Quais são os achados neuropsicológicos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Quais são os achados neuropsicológicos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta bastante relevante, e vale começar esclarecendo que, no Transtorno de Personalidade Borderline, não falamos em “lesões” ou déficits neuropsicológicos clássicos, como ocorre em quadros neurológicos, mas em padrões de funcionamento cognitivo e emocional que tendem a se organizar de forma específica e previsível.
De modo geral, os achados mais consistentes apontam para alterações na regulação emocional, no controle de impulsos e na forma como a pessoa percebe e interpreta sinais sociais. Isso costuma aparecer como dificuldades em modular emoções intensas, maior reatividade a rejeições reais ou imaginadas, tendência a respostas impulsivas sob estresse e um funcionamento atencional que pode oscilar bastante conforme o estado emocional. Em contextos de ativação afetiva, funções como planejamento, tomada de decisão e flexibilidade cognitiva podem ficar temporariamente comprometidas, não por incapacidade, mas porque o sistema emocional assume o controle.
Também é comum observar um viés na leitura das intenções dos outros, com maior sensibilidade a sinais de ameaça, abandono ou desvalorização. A memória emocional tende a ser muito vívida, enquanto a integração entre emoção e razão pode se tornar instável em momentos de tensão. Do ponto de vista neuropsicológico, isso se reflete mais em um padrão de funcionamento do que em um déficit fixo, o que ajuda a explicar por que muitas pessoas com TPB apresentam bom desempenho cognitivo em avaliações formais quando estão emocionalmente reguladas.
Na prática clínica, esse entendimento é importante porque orienta intervenções que não se limitam a “corrigir” cognições, mas ajudam a pessoa a construir maior consciência emocional, tolerância ao desconforto e formas mais seguras de responder aos próprios estados internos e às relações. É como se o cérebro estivesse constantemente em alerta máximo, reagindo antes de conseguir refletir com calma sobre o que está acontecendo.
Ao pensar nisso, você percebe se suas dificuldades aparecem mais em momentos de intensa emoção do que de forma constante? Em situações de estresse relacional, você sente que sua capacidade de pensar com clareza muda bastante? E quando a emoção baixa, você costuma olhar para trás e estranhar as próprias reações?
Caso precise, estou à disposição.
De modo geral, os achados mais consistentes apontam para alterações na regulação emocional, no controle de impulsos e na forma como a pessoa percebe e interpreta sinais sociais. Isso costuma aparecer como dificuldades em modular emoções intensas, maior reatividade a rejeições reais ou imaginadas, tendência a respostas impulsivas sob estresse e um funcionamento atencional que pode oscilar bastante conforme o estado emocional. Em contextos de ativação afetiva, funções como planejamento, tomada de decisão e flexibilidade cognitiva podem ficar temporariamente comprometidas, não por incapacidade, mas porque o sistema emocional assume o controle.
Também é comum observar um viés na leitura das intenções dos outros, com maior sensibilidade a sinais de ameaça, abandono ou desvalorização. A memória emocional tende a ser muito vívida, enquanto a integração entre emoção e razão pode se tornar instável em momentos de tensão. Do ponto de vista neuropsicológico, isso se reflete mais em um padrão de funcionamento do que em um déficit fixo, o que ajuda a explicar por que muitas pessoas com TPB apresentam bom desempenho cognitivo em avaliações formais quando estão emocionalmente reguladas.
Na prática clínica, esse entendimento é importante porque orienta intervenções que não se limitam a “corrigir” cognições, mas ajudam a pessoa a construir maior consciência emocional, tolerância ao desconforto e formas mais seguras de responder aos próprios estados internos e às relações. É como se o cérebro estivesse constantemente em alerta máximo, reagindo antes de conseguir refletir com calma sobre o que está acontecendo.
Ao pensar nisso, você percebe se suas dificuldades aparecem mais em momentos de intensa emoção do que de forma constante? Em situações de estresse relacional, você sente que sua capacidade de pensar com clareza muda bastante? E quando a emoção baixa, você costuma olhar para trás e estranhar as próprias reações?
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