Qual a diferença entre ciúme comum e o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
3
respostas
Qual a diferença entre ciúme comum e o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, espero que vc se encontre bem nesse momento. O ciúme comum é uma reação emocional que qualquer pessoa pode sentir diante do medo de perder alguém importante — mas, geralmente, ele é passageiro e proporcional à situação. Já no Transtorno de Personalidade Borderline, o ciúme costuma vir com intensidade muito maior e medo profundo de abandono. A pessoa com TPB pode interpretar pequenas atitudes como sinais de rejeição, sentir que vai ser deixada de lado a qualquer momento, e reagir com impulsividade, raiva, ou tentativas de se aproximar desesperadamente. Ou seja, a diferença não é apenas o ‘quanto’ de ciúme, mas o que está por trás dele — um medo intenso de ser descartado, de não ser amado, e uma dificuldade de regular as emoções que surgem a partir disso. Com acompanhamento terapêutico, especialmente com abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), é possível aprender a reconhecer esses gatilhos e lidar de forma mais equilibrada com o ciúme. Busque ajuda se tiver difícil lidar nesse momento, será um prazer conhecer sua história.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
O ciúme comum envolve desconforto ou insegurança pontual. Já o ciúme no TPB é intenso, persistente e desregulado. Ele ativa medo de rejeição, sensação de ser facilmente substituível e até pânico diante da ideia de abandono. Enquanto o ciúme comum busca preservar o vínculo, o ciúme borderline tenta controlar a perda imaginada, o sofrimento emocional é muito maior do que o fato que o causou.
A principal diferença entre o ciúme comum e o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está na intensidade, frequência e relação com a instabilidade emocional. O ciúme comum é geralmente episódico, proporcional à situação e facilmente resolvido com comunicação ou reflexão. Já o ciúme no TPB tende a ser exagerado, frequente e reativo a sinais ambíguos, mesmo sem ameaça real. Ele está profundamente ligado ao medo de abandono, insegurança intensa e dificuldade de regular emoções, podendo gerar explosões de raiva, cobranças excessivas e oscilações rápidas entre idealização e desvalorização da pessoa afetada.
Ou seja, enquanto o ciúme comum é uma emoção controlável e passageira, no TPB ele é uma expressão de padrões emocionais e relacionais mais amplos, exigindo estratégias de regulação e suporte interpessoal.
Ou seja, enquanto o ciúme comum é uma emoção controlável e passageira, no TPB ele é uma expressão de padrões emocionais e relacionais mais amplos, exigindo estratégias de regulação e suporte interpessoal.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) age de forma a "chamar atenção" devido à invalidação?
- O que é a "crise de vazio" do ponto de vista neurobiológico?
- O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é considerado neurodivergente?
- O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é tratado como um transtorno neurodesenvolvimental?
- Por que canhotos poderiam ter maior predisposição ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- O que a neurociência diz sobre a impulsividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- . Existe uma relação científica entre ser canhoto e ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Existe relação direta entre ser canhoto e ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Canhotos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm mais dificuldade de aprendizado?
- Canhotos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são mais impulsivos?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 2583 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.