Quais são as perguntas que um psicólogo pode fazer aos seus pacientes com Transtorno de Personalidad

4 respostas
Quais são as perguntas que um psicólogo pode fazer aos seus pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) para ajudar na resolução de conflitos?
Olá. O terapeuta ajuda o paciente a colocar emoções em palavras, a pensar antes de agir, a enxergar que uma situação pode ter mais de um ponto de vista e a perceber como o medo de perder o outro influencia muitas reações. Em momentos de crise, as perguntas servem principalmente para acalmar e organizar, não para discutir. O objetivo final é reduzir explosões, melhorar a comunicação e fortalecer os vínculos, respeitando o tempo e os limites de cada pessoa. Colocar É importante entender que usar uma ou outra pergunta isolada não gera mudança real. Na clínica, as perguntas só fazem sentido quando estão inseridas em um contexto, com um objetivo claro e dentro de um vínculo terapêutico seguro. Fora disso, uma pergunta pode soar invasiva ou até aumentar o conflito. Espero ter ajudado.

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Olá. As perguntas do psicólogo para a resolução de conflitos a pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), necessitam Regular a Emoção - Evitar ou Reduzir a Polarização - e Restaurar a capacidade de compreensão de um ao outro. Ou seja, ativar-se a Mentalização, o pensar-se sobre o contexto, a situação.

Perguntas para Regular-se a Emoção, que precisam ser feitas, antes de se resolver o conflito:

1- "Em uma escala de 0 a 10, quão intensa está essa emoção, agora?"

2- "Essa emoção está mais próxima de Raiva, tristeza, medo ou abandono?"

3- "O que está a sentir agora, neste momento"

O objetivo destas perguntas para regular-se a emoção, e reduzir a impulsividade e aumentar-se a consciência emocional. Assim, cria-se um caminhar mais organizado e racional, na resolução do conflito (s).

Perguntas para validar, sem reforçar-se padrões disfuncionais

Lembrando que validar está mais para acolher as emoções e pensamentos, sem significar concordância com este paciente.

1- " Faz sentido Você sentir-se assim, levando-se em consideração o que percebeu, o que compreendeu? "

2- "O que nessa situação foi especialmente doloroso para você?"

Perguntas para desmontar o pensamento "tudo ou nada", (8 ou 80)

Porquê? É muito comum no Transtorno de Personalidade Borderline, estes extremos.

1- "Existe alguma possibilidade entre `totalmente certo` e `totalmente errado`?"

2- "O que pode ser verdadeiro, ao mesmo tempo, para você e para o outro?"

Qual o objetivo destas perguntas? Procurar e tentar flexibilizar idéias rígidas.

Perguntas direcionadas para o medo central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), que é (o medo central), o Abandono e/ou rejeição.

1- " O que você teve medo de perder, nessa situação?"

2- "Esse conflito ativou o medo de ser deixado(a) ou rejeitado (a)?"

Qual o objetivo destas perguntas? Ativar o processo central de medo de rejeição e/ou abandono, sem reforçar esta dependência, este medo.

Perguntas para responsabilização sem culpa. Objetivo destas perguntas? Procurar evitar-se a autodepreciação, autodesvalorização, quanto a exteriorização destas.

1- "O que esteve sob seu controle, nesta situação?"

2- "Que estratégia poderia usar se esta situação acontecer outra vez?"

Objetivo destas perguntas: promover autonomia emocional.

Para a fase final do conflito, é interessante e necessário criarem-se perguntas para planejar-se a resolução de conflitos e reparação dos danos causados entre os envolvidos no conflito.

1-" O que ajudaria a "consertar", reparar essa relação, agora?"

2- " Como você pode expressar a sua necessidade, sem magoar o outro (a) e a si-próprio (a)?"

Objetivo destas perguntas? Transformar o conflito em aprendizado.

Para finalizar, que perguntas o psicólogo deve evitar em Transtorno de Personalidade Borderline?

Algumas sugestões:

1- "Porque você fez isso?" - Ativa Defesa e Vergonha.

2- "Você não acha que exagerou?" - Invalida a resposta a ação do indivíduo.

Estas perguntas, todas, nesta resposta geral, são apenas sugestões possíveis. Há muitas outras perguntas que podem ser utilizadas.

Espero ter contribuído para acrescentar conhecimento e esclarecimento.
Um psicólogo que atende pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline pode utilizar perguntas que promovam reflexão, simbolização e regulação emocional, em vez de apenas instruir comportamentos. Perguntas do tipo “O que você está sentindo agora e como isso se relaciona com experiências passadas?” ajudam a identificar emoções intensas e sua origem. Questionar “O que você espera do outro nessa situação e o que teme perder se isso não acontecer?” auxilia a diferenciar desejo, expectativa e medo, permitindo uma percepção mais clara do conflito. Perguntas como “Se você agir agora, isso vai aliviar sua angústia de forma duradoura ou apenas momentaneamente?” promovem uma pausa psíquica antes da ação impulsiva. Também é útil explorar: “O que você gostaria de comunicar, mas ainda não conseguiu colocar em palavras?” e “Como essa situação pode ser compreendida à luz de outras experiências que você já vivenciou?”. Essas perguntas não buscam respostas prontas, mas sustentam o sujeito na reflexão sobre seus afetos, padrões e possibilidades de ação, abrindo caminho para resoluções mais elaboradas.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito rica, porque a forma como o psicólogo pergunta muitas vezes define a profundidade e a direção do processo terapêutico, especialmente no Transtorno de Personalidade Borderline, onde os conflitos costumam estar carregados de emoção e significado.

Em vez de buscar respostas rápidas, o foco costuma ser ajudar o paciente a se aproximar da própria experiência. Perguntas que exploram o que foi sentido no momento do conflito tendem a abrir caminhos importantes, como quando o terapeuta convida o paciente a olhar além do que aconteceu e entrar em contato com o impacto emocional da situação.

Também é comum trabalhar a construção de significado. Perguntas que investigam o que aquela situação representou, o que foi ativado internamente e como isso se conecta com outras experiências ajudam a pessoa a perceber padrões. Muitas vezes, o conflito atual não é isolado, mas parte de uma sequência que começa a fazer mais sentido quando é vista com mais cuidado.

Outro eixo importante é a diferenciação. O psicólogo pode ajudar o paciente a distinguir o que foi fato, o que foi interpretação e o que foi reação emocional. Essa separação costuma trazer mais clareza e reduzir a intensidade da experiência, permitindo que o paciente tenha mais escolha sobre como responder.

Além disso, há perguntas voltadas para o presente e para a regulação emocional. O que está acontecendo agora dentro de você? O que você precisa nesse momento? Essas perguntas ajudam a trazer o paciente de volta para o aqui e agora, reduzindo a fusão com a experiência emocional intensa.

Talvez faça sentido refletir: quando você está em conflito, consegue identificar exatamente o que está sentindo ou tudo parece misturado? O que mais pesa, o que aconteceu ou o que isso significa sobre você? E como você percebe suas reações depois que a intensidade emocional diminui?

Essas perguntas não são feitas de forma mecânica, elas são construídas dentro da relação terapêutica, respeitando o tempo e a capacidade de cada pessoa. Quando bem utilizadas, ajudam a transformar o conflito em um espaço de compreensão e mudança. Caso precise, estou à disposição.

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