Quais são os transtornos que as crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) co

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Quais são os transtornos que as crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) costumam ter?
As crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) costumam ter um comportamento tímido, reprimido como se estivessem o tempo todo escondendo os pensamentos intrusivos e atividades de controle, seguindo sempre um tipo de ritual. O fato é que tudo isso é bem doloroso tanto para a crianças, quanto para o adolescentes. É sempre muito importante, que os pais e educadores, prestem atenção nos comportamentos das crianças e adolescentes e busquem ajuda profissional, para tratar o transtorno que com o passar do tempo sem tratamento tende a piorar.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Que bom que você trouxe essa dúvida, porque quando falamos de TOC em crianças e adolescentes, estamos falando de um cérebro que ainda está em formação e, por isso, muitos sintomas podem aparecer misturados. Isso não significa que o jovem “tenha vários transtornos”, mas que alguns quadros podem caminhar juntos e influenciar o funcionamento emocional de maneiras parecidas.

É comum que crianças e adolescentes com TOC apresentem também ansiedade generalizada, medos intensos e uma tendência a interpretar situações neutras como perigosas. Às vezes aparecem sinais de fobia social, especialmente quando o jovem teme ser julgado, ou quando os rituais tomam tempo e geram vergonha. Em alguns casos há sintomas depressivos, muito mais como consequência do desgaste e da frustração de lutar contra um ciclo que parece maior do que eles. Vale a pena observar como o jovem reage emocionalmente quando não consegue realizar um ritual. Ele se entristece? Se irrita? Se culpa? E como você percebe a própria reação diante disso?

Outro quadro que pode aparecer é o TDAH, não porque o TOC cause desatenção, mas porque o excesso de pensamentos intrusivos e a necessidade de controle constante drenam tanta energia mental que a concentração fica comprometida. Há também jovens que desenvolvem comportamentos mais rígidos ou perfeccionistas, que acabam confundindo pais e professores. Às vezes a pergunta mais útil é: “O que vem primeiro, o medo ou a tentativa de controlar o medo?”. E o que você percebe que o adolescente tenta evitar sentir quando entra no ritual?

É importante lembrar que nem sempre todos esses quadros são diagnósticos separados; muitas vezes são manifestações do sofrimento central. Quando existe impacto significativo na rotina, especialmente com queda no rendimento escolar, isolamento social ou tristeza persistente, o acompanhamento com psiquiatra pode ser importante para entender o que pertence ao TOC e o que surge como consequência dele.

Se quiser, podemos pensar juntos nos sinais específicos da criança ou adolescente que você tem em mente, para entender o que faz sentido no caso real e não apenas na teoria. Caso precise, estou à disposição.
Crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) raramente apresentam o quadro de forma isolada, sendo bastante comum a presença de outras condições associadas. Entre as comorbidades mais frequentes estão os transtornos de ansiedade, como ansiedade generalizada, ansiedade social ou de separação, além do TDAH, que pode se manifestar por dificuldades de atenção, organização e impulsividade. Na adolescência, também é comum a presença de sintomas depressivos, muitas vezes relacionados ao sofrimento emocional, ao isolamento e ao impacto do transtorno na autoestima.

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