Quais são as estratégias mais eficazes para lidar com a negação do diagnóstico de Transtorno de Pers

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Quais são as estratégias mais eficazes para lidar com a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline em pacientes que apresentam sintomas clássicos, mas não reconhecem isso em si mesmos?"
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A negação do diagnóstico no Transtorno de Personalidade Borderline é algo relativamente comum e, na maioria das vezes, não está ligada a “resistência” no sentido simples da palavra. Muitas pessoas têm uma percepção muito intensa do próprio sofrimento, mas não se reconhecem no rótulo diagnóstico, seja por estigma, por experiências anteriores negativas ou porque o diagnóstico não faz sentido dentro da forma como elas se veem.

Por isso, o trabalho do psicólogo não costuma começar tentando convencer o paciente de que ele “tem” o transtorno. Forçar esse reconhecimento pode, inclusive, aumentar o afastamento. Em vez disso, a abordagem mais eficaz é focar na experiência vivida: emoções intensas, dificuldades nos relacionamentos, impulsividade, sensação de vazio. Quando o paciente se sente compreendido nesses pontos, o vínculo terapêutico se fortalece, e isso abre espaço para aprofundamentos posteriores.

Ao longo do processo, a psicoeducação pode ser introduzida de forma gradual e cuidadosa, conectando os sintomas à experiência do paciente, sem impor um rótulo. O objetivo não é que a pessoa “aceite um diagnóstico”, mas que ela compreenda melhor seus padrões emocionais e comportamentais. Quando isso acontece, o nome do transtorno deixa de ser o foco principal.

Outro aspecto importante é trabalhar o significado que esse diagnóstico carrega para o paciente. Para alguns, pode representar algo negativo, como “ser problemático” ou “não ter solução”. Quando esses significados são explorados, muitas vezes a negação começa a fazer mais sentido e pode ser flexibilizada com o tempo.

Talvez faça sentido você refletir: o que esse diagnóstico representa para você ou para essa pessoa? Existe algum medo associado a ele? O quanto o foco está no rótulo ou no sofrimento que está sendo vivido? E o que muda quando a conversa sai do diagnóstico e vai para a experiência emocional real?

Essas perguntas ajudam a conduzir o processo de forma mais ética e efetiva. No final, o que mais importa não é o nome do transtorno, mas a possibilidade de compreender e transformar o sofrimento de forma consistente.

Caso precise, estou à disposição.

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