vezes é desacreditada, banalizada ou tratada como fraqueza, exagero ou falta de vontade. Isso torna o sofrimento mental mais solitário, mais silencioso e muitas vezes mais difícil de tratar, justamente porque é difícil de ser dito e escutado.
Outra diferença importante está na forma como o sujeito se envolve com a própria doença. Nas doenças físicas, o corpo pode ser visto como algo "afetado de fora", enquanto nos transtornos mentais, o sofrimento vem de dentro, atravessa o pensamento, o desejo, a identidade. A doença mental toca diretamente o modo como o sujeito se percebe e se expressa no mundo, o que faz com que o tratamento não possa ser apenas técnico: ele precisa ser relacional, simbólico, escutado em sua singularidade.
Por isso, o cuidado em saúde mental não é apenas uma questão médica. Ele envolve tempo, escuta, vínculo, linguagem, história. E não existe um “remédio único” ou um “caminho certo para todos”, mas sim trajetos possíveis construídos entre o sujeito e os que o acompanham, sempre respeitando o que há de mais humano nesse sofrimento: o desejo de viver, mesmo que por vezes silenciado.
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De forma simples, doenças físicas são condições que afetam o corpo, como diabetes, hipertensão, ou uma fratura, por exemplo. Elas costumam ter sinais visíveis ou detectáveis por exames médicos, e geralmente envolvem um órgão ou sistema do corpo que não está funcionando como deveria. Já os transtornos mentais são condições que afetam a forma como a pessoa pensa, sente, se comporta ou se relaciona com os outros. Isso pode incluir ansiedade, depressão, transtorno bipolar, entre outros. Às vezes, os transtornos mentais são mais difíceis de perceber, porque não aparecem em um exame de sangue ou numa radiografia. Mas isso não os torna menos reais ou menos sérios.
A principal diferença entre doença física e mental reside na natureza do problema. Doenças físicas afetam o corpo físico, enquanto doenças mentais afetam o funcionamento da mente, incluindo pensamentos, emoções e comportamentos. Ambas as categorias de doenças podem ter sintomas físicos e podem influenciar uma à outra, por exemplo, uma crise de pânico é considerado transtorno mental mas os sintomas são taquicardia, sensação de infarto, diarreia, vômito, dentre outros.
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