Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses

3 respostas
Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.
Oii, tudo bem? Espero que você esteja bem.

O encerramento de um processo psicoterapêutico, mesmo após meses de acompanhamento, pode acontecer por diferentes razões clínicas. No entanto, do ponto de vista ético, ele deve ser conduzido com clareza, responsabilidade e cuidado, não de forma abrupta.

Entre os motivos mais comuns, estão:

Limites técnicos do profissional. Quando o caso passa a demandar uma abordagem ou especialidade fora da sua área de atuação, o mais ético é realizar o encaminhamento adequado.

Quebra consistente dos acordos terapêuticos. Faltas recorrentes, dificuldades com pagamentos ou baixa adesão podem comprometer a continuidade, especialmente quando esses pontos já foram previamente alinhados.

Impasses no vínculo terapêutico. A relação entre paciente e psicólogo é central no processo. Quando esse vínculo se fragiliza a ponto de comprometer o trabalho, a interrupção pode ser necessária.

Condições pessoais do profissional. Em algumas situações, o psicólogo pode não estar em condições de sustentar aquele atendimento específico, o que também exige uma postura ética de interrupção.

Do ponto de vista ético, é importante que: o paciente não seja abandonado a decisão seja comunicada com transparência haja tempo para elaboração do encerramento, o encaminhamento seja oferecido quando necessário.

Ou seja, o término pode fazer parte do processo, mas a forma como ele acontece também é parte do cuidado. Quando esse encerramento ocorre de maneira súbita, sem explicação ou condução adequada, é natural que gere impacto emocional e dúvidas. Nesses casos, buscar esclarecimento pode ser um passo importante para preservar o cuidado psicológico e possibilitar a continuidade em outro espaço. Espero que tenha feito sentido, o que eu puder ajudar estou aqui.

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A princípio não consigo pensar em algo comum que leve a esta ruptura abrupta que não toque em questões práticas como as que você mencionou. O ideal é um final de processo construído conjunto, que seja trabalhado este final enquanto um final, que se entenda o quê acabou e o porquê já acabou. A coisa abrupta desprovida de uma construção ou uma explicação prática faz é abrir mais questões e deixa esse mistério e não entendido no ar. Cada caso é um caso, mas a princípio, não parece a forma ideal de um profisisonal encerrar um processo
Normalmente o dever do psicólogo é dar uma devolutiva sobre o processo terapêutico e explicar ao paciente o motivo do término. Porém como aparentemente isso não foi feito, vou elencar algumas possibilidades que podem ocorrer: O terapeuta dar alta ao paciente, entendendo que os objetivos terapêuticos foram atingidos, a TCC por exemplo que é a abordagem da qual eu trabalho, tem como um dos pilares a autonomia do paciente, portanto a alta é algo que pode ser extremamente importante no processo. A outra possibilidade é a terapia ter sido levada para uma temática que é um limite que o próprio terapeuta reconheceu que não está apto para lidar no momento.

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