Quais são os sinais de que a crise existencial está impactando a saúde mental?
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Quais são os sinais de que a crise existencial está impactando a saúde mental?
Olá, é importante pensar quando algo que faz parte da vida passa a virar disfunção — vamos entender um pouco melhor. Uma crise existencial, em si, é um movimento humano de perguntar pelo sentido, pelos valores e pelos caminhos; ela vira problema quando começa a corroer o teu cotidiano. Sinais de alerta: a sensação persistente de vazio ou perda de sentido que não alivia com descanso; ruminação contínua (“e se…?”) que ocupa horas do dia; indecisão paralisante e medo de escolher por “errar para sempre”; queda de energia e prazer nas coisas que antes te alimentavam; irritabilidade, culpa ou autocrítica rígida; afastamento das pessoas importantes; alterações de sono e apetite; corpo sempre em alerta (taquicardia, aperto no peito) sem motivo concreto; uso de trabalho, telas, álcool ou comida para anestesiar; e impacto claro no funcionamento (atrasos, tarefas acumuladas, abandono de compromissos). Sinais vermelhos: desesperança (“nada faz sentido, nada vai mudar”), ideias de autolesão ou de “sumir”, e perda de contato com a própria realidade/identidade — nesses casos, é essencial buscar ajuda imediata.
Como cuidar? Na terapia, a gente organiza três frentes: 1) dar nome ao conflito (o que em mim está em choque? valores, desejos, lealdades?); 2) reconstruir sentido no concreto do dia a dia (pequenas ações alinhadas a valores, mesmo com dúvida); 3) regular o corpo para que a mente possa pensar melhor (respiração lenta, rotina de sono, movimento). Pode haver situações em que um acompanhamento médico complemente o processo — especialmente se os sintomas estiverem intensos ou persistentes. Enquanto isso, um passo prático: escolha um valor-guia para esta semana (ex.: cuidado, honestidade, presença) e faça diariamente um gesto pequeno coerente com ele; registre como se sentiu antes e depois. Se a desesperança aparecer, não caminhe só: procure apoio profissional e avise alguém de confiança.
Espero ter ajudado a refletir. Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
Como cuidar? Na terapia, a gente organiza três frentes: 1) dar nome ao conflito (o que em mim está em choque? valores, desejos, lealdades?); 2) reconstruir sentido no concreto do dia a dia (pequenas ações alinhadas a valores, mesmo com dúvida); 3) regular o corpo para que a mente possa pensar melhor (respiração lenta, rotina de sono, movimento). Pode haver situações em que um acompanhamento médico complemente o processo — especialmente se os sintomas estiverem intensos ou persistentes. Enquanto isso, um passo prático: escolha um valor-guia para esta semana (ex.: cuidado, honestidade, presença) e faça diariamente um gesto pequeno coerente com ele; registre como se sentiu antes e depois. Se a desesperança aparecer, não caminhe só: procure apoio profissional e avise alguém de confiança.
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Quando o vazio começa a pesar, quando nada parece fazer muito sentido, quando vem um cansaço emocional constante ou uma dificuldade de se conectar com a própria vida. Esses são sinais de que algo dentro pede cuidado.
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